Arquivo do mês: março 2011

Força, Japão

SÃO PAULO (pray for Japan) – Depois da tragédia que assolou o Japão, com o terremoto seguido de tsunami que matou mais de dez mil pessoas, os pilotos da F1 resolveram prestar uma homenagem muito bacana e respeitosa. Se alguém ainda não viu, aqui está.

A mensagem foi gravada em japonês e diz “Todos vamos dar as mãos. Vamos ter esperança. Vamos reagir. Vamos ajudar uns aos outros. De mãos dadas. Tohoku (nordeste do Japão), aguente firme. Japão, vamos fazer o melhor juntos”. O vídeo foi exibido na transmissão do GP da Austrália pela Fuji TV, uma das maiores emissoras nipônicas.

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Música para ouvir

SÃO PAULO (danado de bom) – Estava vendo o Arena SporTV, programa que gosto de acompanhar quando posso, mas que nem sempre concordo com as opiniões ali proferidas dos convidados. Mas hoje, o convidado foi o repórter alagoano Márcio Canuto, um excelente profissional e figura maravilhosa, divertidíssima, que sempre está de bom humor e sorrindo. Quem o conhece pessoalmente sabe do que falo.

Circa 2004, fui à Globo fazer uma matéria para o jornal da faculdade com minha colega Marcela Pimentel para acompanhar um dia de produção de um telejornal diário, no caso, o Globo Esporte, que era apresentado pela Glenda Koslowsky. E na redação, na hora que estávamos entrevistando editores e repórteres, o Márcio Canuto chegou “chegando” no recinto.

Ao saber que éramos estudantes, ele já veio berrando “olá, jovens” e todos se voltaram para nós. Com aquele tamanho todo, braços enormes que se mexiam descoordenadamente, ele, com toda sua sutileza peculiar, mas com enorme simpatia, ficou conversando (como se estivéssemos num estádio de futebol) e sugeriu que tirássemos uma foto com todo mundo “porque vocês precisam lembrar desse dia, é importante, venha todo mundo, vamos tirar essa foto. Alguém arruma uma câmera aí. Vem você também, fulano, que tá aí atrás. Eitaaa…”. E causou na redação.

Coitada da Marcela, foi ser abraçada pelo Canuto e tomou um tranco só com a mão dele no ombro dela. Eu também fui espremido contra o corpanzil do repórter, que com seu abraço de urso, me estralou algumas juntas, e ficamos assim, com ele agitando tudo, até alguém aparecer com a câmera e tirar a foto. Nem sei onde foi parar essa foto, acho que foi publicada no jornal, não lembro direito. Mas lembro da dor e das risadas. E valeu, como valeu!

Ele é assim o tempo todo, sempre alegre e irradiando essa alegria por onde passa. É impossível ficar perto sem rir dele e com ele.

Mas, o motivo desse post é que eu adoro música, é minha paixão. E gosto de boa música, seja ela qual for. Para inaugurar essa seção do Sauladas, coloco uma boa música brasileira, em homenagem a esse cidadão sensacional. Nada melhor que um legítimo brasileiro, que toca música de altíssima qualidade, para começar esse espaço. E eu estou rindo até agora com o Márcio Canuto contando suas histórias do nordeste. Impagável.

Aproveitem. Isso é danado de bom!

P.S.> Infelizmente tem de assistir no YouTube mesmo, tentei mas não deu para incorporar o vídeo aqui. Sorry, guys…

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I got big balls

Lembrei dessas duas ultrapassagens fantásticas. Adoro esportes de uma maneira geral, mas automobilismo tem horas que requer duas bolas.

 

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Alucinados

Esses caras são uns malucos!

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Nota triste

SÃO PAULO (vai cedo) – Morreu hoje (ontem, pela hora que escrevo), dia 29/03/2011, em São Paulo, aos 79 anos de idade, o ex-vice-presidente José Alencar. Foi cedo, mas pensando por outro lado, descansou dessa vida, depois de 12 anos de luta contra o câncer.

Quando eu era editor e repórter do G1, fui escalado para ir de madrugada cobrir mais uma internação de Alencar no hospital Sírio-Libanês. Nas redações, apelidavam o político como “Highlander”, em alusão àquele filme de 1986 com o Christopher Lambert, que era o “guerreiro imortal”. E já sabendo do apelido e da fama de Alencar por ter enganado a morte várias vezes, sabia que não seria naquele dia que o Criador iria chamá-lo para compor suas fileiras celestiais.

