#prasemprefenomeno

SÃO PAULO (gênio é pouco) – Semana passada, numa gélida terça-feira, Ronaldo Luís Nazário de Lima fazia sua despedida da Seleção Brasileira num amistoso chocho contra a seleção da Romênia. Desfalcado de oito titulares e com técnico interino, o escrete romeno mostrou algum esforço, apenas. Justo. Um adversário mediano, bom para o Brasil de Mano Menezes se afirmar e para uma despedida dentro do script para o ex-atacante.

A camisa, tamanho XG, estava apertada. Mas os visíveis cento-e-poucos quilos do fenômeno, que jogou exatos 17 minutos (entrando no lugar de Fred, que havia feito o gol que seria o único daquela partida), não atrapalharam muito seu senso de posicionamento. O time, empolgado pela festa, procurava o craque a todo instante. Foram três chances claras de gol, duas o goleiro defendeu e outra foi por cima. Dava gosto de ver como ele joga, como conhece os atalhos do campo, como se desmarca. Se fosse há quatro meses…

Ronaldo é craque. Justifica o apelido de fenômeno cada vez que encosta na bola. Joga fácil. Faz o simples. Como diz um maestro que conheci, quando uma pessoa faz algo parecer muito simples, é que ela é muito boa no que faz. Ronaldo é isso. Um dos maiores atacantes que já tive o privilégio de ver jogar, e como não podia deixar de ser, tirei o escorpião do bolso e fui aplaudir de pé o atacante em sua apoteose. Melhor do mundo 3 vezes, 15 gols em Copas do Mundo, 8 cirurgias, os 2 joelhos devidamente estourados e consertados, várias voltas por cima, um cara superlativo em todos os sentidos.

Por causa dele, a medicina esportiva evoluiu. Quando todos achavam impossível um retorno, um médico francês acreditou no seu taco e Ronaldo confirmou sua força de vontade, foi lá, se recuperando ainda, e bordou uma estrelinha a mais na camisa amarela mais famosa do mundo. O marketing esportivo cresceu junto com ele. Foi o primeiro atleta brasileiro a ter um contrato vitalício com uma empresa de material esportivo, no caso, a Nike.

Passou pelos melhores clubes do mundo: Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e Corinthians. Neste último, como em todos os outros, conquistou títulos, deu mais uma volta por cima e virou ídolo para encerrar a gloriosa carreira. Quem vai ao Rio de Janeiro e passa pelo modesto campo/estádio do São Cristóvão, lê uma inscrição pintada na parede: “aqui nasceu o fenômeno”. Do Rio para o mundo, do mundo para os corações de todos que gostam de futebol. Nem mesmo os deslizes na vida, que foram muitos, conseguiram manchar tudo o que ele fez e ainda faz de bom pelo futebol e pela humanidade.

Faltam adjetivos para ele. Deixo aqui algumas homenagens que pipocam aos montes na internet, tamanha a importância do homem alcançada através do esporte bretão. E a Nike soube como ninguém captar isso.

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