I got big balls (2)

SÃO PAULO (macho?) – Li na Folha de S. Paulo hoje uma declaração do Fernando Alonso a respeito das ultrapassagens, reclamando que Hamilton não precisava mudar de trajetória e dizendo que se tivesse com o DRS (asa móvel), teria ultrapassado sem correr riscos desnecessários, de lutar roda a roda. Mas não era assim antes?

Ora, automobilismo é um esporte de risco. Quem pilota sabe. Essa coisa toda de parafernália eletrônica e dispositivos que fazem sei-lá-o-quê inventados pela FIA estão servindo mais para deixar as ultrapassagens uma coisa meio forçada e não natural, o inverso de como era de se esperar com pilotos de ponta na categoria de elite do automobilismo mundial.

Adrian Sutil, da Force India, disse que está ficando sem graça assim, com KERS e DRS. Os pilotos da frente nem se preocupam em defender a posição, vira meio que covardia. Passa-se e pronto.

Eu até acho bacana a ideia de se colocar esses dispositivos nos carros, mas não pode ser uma coisa artificial. Passar por passar não tem graça. Quem tem capacidade e coragem para isso que se vire na raça. Roda a roda mesmo.

Eu amo correr de kart, a base de todo piloto. Gosto de disputar entre os colegas jornalistas. É divertidíssimo ir chutado até o fim da reta e tentar frear mais tarde para ganhar a posição, mesmo que a briga seja pelo 16º lugar (meu caso). Ainda mais em kart indoor, que tem aquela proteção lateral, dá para brigar roda a roda com alguma lealdade e uma dose de insanidade. Essa é a essência do esporte. Ver quem freia lá dentro, quem contorna melhor a curva, quem traciona na hora certa, quem muda a linha para deixar o adversário espalhar e dar o “X”…

Coloquei aqui no blog um post com o mesmo título desse aqui. Um dos vídeos com ultrapassagens mostra a incrível sequência de curvas lado a lado entre Gilles Villeneuve e René Arnoux. Isso acho que não veremos nunca mais.

Enquanto escrevia lembrei dessa ultrapassagem abaixo do interminável heroi Alessandro Zanardi sobre Bryan Herta, na última volta, no circuito de Laguna Seca em 1996, não à tôa classificada como “The Pass”. A partir do minuto 3’40” já dá para arrepiar.

Aprende aí, Alonso!

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Arquivado em alucinados, automobilismo, Formula 1, Indy

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