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Entressafra

Lúcio, zagueiro, foi ídolo no Bayern de Munique

São Paulo (das Ende?) – Lendo o site do jornal alemão Bild, deparo-me com uma matéria falando sobre a diminuição do contingente de brasileiros no futebol germânico. E, por alguma razão, não me causou espanto.

O artigo mostra algumas estatísticas e cita jogadores brasileiros que chegaram com pompa e alarde à Bundesliga e fracassaram na mesma proporção. E aponta alguns fatores, já conhecidos de todos na terra brasilis.

Foram 122 futebolistas brazucas desde 1964, quando a liga recebeu o primeiro deles (Zezé, no Colônia). Atualmente são apenas 17 brasileiros jogando na Alemanha e o número tende a cair mais.

Elber também encantou os bávaros com seus gols

Elber também encantou os bávaros com seus gols

Presidentes de grandes clubes afirmam que o mercado para o Brasil está morrendo e que o caminho é apostar em jovens alemães ou comprar e complementar a equipe com alguns dos melhores jogadores europeus.

Motivos? Um deles é o idioma. Não é nada fácil aprender alemão, mas mesmo assim, falta vontade de aprender.

Grupo. Onde quer que os brasileiros joguem em uma equipe, eles passam o tempo livre juntos, isolando-se de outros jogadores.

Falta clareza nas negociações. Atualmente jogadores são como uma pizza: cada fatia é de um grupo ou empresário diferente, emperrando a transação.

Dedé jogou 13 anos no Borussia Dortmund

Dedé jogou 13 anos no Borussia Dortmund

Adaptação. Brasileiros demoram muito para se adaptar, raramente conseguindo atingir seu máximo no primeiro ano.

Finanças. Os brazucas estão custando caro e pedindo alto. O mercado aqui cresceu e se pode ganhar bem no Brasil.

Novos mercados. A Ásia e a Arábia estão atraindo mais investimentos pelo retorno. E os brasileiros estão diminuindo em quantidade no mercado europeu em geral. É só fazer as contas.

Traçando um paralelo com o que acontece aqui atualmente, o futebol virou um mero balcão de negócios. Está aí a Copa São Paulo de Futebol Júnior que não me deixa mentir.

André Lima - € 3,5 milhões e só um gol em 10 jogos

André Lima - € 3,5 milhões e só um gol em 10 jogos

Há muito tempo esse torneio deixou de revelar craques. Quase 100 times, com moleques que mal têm o que comer no caminho enfrentando outros que têm psicólogo e até assessor de imprensa. E todos vistos como gado, para serem vendidos e encher o bolso dos atravessadores. O moleque é jogado aos tubarões, mal sabe se virar sozinho e é vendido para fora de qualquer jeito para dar lucro aqui, fracassando perante seus empregadores e ratificando essa visão que os gringos têm dos brasileiros.

Não que ganhar dinheiro com a venda de jogadores seja errado, pelo contrário. O capitalismo está aí para dar lucro a quem faz negócios, e tem muita gente de bem trabalhando para ganhar o pão de cada dia.

Mas será que dessa Copinha irá sair algum craque que valha a pena ser contatado para jogar nos gramados de um dos países top do mundo atualmente?

Bernardo (esq.) fez só seis jogos no Bayern em 1991

Bernardo (esq.) fez só seis jogos no Bayern em 1991

Será que os germânicos vão querer investir num jogador que, via de regra, é desagregador, que não tem base cultural, que não quer aprender, que custa caro, que tem pessoas inescrupulosas por trás e mais um monte de más qualidades?

Andei vendo alguns jogos da edição 2012 da Copinha e é triste ver o baixo nível e a falta de propósito com a formação de um jogador, um craque, um cidadão. Isso é um apontador do que se trata a matéria do Bild.

O futebol brasileiro está numa descendente há tempos. Assim como o automobilismo de base e outras coisas. Mas isso, infelizmente, já não me espanta, dado o nível dos dirigentes e dos que detêm o poder (e de alguns jogadores que se sujeitam a isso também). O que me espanta é que parece que isso vai demorar muito a mudar. E aí é tarde demais.

