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Música no carro

Sonic, GM, Chevrolet, Chevrolet Sonic, compacto, hatches, comercial, OK Go, bandaSão Paulo (Mandou bem, GM) – A cada dia surge um fenômeno na internet, seja em qual área for. No quesito “carros”, a coqueluche do momento é este comercial do Chevrolet Sonic, que deve desembarcar por aqui nos próximos meses, numa sacada sensacional da GM estadunidense, que convidou a conterrânea banda OK Go, famosa por seus clipes criativos e alternativos (vale muito dar uma olhada no canal deles no YouTube).

A genialidade, no caso, foi juntar a divulgação da nova música da banda, “Needing/Getting”, e o carrinho da GM, usado para tocar intrumentos e outros objetos ao melhor estilo Hermeto Pascoal de ser. O vídeo levou quatro meses entre preparação e gravação – só esta durou quatro dias – em Los Angeles, com mais de mil apetrechos sonoros colocados num circuito de pouco mais de 3 Km. Além disso, o Sonic ganhou diversas traquitanas para completar a brincadeira.


Fazendo um exercício de memória, eu me lembrei deste comercial aqui da Chevrolet com o lançamento do Corsa 4 portas em 1997 (olha a idade), que me deixou de boca aberta. Até então eu nem sabia que existia um grupo chamado Stomp que fazia algumas maluquices sonoras parecidas, que inspirou essa excelente peça publicitária nacional.


Outra coisa mais ou menos nessa linha é esse francês doidão que faz música com coisas inusitadas, o Michel Lauzière, como tocar Mozart com patins usando garrafas cheias d’água. Criatividade não tem limites!

 

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Entressafra

Lúcio, zagueiro, foi ídolo no Bayern de Munique

São Paulo (das Ende?) – Lendo o site do jornal alemão Bild, deparo-me com uma matéria falando sobre a diminuição do contingente de brasileiros no futebol germânico. E, por alguma razão, não me causou espanto.

O artigo mostra algumas estatísticas e cita jogadores brasileiros que chegaram com pompa e alarde à Bundesliga e fracassaram na mesma proporção. E aponta alguns fatores, já conhecidos de todos na terra brasilis.

Foram 122 futebolistas brazucas desde 1964, quando a liga recebeu o primeiro deles (Zezé, no Colônia). Atualmente são apenas 17 brasileiros jogando na Alemanha e o número tende a cair mais.

Elber também encantou os bávaros com seus gols

Elber também encantou os bávaros com seus gols

Presidentes de grandes clubes afirmam que o mercado para o Brasil está morrendo e que o caminho é apostar em jovens alemães ou comprar e complementar a equipe com alguns dos melhores jogadores europeus.

Motivos? Um deles é o idioma. Não é nada fácil aprender alemão, mas mesmo assim, falta vontade de aprender.

Grupo. Onde quer que os brasileiros joguem em uma equipe, eles passam o tempo livre juntos, isolando-se de outros jogadores.

Falta clareza nas negociações. Atualmente jogadores são como uma pizza: cada fatia é de um grupo ou empresário diferente, emperrando a transação.

Dedé jogou 13 anos no Borussia Dortmund

Dedé jogou 13 anos no Borussia Dortmund

Adaptação. Brasileiros demoram muito para se adaptar, raramente conseguindo atingir seu máximo no primeiro ano.

Finanças. Os brazucas estão custando caro e pedindo alto. O mercado aqui cresceu e se pode ganhar bem no Brasil.

Novos mercados. A Ásia e a Arábia estão atraindo mais investimentos pelo retorno. E os brasileiros estão diminuindo em quantidade no mercado europeu em geral. É só fazer as contas.

Traçando um paralelo com o que acontece aqui atualmente, o futebol virou um mero balcão de negócios. Está aí a Copa São Paulo de Futebol Júnior que não me deixa mentir.

