Arquivo do mês: junho 2011

Música para ouvir

SÃO PAULO (gentlemen, start your engines) – Voltando a falar de velocidade e música, puxo um gancho para o cinema. A Sétima Arte sempre produz boas películas que têm como tema o esporte. O automobilismo é um tema recorrente e normalmente bem retratado em Hollywood. E é sobre filmes de corridas a ideia do post dessa semana aqui no Sauladas.

Faz um tempo, houve um bate-papo internético onde alguns amigos, entre eles o jornalista especializado em automobilismo e grande parceiro Rafael Lopes – do blog Voando Baixo – no Globo.com, estavam falando sobre os melhores filmes do tema, ou o que cada um achava mais legal. São vários… um dos meus favoritos é Dias de Trovão, com Tom Cruise ainda em ascenção e Nicole Kidman conquistando seu lugar ao sol na indústria. Destaque para o John C. Reilly, que participa de dois filmes sobre a Nascar (Dias de Trovão e Ricky Bobby – a toda velocidade).

E o filme tem cenas muito bem feitas de corrida, que são o coração e a alma da história. Sem isso, a representação nas telonas seria um fiasco, como foram algumas cenas do Alta Velocidade, filme meio mequetrefe do Stallone (mas que mesmo assim figura na minha lista) que retrata a Fórmula Indy.

Toda vez que ouço a música-tema do Hans Zimmer (um gênio), eu queria estar numa manhã cedinho a bordo do chevrolet verde-e-amarelo #46 do Cole Trickle para dar uma volta num dos ovais míticos dos EUA, como Daytona, Indianapolis ou Milwaukee. E as cenas dos dois pilotos disputando um racha com carros alugados são impagáveis. Algo que um monte gostaria de fazer, eu inclusive. Se alguém quiser saber mais sobre o filme, clique aqui.

Esse vídeo é o comecinho do filme, mas já tem a música-tema, as imagens e todo o resto que te fazem querer continuar a assistir. Enjoy!

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Arquivado em Arte Pura, automobilismo, filmes, Música para ouvir

Highlights in HD – Monaco GP

Uma bela edição dos melhores momentos do GP de Mônaco, em HD. De encher os olhos…

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#prasemprefenomeno

SÃO PAULO (gênio é pouco) – Semana passada, numa gélida terça-feira, Ronaldo Luís Nazário de Lima fazia sua despedida da Seleção Brasileira num amistoso chocho contra a seleção da Romênia. Desfalcado de oito titulares e com técnico interino, o escrete romeno mostrou algum esforço, apenas. Justo. Um adversário mediano, bom para o Brasil de Mano Menezes se afirmar e para uma despedida dentro do script para o ex-atacante.

A camisa, tamanho XG, estava apertada. Mas os visíveis cento-e-poucos quilos do fenômeno, que jogou exatos 17 minutos (entrando no lugar de Fred, que havia feito o gol que seria o único daquela partida), não atrapalharam muito seu senso de posicionamento. O time, empolgado pela festa, procurava o craque a todo instante. Foram três chances claras de gol, duas o goleiro defendeu e outra foi por cima. Dava gosto de ver como ele joga, como conhece os atalhos do campo, como se desmarca. Se fosse há quatro meses…

Ronaldo é craque. Justifica o apelido de fenômeno cada vez que encosta na bola. Joga fácil. Faz o simples. Como diz um maestro que conheci, quando uma pessoa faz algo parecer muito simples, é que ela é muito boa no que faz. Ronaldo é isso. Um dos maiores atacantes que já tive o privilégio de ver jogar, e como não podia deixar de ser, tirei o escorpião do bolso e fui aplaudir de pé o atacante em sua apoteose. Melhor do mundo 3 vezes, 15 gols em Copas do Mundo, 8 cirurgias, os 2 joelhos devidamente estourados e consertados, várias voltas por cima, um cara superlativo em todos os sentidos.

Por causa dele, a medicina esportiva evoluiu. Quando todos achavam impossível um retorno, um médico francês acreditou no seu taco e Ronaldo confirmou sua força de vontade, foi lá, se recuperando ainda, e bordou uma estrelinha a mais na camisa amarela mais famosa do mundo. O marketing esportivo cresceu junto com ele. Foi o primeiro atleta brasileiro a ter um contrato vitalício com uma empresa de material esportivo, no caso, a Nike.