Alex Alves (dir.), ao lado de Marcelinho Paraíba, colecionou mais polêmicas que gols

Alex Alves (dir.), ao lado de Marcelinho Paraíba, colecionou mais polêmicas que gols

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Véri gúdi

São Paulo (Impagável) – E a Pepsi me lança esse comercial soberbo com o “papai” Joel Santana, esse ser folclórico que faz do limão uma lemonade.

Sério candidato a ser o melhor do ano. Vai ganhar algum prêmio, sem dúvida. Será que a Coca-cola irá fazer a contra-ofensiva como nos velhos tempos? Seria divertido…

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Foi-se

Marcos, goleiro do Palmeiras anuncia aposentadoria

Valeu, Marcão!

São Paulo (Fim de uma Era) – Acabou. O goleiro Marcos se aposenta dos relvados. O São Marcos de tantas defesas cansou de fazer milagres debaixo das metas palmeirenses, o corpo cansou, a idade pesou, o coração doeu, mas o adeus veio.

Não adianta, isso será falado em qualquer noticiário hoje, essa semana, o ano todo. Com especiais. Com melhores lances (haja tempo), defesas incríveis (haja coração), cenas bisonhas (haja memória), entrevistas (haja paciência) e muitas lembranças (haja lenço), boas e ruins.

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido em 4 de agosto de 1973 em Oriente, cidadezinha no interior de São Paulo, fez sua estreia pelo Palmeiras em 16 de maio de 1992. Desde então só deixou seu clube para defender a camisa do Brasil. E agora, quase 20 anos depois, deixa o gramado para entrar na história do futebol.

E entra pela porta da frente.

Para este jornalista, fica a satisfação de ter acompanhado contemporaneamente a trajetória deste goleiro fantástico. Sujeito de sorriso fácil, Marcos fala o que pensa. O que é raríssimo nesse meio.

Marcos é da espécie de futebolista que consegue arraigar simpatia até mesmo dos torcedores de agremiações arqui-rivais. E com ele, essa espécie está extinta.

Mesmo defendendo um pênalti e elminando meu time do coração de uma Libertadores, não consigo ter raiva dele. E é difícil achar algum torcedor que, mesmo sabendo da identificação dele com o clube alviverde, não o quisesse defendendo as metas do seu time, seja qual for.

Talvez porque sua humildade, o jeito falastrão e desencanado, o ar caipira, o aproximassem do povo da arquibancada de maneira ímpar.

Talvez pelo pentacampeonato mundial com o Brasil em 2002, onde saiu injustamente com o título de segundo melhor goleiro da Copa, quando era notoriamente o melhor.

Talvez por falar a verdade e soltar o verbo nos companheiros que não se esforçavam tanto quanto ele. Talvez por recusar uma proposta de ir jogar na Europa e demonstrar seu amor ao clube e à torcida. Talvez por arrancar risadas com suas histórias e seu jeito de ser em cada entrevista. Talvez por tomar um cafezinho desdenhoso durante uma partida. Talvez por jogar seguidamente com dores. Por jogar de corpo e alma.

Talvez, por tudo isso e mais um pouco, que não consigo explicar.

A notícia triste da aposentadoria do campeão foi anunciada pelo gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, após a reapresentação da equipe nesta tarde de quarta-feira, na Academia de Futebol.

São Marcos pendura as luvas aos 38 anos. É cedo. Vai deixar aquela vontade de ver mais um jogo, mais uma defesa, mais uma vez os joelhos na grama e os dedos levantados.

Mas é o suficiente. 20 anos de Palmeiras, 530 jogos, 13 títulos e uma estrelinha a mais na camisa canarinho são apenas um resumo do que foi a ‘Era Marcos’ no futebol do Brasil.

Será lembrado sempre como um dos grandes, um dos gigantes, um dos maiores, no hall da fama dos craques que desfilaram nos gramados tupiniquins. Que fez da camisa 12 a titular.

O jogador para, mas o ídolo é eterno. A figura é insubstituível.

Valeu, Marcão, foi uma honra ter visto você jogar. E vê se aparece para contar as histórias na TV, iremos sempre ouvir!

'SÃO MARCOS' DÁ ADEUS AOS GRAMADOS

'SÃO MARCOS' DÁ ADEUS AOS GRAMADOS

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Merecido ou vergonhoso?