André Lima - € 3,5 milhões e só um gol em 10 jogos

André Lima - € 3,5 milhões e só um gol em 10 jogos

Há muito tempo esse torneio deixou de revelar craques. Quase 100 times, com moleques que mal têm o que comer no caminho enfrentando outros que têm psicólogo e até assessor de imprensa. E todos vistos como gado, para serem vendidos e encher o bolso dos atravessadores. O moleque é jogado aos tubarões, mal sabe se virar sozinho e é vendido para fora de qualquer jeito para dar lucro aqui, fracassando perante seus empregadores e ratificando essa visão que os gringos têm dos brasileiros.

Não que ganhar dinheiro com a venda de jogadores seja errado, pelo contrário. O capitalismo está aí para dar lucro a quem faz negócios, e tem muita gente de bem trabalhando para ganhar o pão de cada dia.

Mas será que dessa Copinha irá sair algum craque que valha a pena ser contatado para jogar nos gramados de um dos países top do mundo atualmente?

Bernardo (esq.) fez só seis jogos no Bayern em 1991

Bernardo (esq.) fez só seis jogos no Bayern em 1991

Será que os germânicos vão querer investir num jogador que, via de regra, é desagregador, que não tem base cultural, que não quer aprender, que custa caro, que tem pessoas inescrupulosas por trás e mais um monte de más qualidades?

Andei vendo alguns jogos da edição 2012 da Copinha e é triste ver o baixo nível e a falta de propósito com a formação de um jogador, um craque, um cidadão. Isso é um apontador do que se trata a matéria do Bild.

O futebol brasileiro está numa descendente há tempos. Assim como o automobilismo de base e outras coisas. Mas isso, infelizmente, já não me espanta, dado o nível dos dirigentes e dos que detêm o poder (e de alguns jogadores que se sujeitam a isso também). O que me espanta é que parece que isso vai demorar muito a mudar. E aí é tarde demais.

Alex Alves (dir.), ao lado de Marcelinho Paraíba, colecionou mais polêmicas que gols

Alex Alves (dir.), ao lado de Marcelinho Paraíba, colecionou mais polêmicas que gols

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É verdade!

Não é loucura. É esporte!

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Véri gúdi

São Paulo (Impagável) – E a Pepsi me lança esse comercial soberbo com o “papai” Joel Santana, esse ser folclórico que faz do limão uma lemonade.

Sério candidato a ser o melhor do ano. Vai ganhar algum prêmio, sem dúvida. Será que a Coca-cola irá fazer a contra-ofensiva como nos velhos tempos? Seria divertido…

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Foi-se

Marcos, goleiro do Palmeiras anuncia aposentadoria

Valeu, Marcão!

São Paulo (Fim de uma Era) – Acabou. O goleiro Marcos se aposenta dos relvados. O São Marcos de tantas defesas cansou de fazer milagres debaixo das metas palmeirenses, o corpo cansou, a idade pesou, o coração doeu, mas o adeus veio.

Não adianta, isso será falado em qualquer noticiário hoje, essa semana, o ano todo. Com especiais. Com melhores lances (haja tempo), defesas incríveis (haja coração), cenas bisonhas (haja memória), entrevistas (haja paciência) e muitas lembranças (haja lenço), boas e ruins.

Marcos Roberto Silveira Reis, nascido em 4 de agosto de 1973 em Oriente, cidadezinha no interior de São Paulo, fez sua estreia pelo Palmeiras em 16 de maio de 1992. Desde então só deixou seu clube para defender a camisa do Brasil. E agora, quase 20 anos depois, deixa o gramado para entrar na história do futebol.

E entra pela porta da frente.

Para este jornalista, fica a satisfação de ter acompanhado contemporaneamente a trajetória deste goleiro fantástico. Sujeito de sorriso fácil, Marcos fala o que pensa. O que é raríssimo nesse meio.

Marcos é da espécie de futebolista que consegue arraigar simpatia até mesmo dos torcedores de agremiações arqui-rivais. E com ele, essa espécie está extinta.

Mesmo defendendo um pênalti e elminando meu time do coração de uma Libertadores, não consigo ter raiva dele. E é difícil achar algum torcedor que, mesmo sabendo da identificação dele com o clube alviverde, não o quisesse defendendo as metas do seu time, seja qual for.