Fiquei ali, colhendo informações com os assessores e médicos e fiz algumas rápidas amizades, me enturmando com cinegrafistas, assistentes e outros repórteres que passaram a madrugada na porta do hospital, a base de café e pizzas (que alguma equipe de TV comprou após uma vaquinha feita ali, na hora). Todos dizíamos a mesma coisa, que ele ainda ia sair de lá sorrindo e ia viver bastante. E viveu. Esse episódio que relato aqui foi há quase 2 anos.

O Brasil perde um grande homem, mais um exemplo de vida para esse povo. Pena.

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Um ano sem Armando Nogueira

SÃO PAULO (E a bola chora de saudade) – Hoje (ontem, pela hora que escrevo), dia 29/03/2011, fez um ano que o mestre Armando Nogueira se foi, deixando o jornalismo um pouco mais triste, mas deixando também uma herança magistral. Todas as homenagens serão insuficientes. Um ano sem um dos mais espetaculares jornalistas, autor de célebres frases como “se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola”. Um ano de saudade.

Tive o imenso prazer de estar lado a lado com o mestre por duas oportunidades e pude beber um pouco na inesgotável fonte de sabedoria que só os iluminados como ele possuem. Uma delas foi numa palestra na Universidade Mackenzie. O clima era diferente no auditório quando ele começou a falar. O silêncio reverente, os olhos fixos e os ouvidos atentos dos espectadores deram a dimensão do que era estar no mesmo ambiente que Armando Nogueira estava. E foi um bate papo divertido, aberto a perguntas nem sempre pertinentes, mas ele não fugiu de nenhuma e respondeu todas com extrema humildade, aliadas a um bom humor latente e um sarcasmo sutil. Coisa fina!

A outra foi num encontro casual nos corredores da Rede Globo, no Brooklin, perto da hora da gravação do programa Arena SporTV. Ele estava parado perto da máquina de café, cercado por seis ou sete pessoas, divagando sobre futebol, CBF, Seleção Brasileira e coisas de bastidores. Só fiquei perto para ouvir. Eu tinha de ir embora, mas fiquei ali perto. Uns cinco minutos depois ele falou assim: “prestem atenção nisso”, e se voltou os olhos para mim, que estava fora da roda de conversa. Eu fiquei, claro, assustado. Ele me convocou a participar da conversa. “E você também, venha ouvir, entre na roda, meu filho”, ele disse. Contra a vontade dos meus joelhos que tremiam, eu me aproximei do espaço que tinham aberto para eu ouvir. Quando me acomodei, ele falou: “vocês, que são jornalistas jovens, cheios de energia, são vocês que vão ditar as regras do jornalismo do futuro, e esse futuro é agora. Mas jamais percam a coragem de fazer o jornalismo, de dar a notícia. Eu não sou mais importante que a notícia, nem ninguém. E vocês são mais importantes que eu porque estão cheios de gás”.

Aí ele acabou de falar e alguém da produção do programa o chamou para o estúdio. Eu tinha de ir embora, mas pedi para ver o programa de dentro, atrás das câmeras. Por uma conjunção planetária, me deixaram entrar. E fiquei ali, no escuro, admirando aquele ser de fala simples, mansa, mas com um peso tremendo. Nunca esqueci essas poucas palavras. Não lembro de mais muita coisa desse dia, mas foi um dia que recuperei um pouco da fé na minha profissão.

Obrigado, mestre!

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E começou a temporada 2011 da F1 (2)

SÃO PAULO (horas depois) – Voltando ao tema Formula 1 aqui, vamos a mais umas opiniões sobre a prova da Austrália.

KERS

Acho louvável a ideia de um equipamento ecologicamente correto, que usa energia calorífica dos freios para gerar mais potência para o motor e tals, mas esse negócio é pesado e desequilibra o acerto dos carros, além de exigir um botão a mais no volante. A Red Bull, por exemplo, não usa, não faz falta nenhuma, mas esses carros parecem que são de outro planeta. Minha crítica é com relação a ideia de facilitar as ultrapassagens. Não vai adiantar muito. Quando dois carros têm o sistema, um usa para passar e outro usa para se defender, se anulando mutuamente. Tomara que desistam de vez de tornar isso obrigatório nos carros. A FIA dá umas viajadas nessa ânsia de ultrapassagens na F1. Ultrapassagem não pode ser que nem na F-Indy, que tem 7 líderes por volta. Tem de ser algo natural. Mas ok.