SÃO PAULO (final em ditongo) – Com um pífio aproveitamento de 33,33% dos pontos disputados, o Paraguai se classificou para a final da Copa América 2011 com seu quase homônimo adversário, o Uruguai. Foram cinco empates em cinco jogos. E decidir o título com um aproveitamento desses é mérito ou é uma vergonha?

O selecionado guarani se classificou como 3º colocado do Grupo B, o mesmo do Brasil, com um 0x0 (Equador), um 2×2 (Brasil) e um 3×3 (Venezuela). Aí pegou o Brasil novamente nas quartas-de-final, amarrou o jogo por 120 minutos e se classificou após os brasileiros errarem bisonhamente suas quatro cobranças de pênalti.

E o mesmo se repetiu com a Venezuela nas semifinais. A viño tinto, que segurou o Brasil jogando bem, ganhou e convenceu ante o Equador e quase impôs uma derrota ao mesmo Paraguai na fase de grupos, dessa vez não conseguiu, em mais 120 minutos, furar a defesa comandada pelo bom goleiro Justo Vilar, mais uma vez decisivo. Sem contar que a Venezuela superou a Colômbia de Falcão García, que se classificou em 1º do grupo à frente, inclusive, da Argentina.

Mas quando o melhor jogador do time é o goleiro é sinal de que algo está errado. O Paraguai tinha começado a Copa com badalação, apontando como o substituto de Cabañas – que ainda se recupera (e bem) do tiro na cabeça – o jovem atacante argentino naturalizado Lucas Barrios, que joga no atual campeão alemão Borussia Dortmund, além do inconstante-mas-eficiente Roque Santa Cruz, entre outros destaques. Mas está se provando um autêntico time paraguaio no pior sentido da expressão.

Uma equipe que tem atacantes de destaque e um meio-campo vigoroso, combinado ao famoso ferrolho na defesa (desde Arce, Gamarra, Rivarola e Chilavert), não pode se preocupar apenas em defender o tempo todo. Fez cinco gols, é verdade, mas a que custo? Empatar cinco jogos, com esse time que tem potencial para muito mais, não pode ser motivo de exaltação. Seria se o país em questão fosse a Costa Rica com seu time sub-23, aí sim. Mas é vergonhoso chegar à final capengando e torcendo para acabar nos pênaltis.

Mérito sim é da Venezuela, que a cada ano vem crescendo no continente e tem mais da metade desta seleção jogando em clubes do país. Não hesito em apontar que a viño tinto é forte candidata a amealhar uma das últimas vagas para 2014; não será surpresa se se classificar para sua primeira Copa do Mundo.

Essa Copa América está realmente uma vergonha. Não que somente Argentina e Brasil devam decidir (pela lógica), mas já que sucumbiram de maneira no mínimo estranha para os padrões das duas escolas, os finalistas deveriam mostrar um futebol superior. Só o Uruguai deu tais sinais. Acredito que a celeste olímpica fique com o título, mas não vou torcer por nenhum dos dois. Porque nenhum deles fez por merecer.

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Amarelou

SÃO PAULO (tá ruim pra todo mundo) – Novamente a soberba do selecionado masculino deixou os torcedores a ver navios. Ou pior, a ver foguetes em órbita. Pois foi quase isso que aconteceu com as bolas mal-chutadas pelos jogadores do Brasil na Copa América, ironicamente, no melhor jogo que o time fez nesse torneio.

Culpa do gramado ruim? Também. Mas perder quatro pênaltis é algo nunca visto antes na história do país pentacampeão, e isso é culpa exclusiva dos jogadores. Porque o gramado estava éssimo também para os paraguaios, mas estes acertaram suas cobranças. O próprio goleiro Júlio César (que teve uns lapsos nessa competição) havia dito que se o time fosse para uma decisão em cobranças de penalidades, seria complicado. Fato é que o Brasil alugou o campo do Paraguai e criou várias chances de marcar, encurralando o selecionado guarani. Só que desperdiçar quatro cobranças é demais.

Falta de controle emocional, de humildade e uma soberba sem tamanho culminaram numa vergonhosa derrota nos pênaltis para o Paragai, time limitado, mas guerreiro, que suportou pelo menos 25 minutos de pressão em seu campo de defesa e contou com uma noite inspirada de seu goleiro Justo Villar. Elano e André Santos jogaram na arquibancada duas cobranças, que quase saíram do estádio. Thiago Silva “telegrafou” o canto para o goleiro e Fred, que tanto reclamou da reserva, perdeu bisonhamente sua chance. Pato tentou, mas não escapou da marcação. Neymar até agora não se achou em campo. Ganso tele pequenos lampejos, mas não produziu o que sabe. As maiores esperanças da equipe ficaram aquém do esperado. Se for esse time para 2014, é bom preparar a paciência.