Passou pelos melhores clubes do mundo: Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e Corinthians. Neste último, como em todos os outros, conquistou títulos, deu mais uma volta por cima e virou ídolo para encerrar a gloriosa carreira. Quem vai ao Rio de Janeiro e passa pelo modesto campo/estádio do São Cristóvão, lê uma inscrição pintada na parede: “aqui nasceu o fenômeno”. Do Rio para o mundo, do mundo para os corações de todos que gostam de futebol. Nem mesmo os deslizes na vida, que foram muitos, conseguiram manchar tudo o que ele fez e ainda faz de bom pelo futebol e pela humanidade.

Faltam adjetivos para ele. Deixo aqui algumas homenagens que pipocam aos montes na internet, tamanha a importância do homem alcançada através do esporte bretão. E a Nike soube como ninguém captar isso.

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Dificuldades?

SÃO PAULO (sem reclamar) – Por enquanto vou falar um pouco sobre dificuldades, depois voltamos à nossa programação normal.

Se você acha que tem problemas, que suas dificuldades são maiores que as dos outros, que todo mundo consegue grana, bem-estar social, um emprego ótimo, um carro zero, menos você… que você está gordo, que sua promoção não sai, que você não está satisfeito com seu trabalho, que ninguém gosta de você e mais um monte de questionamentos que passam diariamente pela cabeça de todo mundo, veja esse vídeo e reflita um pouco. É meio antigo (de 2005, acho), mas é fascinante, além de comovente.

Sou cristão. Isso não evita que eu pense algumas bobagens de vez em quando, mas sempre ouvi que Deus nunca dá um fardo maior do que podemos carregar. De que adianta você estar perfeito por fora se está quebrado por dentro? Isso aqui é só um exemplo das dificuldades que cada um tem de enfrentar cada vez que o sol nasce. Você escolhe como será seu dia. O dia desse sujeito com certeza é bem pior que o meu em algumas partes, mas mesmo assim tem horas que eu queria ter esse sorriso…

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Adverts

SÃO PAULO (surpreendente) – Gosto muito de comerciais. Sempre tem alguém que traz um bordão, uma sacada, um lado criativo que ninguém viu… mas tem outros tantos bem ruins.

Adoro os da categoria “carros”. Os brasileiros estão entre os melhores do mundo. Os propagandistas e marketeiros daqui podem dar aulas de como fazer um comercial bem feito, de poucos segundos, usando uma ideia original, simples e bem construída sobre qualquer coisa. E carros, então…

Vi esse comercial novo da Renault, sobre o Sandero que foi recém-repaginado, com novas linhas mais elegantes. E o comercial é muito bom. Assita:

Para mim, os melhores ainda são os dos Postos Ipiranga. O slogan “apaixonado por carro como todo brasileiro” é o top do top. Não fica velho. E a cada novo comercial, uma ideia nova surge para explorar esse bordão. Quem não conhece alguém que é obcecado por carros?

Tem um amigo meu (não vou contar quem é. Fique tranquilo, Ricardo Belussi) cujo pai tinha um Fusca com dois jogos de rodas: um para dias secos, outro para molhados. O jogo para dias secos eram rodas de magnésio, que para ficarem brilhando deveriam ser limpas com um óleo que, se respingasse água, deixava a roda toda manchada. Era só garoar para ele subir o Fusca nos cavaletes e trocar as rodas e magnésio pelas de ferro. Fora o álbum de fotos com todos os carros que já teve.

Para malucos apaixonados como ele, deixo esses dois comerciais da Ipiranga, meus favoritos, entre outros tantos excelentes. Esse primeiro é fora de série!

Esse segundo me lembra o próprio Ricardo…

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Radical Chic

SÀO PAULO (ah, se eu fosse homem…) – Eu mal consigo andar no plano sem torcer o tornozelo, imagine fazendo isso aí…

Essas garotas são as Longboard Girls Crew, deslizando por la sierra de Madrid. E mandam muito bem. Elas tem até um site e uma página no facebook. Radical!