PNEUS

Como mostra a imagem, não fica claro identificar os tipos de pneus que a Pirelli desenvolveu para essa temporada. Após 11 anos de domínio da japonesa Bridgestone, a borracha italiana volta à F1 e, a pedido de Bernie Ecclestone, os pneus deveriam durar bem menos que os do ano passado. Algo que aconteceu muito pouco na Austrália, devido ao asfalto pouco abrasivo e à baixa temperatura na corrida. Sergio Pérez, por exemplo, só parou uma única vez. Não houve tantas trocas como o previsto e os pneus duraram razoavelmente bem. Mas a questão mesmo é o sistema de identificação por cores, com os logotipos pintados na lateral do pneu. São seis tipos de borracha disponíveis: LARANJA (Chuva), VERMELHO (Supermacio), PRATA (Duro), AMARELO (Macio), AZUL (Intermediário) e BRANCO (Médio).

O grande problema é que, como eu disse no twitter durante os treinos de sexta, a diferença entre banco e prata é mínima e vai derrubar narrador. E com as rodas em movimento, fica quase impossível distinguir qual é qual. Só nas curvas mais lentas dava para perceber, dependendo da luz incidente. Algo que será complicadíssimo nas corridas noturnas, como Cingapura e AbuDhabi. Nem nas paradas de boxes dava pra perceber direito. A Pirelli vai ter de achar outra solução, como essa que um blogueiro enviou para o Flavio Gomes, um dos melhores jornalistas de automobilismo do Brasil e que mantém um blog excelente.

Achei estranho ainda ver os “adverts” da Pirelli espalhados pelo autódromo. Deu a impressão de um retorno no tempo e ainda pareceu uma categoria menos badalada, como Formula 3, DTM e afins. Nostálgico. Gostei. Mas vamos ver na Malásia, a corrida mais quente do calendário, como que a borracha se sai.

ASA MÓVEL

A asa traseira móvel que Bernie inventou para facilitar as tais ultrapassagens se mostrou um fiasco nessa corrida. A reta do Albert Park, em Melbourne, não é tão longa, o que não deixou que os 12 km/h a mais proporcionados pelo artefato fizessem efeito. Além de ser quase uma covardia com o piloto que está à frente, que não pode se valer do mesmo recurso. Nada melhor para isso que o bom e velho vácuo, mais fácil de se conseguir e mais intuitivo na hora de colocar o carro de lado e frear mais tarde para se ganhar a curva e a posição.

Essa asa só vai servir para narrador e comentarista falarem “olha lá, abriu, vamos ver se agora vai” várias vezes durante a prova, mas vai chegar a hora que isso irá encher a paciência do telespectador. Num carro moderno, que tem tanta influência da aerodinâmica, o vácuo está difícil de pegar porque assim que sai de trás do carro logo à frente, a turbulência e a diferença de pressão estão minando as boas disputas. Prefiro ver carros mais limpos, sem apêndices e aletas. Já baniram o tal difusor duplo, agora é tentar depender menos da aerodinâmica. Mas isso deve ficar para depois de 2013, é muito ruim mudar as regras de uma hora pra outra.

HISPANIA

O mico. Não tinha nem de ter viajado. É capaz de uma equipe da GP2 alinhar e fazer um tempo melhor do que escuderia pastelão. Vitantonio Liuzzi, coitado, entrou num barco sem fundo de tão furado. Não creio que na Malásia os espanhóis vão conseguir achar um tempo 7% menor que as Red Bull, que devem fazer a pole novamente. Melhor juntar os trapos, ir embora e dar a 13ª vaga para Villeneuve, que tem mais experiência e intenções melhores que a obscura Hispania. Sorte do Bruno Senna que escapou a tempo. Melhor andar nas sextas-feiras que saber que não consegue andar de nada.

Na tocada das ultrapassagens, fico com esse vídeo, que fala por si só. Sou um cara meio “old school”, como dizem uns amigos meus. Esse vídeo é uma prova.

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E começou a temporada 2011 da F1

SÃO PAULO (antes tarde do que nunca) – Do outro lado do mundo, em Melbourne, na Austrália, começou a temporada 2011 da Fórmula 1, categoria que me lembro de acompanhar antes mesmo do futebol.

E começou com atraso já que o GP do Bahrein, que foi cancelado por hora, seria a sede da prova de abertura, mas este post também está com atraso, então, prossigamos.

Vi todos os treinos, de madrugada. Já estava com saudade dos bólidos da F1 e das corridas e ansioso por mais uma temporada que começa. Adoro isso. Ainda mais agora, com HD na televisão de casa, um progresso.