O sinal amarelo acendeu no time de Mano Menezes, que levou os jogadores pedidos pelo povão mas não conseguiu extrair deles o melhor. A CBF e seu mandatário obscuro já disse que sustentam o treinador. Só que a continuar esse desempenho, a cabeça de Mano pode rolar, como já ouço falar. Sou contra. Mano deve continuar, o trabalho está no começo e o “padrão de jogo” teve um esboço visível nessa partida. Só precisa de apoio e mais energia. E a cabeça de alguns jogadores também pode ser guilhotinadas (o que é mais fácil), caso de Jadson, apenas razoável para estar entre os melhores futebolistas da república das bananas.

 Mas o que não vai desaparecer é esse nariz empinado. Após o jogo ninguém quis falar, o inverso de quando venceram a fraca equipe do Equador por 4 a 2 (e ainda sofreram com o ataque adversário). A atitude de não assumir a culpa e tentar sair por cima reflete a do mafioso que caga para a mídia, que desdenha das CPIs e ri de quem tenta ser honesto. Essa tranquilidade exacerbada na hora de partir para a o cobrança incomodou demais. Elano, que pouco erra, caminhou quase com desdém do goleiro, olhando de cima, e assim continou olhando, visto que sua cobrança subia sem parar… O que podemos tirar de lição nesta eliminação é que a soberba é inimiga da vitória.

Como diz Muricy Ramalho e outras tantas figuras ligadas ao esporte bretão, “a bola pune”. E puniu o Brasil. Enquanto não se mudar essa atitude do comando e dos jogadores, o time nacional continuará perdendo adeptos.

Já há algum tempo que eu me flagro vendo gols da seleção sem comemorar, apenas constatando o fato. O time não representa a paixão do brasileiro. Os atletas também já não representam mais seus clubes, logo não podem representar uma nação que torce. Talvez apenas o Lúcio tenha um pouco de fibra com a amarelinha. É pouco.

O alerta está ligado para a máquina de dinheiro da CBF. Mesmo com toda a grana que corre para os cofres administrados pelo cappo Teixeira, sem apoio popular não se sobrevive. Seleção, como o verbete define, é o ato ou efeito de escolher ou selecionar; escolha feita a partir de critérios e objetivos bem definidos. A base sim, já foi achada, mas falta algo. E como otimista que sou, ainda acredito numa mudança para melhor com essa derrota. Pra frente, Brasil. Salve a Seleção!

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#prasemprefenomeno

SÃO PAULO (gênio é pouco) – Semana passada, numa gélida terça-feira, Ronaldo Luís Nazário de Lima fazia sua despedida da Seleção Brasileira num amistoso chocho contra a seleção da Romênia. Desfalcado de oito titulares e com técnico interino, o escrete romeno mostrou algum esforço, apenas. Justo. Um adversário mediano, bom para o Brasil de Mano Menezes se afirmar e para uma despedida dentro do script para o ex-atacante.

A camisa, tamanho XG, estava apertada. Mas os visíveis cento-e-poucos quilos do fenômeno, que jogou exatos 17 minutos (entrando no lugar de Fred, que havia feito o gol que seria o único daquela partida), não atrapalharam muito seu senso de posicionamento. O time, empolgado pela festa, procurava o craque a todo instante. Foram três chances claras de gol, duas o goleiro defendeu e outra foi por cima. Dava gosto de ver como ele joga, como conhece os atalhos do campo, como se desmarca. Se fosse há quatro meses…

Ronaldo é craque. Justifica o apelido de fenômeno cada vez que encosta na bola. Joga fácil. Faz o simples. Como diz um maestro que conheci, quando uma pessoa faz algo parecer muito simples, é que ela é muito boa no que faz. Ronaldo é isso. Um dos maiores atacantes que já tive o privilégio de ver jogar, e como não podia deixar de ser, tirei o escorpião do bolso e fui aplaudir de pé o atacante em sua apoteose. Melhor do mundo 3 vezes, 15 gols em Copas do Mundo, 8 cirurgias, os 2 joelhos devidamente estourados e consertados, várias voltas por cima, um cara superlativo em todos os sentidos.