Talvez porque sua humildade, o jeito falastrão e desencanado, o ar caipira, o aproximassem do povo da arquibancada de maneira ímpar.

Talvez pelo pentacampeonato mundial com o Brasil em 2002, onde saiu injustamente com o título de segundo melhor goleiro da Copa, quando era notoriamente o melhor.

Talvez por falar a verdade e soltar o verbo nos companheiros que não se esforçavam tanto quanto ele. Talvez por recusar uma proposta de ir jogar na Europa e demonstrar seu amor ao clube e à torcida. Talvez por arrancar risadas com suas histórias e seu jeito de ser em cada entrevista. Talvez por tomar um cafezinho desdenhoso durante uma partida. Talvez por jogar seguidamente com dores. Por jogar de corpo e alma.

Talvez, por tudo isso e mais um pouco, que não consigo explicar.

A notícia triste da aposentadoria do campeão foi anunciada pelo gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, após a reapresentação da equipe nesta tarde de quarta-feira, na Academia de Futebol.

São Marcos pendura as luvas aos 38 anos. É cedo. Vai deixar aquela vontade de ver mais um jogo, mais uma defesa, mais uma vez os joelhos na grama e os dedos levantados.

Mas é o suficiente. 20 anos de Palmeiras, 530 jogos, 13 títulos e uma estrelinha a mais na camisa canarinho são apenas um resumo do que foi a ‘Era Marcos’ no futebol do Brasil.

Será lembrado sempre como um dos grandes, um dos gigantes, um dos maiores, no hall da fama dos craques que desfilaram nos gramados tupiniquins. Que fez da camisa 12 a titular.

O jogador para, mas o ídolo é eterno. A figura é insubstituível.

Valeu, Marcão, foi uma honra ter visto você jogar. E vê se aparece para contar as histórias na TV, iremos sempre ouvir!

'SÃO MARCOS' DÁ ADEUS AOS GRAMADOS

'SÃO MARCOS' DÁ ADEUS AOS GRAMADOS

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Fórmula +

São Paulo (Ressuscitando)– Após um período sabático para correr atrás de grana, resolvi ressuscitar este blog com uma notícia que saiu em dezembro último, mas que marca uma tentativa de renascer também o automobilismo brasileiro, que anda bem judiado.

Fórmula + faz shakedown na Granja Viana

Trata-se da iniciativa dos irmão Paulo e Binho Carcasci, dois dos mais sérios e competentes profissionais que trabalham com o esporte a motor no brasil que, além de estarem nos bastidores da Seletiva Petrobras de Kart – que dá uma senhora ajuda aos pilotos em começo de carreira na transição do kart para categorias de monopostos, também estão por trás da criação da Fórmula +.

A categoria fará sua apresentação oficial no dia 16 de janeiro. O carro, pequeno para um fórmula, busca facilitar essa transição. As dimensões reduzidas ajudam na adaptação antes de se encarar um carro maior, mais profissional, onde as exigências são bem maiores (como reflexos e força G, por exemplo), permitindo a pilotos com idade entre 13 e 16 anos experimentar um monoposto de competição em autódromos pequenos e até mesmo em pistas de kart. O interessante é a combinação de peso diminuto (cerca de 350 kg com o piloto) com um motor 4 cilindros e transmissão de 6 marchas, com 100 cv. Deve ser divertidíssimo de acelerar o bichinho.

É de se admirar o esforço dos irmãos Carcasci. Torcemos para que isso dê certo e evolua ao ponto de votarmos a ser um celeiro de pilotos nas categorias de ponta do mundo. Não só formadores de pilotos, mas formadores de campeões. Coisa que Paulo e Binho acreditam piamente, dado seu passado de suor e vitórias.

Abaixo segue o vídeo de apresentação da categoria e o release do brother Rafael Durante, outro incansável defensor da velocidade neste país.