Como a corrida já foi na madrugada de domingo e estou escrevendo na madrugada de terça, só vou dar uns pitacos…

A Red Bull fez uma tempestade com Sebastian Vettel, o atual campeão. Esperava que ele vencesse, mas não do jeito que foi, passeando no Albert Park. Com direito a passadão por fora no Button e tudo mais. Se seguir nessa tocada dos treinos e da corrida, leva o bicampeonato para a escuderia austríaca com uma mão nas costas. E o Adrian Newey é um gênio da prancheta; que carro esse cara projetou, é um assombro. Combinado com a genialidade do alemãozinho, é uma dupla que fatalmente entrará para a história. E essa foi a11ª vitória de Vettel na categoria, empatando com Barrichello e Massa (mas vai deixá-los pra trás fácil, fácil) e ele se mostrou mais sereno, agora que não precisa conquistar o título a todo custo. Vai ser difícil parar o tedesco.

Mark Webber, correndo em casa, foi só coadjuvante. Chegou em quinto e fez uma corrida burocrática. Pelo andar da carruagem, vai seguir como escudeiro do alemão até o fim, a não ser que resolva trazer à tona todo seu potencial e arriscar mais uma dose daquele “nada mau para o piloto número 2”. Não acredito, porém, que o alemão vá deixar. A equipe ainda prefere o campeão. O aussie que se vire. Mas chegar em Alonso logo após trocar pneus e desistir da luta mostra que o título do companheiro o abalou mais que o esperado; acusou o golpe. E não me parece que a frase irá se repetir.

Lewis Hamilton tentou seguir Vettel de perto, mas não deu. Só que o segundo lugar no pódio foi bonito e merecido. Pelo menos a McLaren mostrou que tem um carro que pode brilhar em algumas corridas e roubar uns pontos dos touros vermelhos.

Jenson Button perdeu muito tempo atrás do Felipe Massa e pagou um “drive trhu'” desnecessário, erro primário da equipe e dele, que deveria ter devolvido a posição pelo atalho na pista. Mas mostrou que pode fazer sombra pra Hamilton e beliscar uns pódios.

Massa continua seu calvário no duelo interno com Alonso, que suou sangue pra levar sua Ferrari ao quarto lugar quase conquistando um pódio, mas que consegue tirar mais do carro do que o brasileiro. A continuar tomando bota do espanhol, Massa corre o risco de cair em desgraça na escuderia italiana até o final do ano. A desculpa de que nunca correu bem e falta sorte na Austrália não cola mais. É bom pisar fundo no pedal da direita se quiser manter o encanto que os ferraristas ainda nutrem por ele no time. Fez uma excelente largada e ganhou 3 posições, ao contrário de Fernando, que quis ir por fora, o que se mostrou péssimo, já que perdeu 3 ou 4 posições. Massa travou boa briga com Button até o inglês resolver cortar caminho e, logo depois, praticamente abriu passagem para Alonso, se resumindo a terminar a prova, o que disse à Globo que ia fazer antes da largada.

Tem algo de estranho acontecendo com Felipe Massa. Falta ambição e um certo brilho nos olhos, aquele “olho de tigre” dos filmes do Rocky. Já trabalhei com Felipe no Desafio das Estrelas de Kart e já fiz algumas entrevistas com ele em kartódromos e outras praças. Esse Felipe que vi nessa prova não me lembra nem de longe o piloto que conheci. Como assim, “meu objetivo é terminar a prova”? Não vai correr pra chegar em primeiro? Tá fazendo o quê, sentado naquele carro que o Vettel disse que quer guiar um dia? Isso não tá cheirando bem…

Alonso também sofreu com os pneus; parece que a Ferrari gasta muita borracha, mais que os outros. McLaren e Red Bull fizeram 2 paradas cada (exceto Webber, com 3) e o espanhol e o brasileiro fizeram 3 paradas. A Ferrari começa o ano aquém do que se esperava dela. Tudo bem, é só a primeira corrida. Mas erros não serão tolerados. Após tantas mudanças no time e a aposta em Alonso, é bom que Maranello resolva acertar a mão dessa vez para o cavallino não virar um burro e ir para a água.

Rubens Barrichello, com um erro de principiante na classificação, largou no meio do bolo e pagou o preço. Perdeu posições na largada, saiu da pista e voltou com a sanha igualmente de principiante. Veio jantando os adversários das equipes menores e chegou a brigar pelo 9º lugar, mas se empolgou e tirou Nico Rosberg da corrida numa malfadada tentativa de ultrapassagem, freando mais tarde. Rodou e caiu lá pra trás. Quando estava voltando à zona de pontos, recebeu um “drive thru'” por ter causado o acidente, ficou andando em 15º por um tempo e parou com problemas no câmbio. Começou mal o ano. O alento é que a Williams se mostrou melhor que em 2010 e vai brigar firme para ser a melhor equipe do segundo escalão do grid.