Por causa dele, a medicina esportiva evoluiu. Quando todos achavam impossível um retorno, um médico francês acreditou no seu taco e Ronaldo confirmou sua força de vontade, foi lá, se recuperando ainda, e bordou uma estrelinha a mais na camisa amarela mais famosa do mundo. O marketing esportivo cresceu junto com ele. Foi o primeiro atleta brasileiro a ter um contrato vitalício com uma empresa de material esportivo, no caso, a Nike.

Passou pelos melhores clubes do mundo: Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e Corinthians. Neste último, como em todos os outros, conquistou títulos, deu mais uma volta por cima e virou ídolo para encerrar a gloriosa carreira. Quem vai ao Rio de Janeiro e passa pelo modesto campo/estádio do São Cristóvão, lê uma inscrição pintada na parede: “aqui nasceu o fenômeno”. Do Rio para o mundo, do mundo para os corações de todos que gostam de futebol. Nem mesmo os deslizes na vida, que foram muitos, conseguiram manchar tudo o que ele fez e ainda faz de bom pelo futebol e pela humanidade.

Faltam adjetivos para ele. Deixo aqui algumas homenagens que pipocam aos montes na internet, tamanha a importância do homem alcançada através do esporte bretão. E a Nike soube como ninguém captar isso.

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Automobilismo Futebol Clube

SÃO PAULO (pelada de luxo) – Em Mônaco, a despeito do rebaixamento do clube local para a segunda divisão francesa que aconteceria dias depois naquele mesmo fim de semana, os pilotos da Fórmula 1 jogaram uma já tradicional pelada no estádio Louis II, numa terça-feira.

Diante de 3 mil pessoas, o Nazionale Piloti foi derrotado pelo Star Team for Children por 5 a 3. Giancarlo Fisichella, descabidamente impedido, Fernando Alonso num pênalti mandrake e Sergio Pérez com alguma facilidade marcaram para os pilotos. Foram arrecadados 30 mil euros que serão destinados à Associação Mundial dos Amigos das Crianças (Amade), criada em 1963 pela Princesa Grace, e à Liga Italiana Contra o Câncer (Lilt).

As escalações (como diria o Fausto Silva, só tem fera, meu):

Nazionale Piloti: Sebastian Vettel (RBR), Fernando Alonso (Ferrari), Felipe Massa (Ferrari), Nico Rosberg (Mercedes), Vitaly Petrov (Renault), Jaime Alguersuari (STR), Jarno Trulli (Lotus), Sergio Perez (Sauber), Ricardo Teixeira (Lotus), Giancarlo Fisichella (Ferrari), Nico Hulkenberg (Force India), Sam Bird (GP2), Alberto Valerio (ex-GP2), Raffaele Marciello (F-3 Italiana), Brandon Maïsano (F-3 Italiana), Riccardo Patrese, Emanuele Pirro e Ivan Capelli (ex-F-1), Maro Engel (DTM), Cesar Ramos (World Series), Matteo Munari (goleiro), Christian Montanari (SuperStars Series), Gabriele Tarquini (WTCC) e Giancarlo Bruno (jornalista).

Star Team for the Children: Príncipe Albert II, Pierre Casiraghi, Docruet Louis, Evgeni Plushenko, Pavel Nedved, Frank Fredericks, Max Biaggi, David Guetta, Jure Kosir, Jose Cobos, Wilson Kipketer, Giuseppe Dossena, Loris Capirossi, Erik Zabel, Claudio Chiappucci, Ezio Gianola, Peter Runggaldier, Peter Fill, Romans Vainsteins, Sonny Anderson, Marco Simone, Novak Djokovic, Fabien Barthez, Hermann Maier e Heinz-Harald Frentzen.

Veja os melhores alguns momentos da pelada…

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Futebol no parque

SÃO PAULO (pelada profissa…) – Da F1 de volta para o futebol. Alguns amigos mais chegados sabem que curto camisas de futebol. Mas gosto muito mesmo. Tenho até uma pequena coleção (cerca de 30, se contar do jeito que o Romário contou os gols dele) de camisas de clubes do Brasil e exterior. Até uma vez, quando trabalhei com isso, flagrei um “vazamento” de um modelo antes do lançamento oficial, coisa que nos obrigou a agir rápido para manter o ar de novidade.