Fórmula + faz shakedown na Granja Viana. Apresentação será no dia 16 de janeiro

Victor Franzoni foi o primeiro piloto a experimentar o carro da categoria que está sendo criada pelos irmãos Paulo e Binho Carcasci. Organizadores divulgaram primeiros detalhes da nova competição

Um carro pequeno, mas completo, que apresenta uma proposta de competição diferente de tudo o que já se viu no país e que permitirá a pilotos com idade entre 13 e 16 anos experimentar um monoposto de competição em autódromos pequenos e até mesmo em pistas de kart. Cercado de grande expectativa, o novo carro da Fórmula + foi para a pista pela primeira vez no Brasil nesta sexta-feira (23), em um shakedown conduzido pelo piloto da F-Renault Européia Victor Franzoni no Kartódromo da Granja Viana, na Grande São Paulo.

A categoria foi anunciada no início do mês de dezembro pelos irmãos Paulo e Binho Carcasci, que chegaram ao formato da Fórmula + depois de estudarem as exigências encaradas atualmente pelos pilotos que optam pelo caminho que leva à Fórmula 1. Ao invés de proporem mais um campeonato de monopostos realizado nos padrões tradicionais, para pilotos com idade mínima de 15 anos e carros similares aos usados em competições europeias, a dupla de promotores inovou ao antecipar o aprendizado dos pilotos brasileiros para que eles possam estrear na Europa, ou mesmo no Brasil, com uma idade compatível às novas exigências do esporte.

“Não pretendemos que a Fórmula + seja a única categoria do país, ou imaginamos que ela vá resolver todos os problemas do automobilismo brasileiro. Mas temos, certamente, uma importante ferramenta de aprendizado que pode ser muito bem aproveitada por jovens pilotos”, declarou Binho Carcasci.

Victor Franzoni foi só elogios à categoria. “O carro é ótimo, um verdadeiro carro de corridas. Já pilotei o Fórmula Futuro, o Abarth e o Renault, e acho que o novo Fórmula + vai ajudar muito na formação de jovens brasileiros para o automobilismo europeu. Eu saí do kart com 15 anos e isso me ajudou porque agora, aos 16, estou indo para a Europa mais bem preparado. Para os pilotos que, desde os 13 anos, puderem competir com esse carro a evolução será ainda maior. Por isso acho que a Fórmula + será muito importante para o automobilismo brasileiro”, opinou Franzoni.

Além do mais novo piloto da equipe CRAM na F-Renault – que foi quem mais voltas completou com o Fórmula + nesta sexta-feira na Granja Viana -, os pilotos Raphael Raucci (17 anos, campeão paulista de Stock Jr. e piloto confirmado no F-3 Brazil Open em janeiro) e os kartistas Victor Baptista (13 anos), Artur Fortunato (14 anos) e Gaetano Di Mauro (15 anos) também pilotaram o carro. A apresentação para a imprensa e demais pilotos, que deveria ter sido no último dia 12, foi remarcada para o dia 16 de janeiro no Kartódromo da Granja Viana.

“Em razão de um atraso na alfândega, que coincidiu com um feriado municipal em Campinas, não pudemos fazer a apresentação oficial do carro no último dia 12. Mas queríamos muito que o Fórmula + fosse para a pista ainda em 2011. Por isso fizemos um shakedown nesta sexta-feira, e remarcamos a apresentação oficial para janeiro. Havia muita expectativa em torno da categoria, e a receptividade das pessoas que estavam no kartódromo nos surpreendeu. Agora que divulgamos mais informações sobre o projeto, a Fórmula + está sendo mais bem compreendida e fez muito sucesso com os pilotos que puderam experimentar o carro”, comentou Paulo Carcasci.

Até mesmo Felipe Giaffone, atual campeão da F-Truck, teve a curiosidade de acelerar o novo carro após o shakedown feito por Franzoni. “Este carro tem o peso intermediário entre um kart e um fórmula, e é muito interessante de guiar. Os promotores precisarão achar as pistas certas para ele, e o campeonato tem tudo para ser bem interessante”, comentou Giaffone.