Um dia eu tentei fazer algo parecido com isso – num skate descendo a calçada com degraus e rampas de garagem – e quase perdi um dedo (mais um), a cicatriz imensa não me deixa mentir. Por isso prefiro só admirar a coragem e a habilidade. Ralar-se desse jeito e sair dando risada não é pra qualquer um, não…

 

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Música para ouvir

SÃO PAULO (Gone in 60 seconds) – Ainda no tema “música + carros”, deixo esta preciosidade aqui para começar bem a sexta-feira.

Da OST do filme “60 Segundos” com Nicolas Cage e Angelina Jolie. Me arrepia sempre que ouço! Enjoy…

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500 Milhas de Indianapolis, 100 anos e mil histórias

SÃO PAULO (unbelievable) – E depois tem gente que diz que automobilismo é chato… Em 2011 a prova mais tradicional do mundo do automobilismo comemora seus 100 anos. E como convém, a história é escrita de forma grandiosa, com personagens épicos, histórias reais gravadas com suor e sangue, com trajetórias de uma vida toda de trabalho que se encontram naquele lugar para sua apoteose, e outras trajetórias que ali nascem por algo de místico que acontece com esses lugares abençoados.

São 100 anos bem celebrados. Com uma corrida que nem em roteiro de filme seria tão bem escrita. São 500 milhas, ou, precisamente, 804.672 metros, num total de 200 voltas, com 4 curvas cada (800 curvas, portanto), num circuito oval – na verdade, retangular – que conserva uma histórica faixa de tijolos de sua pavimentação original na linha de chegada.

Pois bem. Nessas 500 milhas, o filme começa uma semana antes, com os treinos livres e classificatórios. Na Indy, segundo as regras (que eu discordo totalmente), quem se classifica é o carro, não o piloto. Foi o que aconteceu com Bruno Junqueira, piloto mineiro (fiz assessoria dele em 2010, na F-Truck) que está meio parado atualmente e foi lá só para correr a prova histórica, mas ficou só na saudade.

O mineiro acelerou e classificou um carro da AJ Foyt em 19º no grid, mas  Michael Andretti, que quis ser sabichão e foi incompetente, inscreveu um monte de carros e não classificou todo mundo porque dependia de Tony Kanaan para acertá-los. Daí foi lá e comprou a vaga por meio milhão de dólares, pondo Ryan Hunter-Reay no carro que o brasileiro classificou. É cruel? É. Ainda mais para o pobre Bruno, que passa pela mesma situação pela segunda vez em três anos. Se as regras permitem, fazer o quê? É até normal colocar um outro piloto da mesma equipe naquela vaga, mas de outra equipe, não me lembro de precedentes.

Mas vamos lá. Eis que o estreante em 500 milhas JR Hildebrand me aparece como líder da prova faltando poucas voltas para o fim. Situação dramática pela  estratégia arriscada, que poderia deixá-lo sem combustível para completar a prova. Era só sua  7ª corrida, sendo que seu melhor resultado fora um 10º lugar em São Paulo pouco menos de um mês antes. Em alguns minutos, a zebra passaria a fazer parte da história, iria levar uns milhões para casa, subiria no alambrado, beberia leite no pódio e ganharia um anel comemorativo igual aos três de Helio Castroneves. Mas Hildebrand só entrou para a história.

A vitória caiu no colo do birtânico Dan Wheldon, vencedor da Indy 500 em 2005 e que meses antes havia sido defenestrado da equipe Panther para dar lugar a… Hildebrand. Dan só conseguiu arrumar dinheiro e a vaga para correr esta prova apenas, quando o imponderável apareceu no templo sagrado do automobilismo estadunidense.

Já no cheiro do combustível, Hildebrand, que havia completado 799 curvas certas, pegou um retardatário antes da derradeira 800ª curva que lhe mostraria a bandeira quadriculada. E aí o rapaz quis passar por fora, caiu na sujeira da pista e achou o muro. Inacreditável. Na última curva da última volta, o cara bate no muro.

Wheldon vinha em segundo (terminou as últimas duas 500 Milhas nessa mesma posição) e acelerando, e não acreditou no que via. Mas conseguiu passar e receber a bandeirada em primeiro. Hildebrand, mesmo com 3 rodas, percebeu que ainda tinha alguma tração e, aproveitando a inércia, acelerou o resto do carro, se arrastando contra o muro para chegar em segundo.