E esse assunto é bem legal, sempre tem uns aficcionados no meio. Tem até encontro de “camiseiros”, normalmente no Museu do Futebol aqui em SP, no Pacaembu, mas infelizmente nunca fui; sempre tenho vontade mas algum compromisso atrapalha.

Pois bem, essa enrolação toda aqui neste post é para falar de um lançamento de uma camisa feita de uma maneira muito legal. A Adidas, que fornece material para o Ajax (Holanda) desde 2008, se não me engano, fez um comercial muito interessante, com participação dos jogadores do elenco profissional do clube. A camisa “away”, azul clara, foi lançada num parque de Amsterdan enquanto pessoas jogavam uma pelada. Aí os jogadores iam chegando, organizavam o joguinho e depois trocavam camisas com os torcedores e demais pessoas comuns que ali estavam participando da brincadeira.

Não é a primeira vez que o clube holandês lança uma camisa interagindo com o público – em 2008 o lançamento foi numa praça – mas mesmo assim o filmete rodado no parque ficou bem legal.  Ponto para a Adidas.

Veja o vídeo abaixo:

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Pneu

SÃO PAULO (Bem-humorado) – Não, não vou falar de automobilismo neste post. Vou falar de outra de minhas paixões, o futebol.

De vez em quando, como qualquer mortal que trabalha, gosto de chegar em casa e me largar no sofá, deixando uns neurônios morrerem de tédio na frente da TV, enquanto outros descansam e apagam. Ou seja, me desligo um pouco no lazer mais comum do brasileiro. E o lazer consistiu em ver um jogo da Copa do Brasil, Coritiba vs. Palmeiras.

Quando trabalhei em rádio como repórter de campo, acompanhei mais o Palmeiras do que os outros três grandes, além da Portuguesa, que era o carro-chefe da casa, ó pá. Tirando a Lusinha, o time do Parque Antarctica era nossa maior audiência. A cada 10 dias em média eu estava no estádio (agora demolido, pena) e já identificava setores da torcida, quem era a “turma do amendoim” (que são realmente insuportáveis), quem era o apaixonado que ia lá no estádio todo jogo, etc. Aprendi até os gritos e cantos da torcida que ficava atrás dos gols. Era divertido ver a paixão de outros torcedores de perto sem o compromisso de eu estar torcendo também. Até amigos encontrei por acaso nas arquibancadas. Era legal.

E digo isso porque o Palmeiras não merecia tomar um “pneu” de 6 a 0 como vemos num set de tênis, Mas foi isso que aconteceu. Juro, fiquei até com pena dos torcedores que foram lá tentar incentivar o time na Copa do Brasil após o time ter sido eliminado do Paulistão pelo Corinthians e jogando melhor o tempo todo, inclusive quando estava com um homem a menos.

Marcos, o goleiro idolatrado pela torcida, retornou ao time e ficou perdidinho, vendo a melhor defesa do Campeonato Paulista levar seis gols no mesmo jogo, um terço do que levou no estadual. Tem algo muito, mas muito errado nesse time. Que deixou de ser um time.

Deu dó do Marcão. Todo jornalista adora entrevistar o cara (e eu também, tive algumas oportunidades e é sempre um prazer), ele é um dos jogadores mais queridos do futebol, que fala o que pensa. E não merecia voltar assim, nessa humilhação. E olha que ele não teve culpa em nenhum dos gols.

O Coxa vem de 23 vitórias consecutivas, fato que Felipão, arrogante como nunca, menosprezou. E tomou uma piaba histórica. Pois tem agora que administrar uma dor de cabeça do tamanho do Palmeiras. Do tamanho da torcida do Palmeiras. Do tamanho de Marcos. Que já disse que não tem como reverter o resultado, que não vai ficar falando groselha para atrair e enganar a torcida. E que já que ele foi escalado para ser baleado assim, então que ele seja escalado de novo para acabar de enterrar o time.

A parte dele ele já fez, e muito, tem crédito de sobra. E ainda evitou uma goleada maior com pelo menos duas intervenções fantásticas. Goleiro campeão de Copa do Mundo, titular, Marcos pode falar o que quiser. Quem tem de dar explicações são os outros, não ele. Triste fim de carreira para ele.

