4 coelhos na mesma cajadada

SÃO PAULO (sinistro) – E eis que quatro dos cinco clubes brasileiros saíram da Libertadores na mesma rodada. Fluminense, Cruzeiro (que eu cotava para ser o campeão), Grêmio e Internacional. Todos eles estão fora. Só sobrou o Santos. E, claro, menção ao Corinthians, que há três meses também deu adeus (ou nem conseguiu dar “oi”) ao não se classificar na pré-Libertadores.

Outro dia eu disse aqui que Falcão voltou ao seu Inter para ser campeão e dar outra cara ao time, que sua experiência ia fazer a diferença, que ele inclusive almejava (e ainda acho isso) a Seleção, etc. Mas começou mal. O Inter conseguiu abrir o placar com 15 minutos, mas se acomodou. Aí baixou um espírito guerreiro nos uruguaios e o Peñarol foi com tudo, virando o jogo com dois gols em 5 minutos, um logo na saída de bola no segundo tempo; e aí a casa caiu para os colorados.

Foi só ataque contra defesa, teve até bola na trave, mas não deu para o Inter. Falcão já deu motivo para ser contestado pela torcida, sempre passional, mas ainda é cedo para isso. Só que o atual campeão sair do torneio dessa forma é de abalar qualquer estrutura. O Rei de Roma vai ter trabalho dobrado e sua habilidade em falar vai ter de ser usada tanto quanto a de armar o time. Resta o Gre-Nal do Gauchão para o ex-meio-campista levantar sua moral e a do grupo.

Por falar em Grêmio, este também foi eliminado ao perder por 1 a 0 do Universidad Catolica no Chile. Mas perder em Porto Alegre na partida de ida custou caro. Sem sete titulares, o tricolor gaúcho sucumbiu e morreu abraçado ao maior rival, tendo como consolo só o fato de que sua missão era a mais difícil de todos.

O Cruzeiro, que tem o melhor conjunto dos quatro, ficou pelo caminho ante o Once Caldas (sempre ele) por 2 a 0, com direito a expulsão de Roger por dois amarelos infantis. E o técnico Cuca, que nunca soube perder, deu uma cotovelada em Rentería (ex-Cruzeiro), causando mais confusão. Triste para quem tinha o jogo até que tranquilo para passar à próxima fase.

E o Fluminense, time de guerreiros que arrancou um resultado heroico no Paraguai, vencendo por 3 a 1, tomou 3 a 0 em casa inexplicavelmente. Também tinha um jogo fácil, acho que o mais fácil dos quatro, mas o grupo não é mais coeso há alguns jogos, e isso faz diferença. Fred, machucado e sem mínima condição de ficar em campo, ficou até o fim, numa insensatez do tamanho do Fluminense, por parte dele e por parte do técnico interino. Que está perdidinho e indo para o buraco.

Esse dia entrará para a história do futebol como o maior fiasco coletivo do Brasil em Libertadores. Que o Santos faça alguma coisa decente, mas é bom ficar esperto porque a bruxa está solta. E não está sozinha.

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