O inglês, mesmo desempregado, ria de nervoso com a vitória que o deixava alguns milhões mais rico (novamente). Já o americano, chorava inconsolável pela oportunidade perdida, ainda tendo a temporada toda pela frente. Well done, Wheldon!

Um dia para entrar na história. Veja abaixo o vídeo da última volta. Sensacional!

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Automobilismo Futebol Clube

SÃO PAULO (pelada de luxo) – Em Mônaco, a despeito do rebaixamento do clube local para a segunda divisão francesa que aconteceria dias depois naquele mesmo fim de semana, os pilotos da Fórmula 1 jogaram uma já tradicional pelada no estádio Louis II, numa terça-feira.

Diante de 3 mil pessoas, o Nazionale Piloti foi derrotado pelo Star Team for Children por 5 a 3. Giancarlo Fisichella, descabidamente impedido, Fernando Alonso num pênalti mandrake e Sergio Pérez com alguma facilidade marcaram para os pilotos. Foram arrecadados 30 mil euros que serão destinados à Associação Mundial dos Amigos das Crianças (Amade), criada em 1963 pela Princesa Grace, e à Liga Italiana Contra o Câncer (Lilt).

As escalações (como diria o Fausto Silva, só tem fera, meu):

Nazionale Piloti: Sebastian Vettel (RBR), Fernando Alonso (Ferrari), Felipe Massa (Ferrari), Nico Rosberg (Mercedes), Vitaly Petrov (Renault), Jaime Alguersuari (STR), Jarno Trulli (Lotus), Sergio Perez (Sauber), Ricardo Teixeira (Lotus), Giancarlo Fisichella (Ferrari), Nico Hulkenberg (Force India), Sam Bird (GP2), Alberto Valerio (ex-GP2), Raffaele Marciello (F-3 Italiana), Brandon Maïsano (F-3 Italiana), Riccardo Patrese, Emanuele Pirro e Ivan Capelli (ex-F-1), Maro Engel (DTM), Cesar Ramos (World Series), Matteo Munari (goleiro), Christian Montanari (SuperStars Series), Gabriele Tarquini (WTCC) e Giancarlo Bruno (jornalista).

Star Team for the Children: Príncipe Albert II, Pierre Casiraghi, Docruet Louis, Evgeni Plushenko, Pavel Nedved, Frank Fredericks, Max Biaggi, David Guetta, Jure Kosir, Jose Cobos, Wilson Kipketer, Giuseppe Dossena, Loris Capirossi, Erik Zabel, Claudio Chiappucci, Ezio Gianola, Peter Runggaldier, Peter Fill, Romans Vainsteins, Sonny Anderson, Marco Simone, Novak Djokovic, Fabien Barthez, Hermann Maier e Heinz-Harald Frentzen.

Veja os melhores alguns momentos da pelada…

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Nas ruas de Mônaco (2)

SÃO PAULO (estupidez sem tamanho) – Lewis Hamilton, no fim da prova, deu uma entrevista desastrosa e extremamente infeliz à rede britânica BBC. Foi sua pior entrevista de todos os tempos. O inglês destilou sua irritação com os colegas pilotos e com os comissários de prova pela punição recebida ante as manobras tresloucadas que causaram, por baixo, três acidentes na prova monegasca.

O inglês da McLaren chamou Felipe Massa e Pastor Maldonado, que foram atingidos por ele de “burros” e “ridículos”. Além disso, acusou os comissários de estarem sendo racistas nas decisões contra ele. O inglês reclamou por ter sido punido ao tentar ultrapassagens. Confira abaixo as bobagens que ele disse a final do GP de Mônaco.

Nas últimas seis corridas, fui chamado à torre pelos comissários cinco vezes. É brincadeira. (…) Aqui é difícil de ultrapassar e você tem de aproveitar qualquer chance. Com Massa, eu era muito mais rápido, coloquei por dentro e ele virou em cima de mim, até tentei evitar a batida. Mas é claro que eu recebi o pênalti. Ontem, ele me atrapalhou no treino e eu que fui punido, claro. Ele bateu em mim e eu levei o pênalti. Com Maldonado, eu estava por dentro e ele virou muito antes para tomar a curva, para evitar minha ultrapassagem, e bateu em mim. É estúpido, ridículo [se referindo aos pilotos].