Desde a briguinha de Kleber e Felipão via internet que o time não vem bem. Valdivia, que falou muito também quando esteve machucado é outro que ultimamente vem jogando mais para si do que para o clube. O time não é um time. É um amontoado de jogadores que não falam mais a mesma língua, que não mais se respeitam e que dão claros sinais que estão indo contra o treinador. Scolari tem bala na agulha, vai ser mais fácil fazer uma lista de dispensa do que ele sair, mesmo com seu astronômico salário.

Mas o Palmeiras precisa urgentemente achar um caminho para o Brasileirão ou vai virar uma Portuguesa (com todo o respeito que tenho pela Lusa).

E digo mais, o Coritiba está jogando o futebol mais vistoso do Brasil até o momento. O Cruzeiro caiu no meio da semana na Libertadores jogando mal, sem empolgar como fez na primeira fase. E o Santos é irregular. O Coxa bateu o Palmeiras com autoridade de campeão usando jogadores que não deram certo em outros times, tipo o Bill, ex-Corinthians. Pode não ter elenco, mas tem liga, o conjunto encaixou e deu certo. E quando isso acontece, é difícil parar.

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4 coelhos na mesma cajadada

SÃO PAULO (sinistro) – E eis que quatro dos cinco clubes brasileiros saíram da Libertadores na mesma rodada. Fluminense, Cruzeiro (que eu cotava para ser o campeão), Grêmio e Internacional. Todos eles estão fora. Só sobrou o Santos. E, claro, menção ao Corinthians, que há três meses também deu adeus (ou nem conseguiu dar “oi”) ao não se classificar na pré-Libertadores.

Outro dia eu disse aqui que Falcão voltou ao seu Inter para ser campeão e dar outra cara ao time, que sua experiência ia fazer a diferença, que ele inclusive almejava (e ainda acho isso) a Seleção, etc. Mas começou mal. O Inter conseguiu abrir o placar com 15 minutos, mas se acomodou. Aí baixou um espírito guerreiro nos uruguaios e o Peñarol foi com tudo, virando o jogo com dois gols em 5 minutos, um logo na saída de bola no segundo tempo; e aí a casa caiu para os colorados.

Foi só ataque contra defesa, teve até bola na trave, mas não deu para o Inter. Falcão já deu motivo para ser contestado pela torcida, sempre passional, mas ainda é cedo para isso. Só que o atual campeão sair do torneio dessa forma é de abalar qualquer estrutura. O Rei de Roma vai ter trabalho dobrado e sua habilidade em falar vai ter de ser usada tanto quanto a de armar o time. Resta o Gre-Nal do Gauchão para o ex-meio-campista levantar sua moral e a do grupo.

Por falar em Grêmio, este também foi eliminado ao perder por 1 a 0 do Universidad Catolica no Chile. Mas perder em Porto Alegre na partida de ida custou caro. Sem sete titulares, o tricolor gaúcho sucumbiu e morreu abraçado ao maior rival, tendo como consolo só o fato de que sua missão era a mais difícil de todos.

O Cruzeiro, que tem o melhor conjunto dos quatro, ficou pelo caminho ante o Once Caldas (sempre ele) por 2 a 0, com direito a expulsão de Roger por dois amarelos infantis. E o técnico Cuca, que nunca soube perder, deu uma cotovelada em Rentería (ex-Cruzeiro), causando mais confusão. Triste para quem tinha o jogo até que tranquilo para passar à próxima fase.

E o Fluminense, time de guerreiros que arrancou um resultado heroico no Paraguai, vencendo por 3 a 1, tomou 3 a 0 em casa inexplicavelmente. Também tinha um jogo fácil, acho que o mais fácil dos quatro, mas o grupo não é mais coeso há alguns jogos, e isso faz diferença. Fred, machucado e sem mínima condição de ficar em campo, ficou até o fim, numa insensatez do tamanho do Fluminense, por parte dele e por parte do técnico interino. Que está perdidinho e indo para o buraco.

Esse dia entrará para a história do futebol como o maior fiasco coletivo do Brasil em Libertadores. Que o Santos faça alguma coisa decente, mas é bom ficar esperto porque a bruxa está solta. E não está sozinha.

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