Já Pastor Maldonado vinha fazendo uma prova dentro do protocolo, mas parou porque sua Williams simplesmente morreu sem explicação. Nos treinos, andou bem, consistente para um estreante. Mas nessa corrida nem deu pra dizer a que veio o venezuelano dos petrobolívares. Hugo Chávez deve estar praguejando contra sir Frank Williams. Veremos como Maldonado se sairá na Malásia.

Nico Rosberg vinha fazendo boa prova até ser abalroado por Rubens, e parou com um radiador furado. Já Michael Schumacher, nos treinos, mostrou que está melhor que ano passado. O heptacampeão voltou com gana e disposição, mas enfrentou um pneu furado logo nas primeiras curvas e depois teve de abandonar, com problemas na roda direita traseira, a mesma do pneu furado. Não dei dessa vez, mas o alemão voltou de vez com 41 anos e muita lenha pra queimar.

Quem queimou a língua de todo mundo foi Petrov, o russo. Depois de virar notícia em Abu Dhabi por ter sido alvo da fúria de Alonso, que chorou as pitangas para a mamãe só porque não não conseguia ultrapassar o siberiano, Vitaly deu o repeteco em Melbourne e segurou o espanhol, como uma continuação da última prova de 2010. Os czares abençoaram o cabra e o russo fechou o pódio, no 3º lugar, uma façanha e tanto. Primeiro russo a subir num pódio de F1 e, para completar a epopeia, fez somente 2 paradas para troca de pneus. Genial. Parece que não ter Kubica por perto fazendo sombra deixou o moscovita mais leve e solto. Fez um bem danado. Pena que foi nessas circunstâncias.

E Heidfeld, cotado como esperança da Renault após o acidente de Kubica (força, polonês, volta logo!), comeu a poeira gelada do russo. Petrov pôs o alemão no bolso fácil. Descontinho para o fato do carro ter sido projetado para o narigudo, que desenvolveu a coisa até se acidentar no rali italiano. Não é fácil sentar num carro estranho e fazer uma corrida esplendorosa, isso é para poucos e iluminados. Mas ter de fazer uso de um binóculo para ver o companheiro de equipe, para quem tem tanta experiência como Nick, é de doer.

Sergio Pérez também fez uma corridaça. Com apenas uma parada, fenomenal. Vai virar um mito, ainda mais que o mexicano tem como companheiro o já mito Kamui Kobaiashi. Essa Sauber tem estrela com pilotos. Pena que foi desclassificada com umas irregularidades meio obscuras, uns milímetros de asa a mais ou a menos. Vai ter recurso. Mas mesmo assim, Peter Sauber já encomendou umas caixas de uísque e uns charutos. Com certeza ele vai comemorar mais feitos dos seus prodígios. E a equipe tem pinta de virar uma das queridinhas do público se mantiver esse carnaval nas próximas provas. Também é certeza que vai brigar para ser a melhor do pelotão intermediário. Abre o olho, Williams!

Buemi fez uma corrida interessante, se mostrou o mais empenhado em levar a Red Bull “B”, vulgo Toro Rosso, a uma melhor posição na prova. Bom piloto, que faz o que se espera dele e um pouco mais às vezes.

Adrian Sutil e Paul Di Resta herdaram as últimas posições na zona de pontos por conta da desclassificação das Saubers. Sutil é um excelente piloto, merecia melhor carro que a Force India. O alemão (mais um, são 7 ao todo esse ano) fez boa corrida novamente e marcou seus pontos. O estreante Di Resta, escocês, fez sua parte e, se não brilhou, deixou Vijay Mallya com um sorriso no rosto.

Dos pontuadores dessa primeira prova, falei de todos. O resto sobre os outros pilotos, pneus, asas, kers e o escambau, eu falo depois.

Segue a pontuação:

Pos Driver Nationality Team Points
1 Sebastian Vettel German RBR-Renault 25
2 Lewis Hamilton British McLaren-Mercedes 18
3 Vitaly Petrov Russian Renault 15
4 Fernando Alonso Spanish Ferrari 12
5 Mark Webber Australian RBR-Renault 10
6 Jenson Button British McLaren-Mercedes 8
7 Felipe Massa Brazilian Ferrari 6
8 Sebastien Buemi Swiss STR-Ferrari 4
9 Adrian Sutil German Force India-Mercedes 2
10 Paul di Resta British Force India-Mercedes 1
Pos Team Points
1 RBR-Renault 35
2 McLaren-Mercedes 26
3 Ferrari 18
4 Renault 15
5 STR-Ferrari 4
6 Force India-Mercedes 3

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