Aí a repórter pergunta: por que você acha que atrai tantas punições?

Talvez por que eu seja negro. Lewis dá uma risadinha depois de dizer isso e acrescenta: Como diz Ali G… Não sei. Ali G é um personagem vivido pelo comediante Sacha Baron Cohen, aquele de “Borat”, que tem um talk show no Channel Four, na Inglaterra. Depois, foi pedir desculpas aos comissários pelo que descreveu como “piada infeliz”. Põe infeliz nisso.

Lewis anda achando que é o rei da cocada e não é de hoje. É um excelente piloto, jovem campeão do mundo, tem muito ímpeto e uma habilidade ímpar. Mas também tem uma grande falta de noção em vários momentos, coisa que Sebastian Vettel, por exemplo, vem se acertando aos poucos e deixando de cometer erros gradativamente. Hamilton hora ou outra vacila e quer ir com tudo, oscila demais. Não é assim que a banda toca. Não se pode querer ganhar a todo custo, como vez ou outra o Schumacher faz.

Acho ótimo que se tenha pilotos com gana como ele, que buscam o máximo a todo momento. Só não pode ser desse jeito. Bacana que ele tenha tentado tudo o que podia numa pista onde não se pode quase nada, mas passou do limite e merece mais que um puxão de orelha dos comissários. Precisa de um castigo bem dado e de alguém que sente com ele e explique com detalhes os porquês da punição, senão vai ficar esse chororô todo que vimos aí.

Lewis tomou um drive-through porque empurrou Massa na Loews. Pouco antes Di Resta fez o mesmo com Alguersuari e tomou a mesma punição. O problema não foi nem colocar o carro por dentro, subindo na calçada; mas, sim, empurrar o cara do lado de fora para a parede, forçando a barra.

Aqui tem o vídeo das câmeras onboard de Massa e Hamilton. Na primeira volta, o inglês tomou um passão de Schumacher nesse mesmo ponto, mas o alemão já tinha o carro emparelhado na freada mais forte e encaixou meio carro na tangência, uma manobra de manual de pilotagem. Mas Lewis quis fazer o mesmo, só que nesse ponto não dava. Veja:

Agora, veja abaixo o momento da manobra que tirou Pastor Maldonado da pista. O venezuelano só muda a trajetória uma única vez, como o permitido pelo regulamento, e deixa a linha mais suja para Hamilton. Mas o inglês não pega velocidade e distância suficiente para passar o piloto da Williams por dentro, já que Maldonado continua acelerando e divide a curva. E convenhamos, ninguém é obrigado a brecar o carro para permitir nenhuma ultrapassagem. Pastor tem meio carro à frente até a Saint Dévote. Que Hamilton se espremesse onde lhe era possível ou tirasse o pé, não fazer o que ele fez, jogar Maldonado para fora só porque estava na parte de dentro na curva. Nem na Fiak (Federação Internacional dos Andadores de Kart), campeonato dos jornalistas, nós fazemos isso…

Realmente, Lewis tem culpa nos dois incidentes, e ainda sai reclamando barbaridade. Massa não bateu por causa do empurrão, ele escapou no túnel quando pegou a sujeira dos restos de pneus e bateu na parede, no prosseguimento da disputa com Hamilton, mas sem toques dessa vez.

Para efeito de comparação com a manobra errada sobre Massa, veja aos 45 segundos desse vídeo a manobra de Schumacher no mesmo ponto da pista.

Hamilton já se desculpou na imprensa. Pediu desculpas a Massa e Maldonado também, via twitter.

Eu gostaria de me desculpar pela minha performance no último fim de semana e também pelos meus comentários depois (da corrida). Eu nunca tive a intenção de ofender ninguém. Eu também gostaria de agradecer a todos aqui (no Twitter) pelas mensagens positivas e também pelas irritadas. Eu respeito ambas. Para Massa e Maldonado, com todo respeito, eu peço desculpas se os ofendi. Os dois são pilotos fantásticos, que eu considero muito – escreveu Hamilton.

Mesmo assim, triste. Mais uma pequena mácula na carreira de um brilhante piloto, que dá umas pisadas de bola fenomenais de vez em quando.

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