A temporada inaugural da Fórmula + terá seis rodadas duplas e, embora o calendário ainda não esteja definido, os promotores consideram realizar provas em autódromos como os do Velopark (Nova Santa Rita), Mega Space (Belo Horizonte) e ECPA (Piracicaba), e em kartódromos de maiores dimensões, como os de Aldeia da Serra, Raceland (Curitiba), Velopark, Arena Sapiens (Florianópolis) e Itu (São Paulo).

Ficha técnica
Chassi: Tubular
Suspensão: Independente nas 4 rodas, com Push-road
Amortecedores: Hidráulicos
Motor: 4 cilindros, 600 cilindradas, 4 tempos, 100 HP (usado na Yamaha FZ6)
Cambio: Sequencial (6 marchas)
Distancia entre-eixos: 1,845m
Bitola dianteira: 1,49m
Bitola traseira: 1,485m
Peso a seco: 270kg
Pneus: Hoosier (americano) R50TH
Medida dos pneus: 7,5 x 10″

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Comentaristas X Pilotos

SÃO PAULO (vai achando que é baba…) – Antes do Grande Prêmio da Hungria disputado no último final de semana, a rede de TV britânica BBC propôs um interessante desafio: quem é a equipe mais rápida a fazer uma troca de pneus de um carro de Fórmula 1, os pilotos ou comentaristas?

David Coulthard e Martin Brundle, ambos ex-pilotos da McLaren na categoria e hoje comentaristas de F1 da BBC, enfrentaram os atuais pilotos da escuderia, Lewis Hamilton e Jenson Button, para ver quem faria o pit-stop mais rápido.

Os dois times receberam uma ajudadinha do repórter Jake Humphrey e tiveram três tentativas para praticar antes da disputa.

Confira o desempenho:

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Amarelou

SÃO PAULO (tá ruim pra todo mundo) – Novamente a soberba do selecionado masculino deixou os torcedores a ver navios. Ou pior, a ver foguetes em órbita. Pois foi quase isso que aconteceu com as bolas mal-chutadas pelos jogadores do Brasil na Copa América, ironicamente, no melhor jogo que o time fez nesse torneio.

Culpa do gramado ruim? Também. Mas perder quatro pênaltis é algo nunca visto antes na história do país pentacampeão, e isso é culpa exclusiva dos jogadores. Porque o gramado estava éssimo também para os paraguaios, mas estes acertaram suas cobranças. O próprio goleiro Júlio César (que teve uns lapsos nessa competição) havia dito que se o time fosse para uma decisão em cobranças de penalidades, seria complicado. Fato é que o Brasil alugou o campo do Paraguai e criou várias chances de marcar, encurralando o selecionado guarani. Só que desperdiçar quatro cobranças é demais.

Falta de controle emocional, de humildade e uma soberba sem tamanho culminaram numa vergonhosa derrota nos pênaltis para o Paragai, time limitado, mas guerreiro, que suportou pelo menos 25 minutos de pressão em seu campo de defesa e contou com uma noite inspirada de seu goleiro Justo Villar. Elano e André Santos jogaram na arquibancada duas cobranças, que quase saíram do estádio. Thiago Silva “telegrafou” o canto para o goleiro e Fred, que tanto reclamou da reserva, perdeu bisonhamente sua chance. Pato tentou, mas não escapou da marcação. Neymar até agora não se achou em campo. Ganso tele pequenos lampejos, mas não produziu o que sabe. As maiores esperanças da equipe ficaram aquém do esperado. Se for esse time para 2014, é bom preparar a paciência.

O sinal amarelo acendeu no time de Mano Menezes, que levou os jogadores pedidos pelo povão mas não conseguiu extrair deles o melhor. A CBF e seu mandatário obscuro já disse que sustentam o treinador. Só que a continuar esse desempenho, a cabeça de Mano pode rolar, como já ouço falar. Sou contra. Mano deve continuar, o trabalho está no começo e o “padrão de jogo” teve um esboço visível nessa partida. Só precisa de apoio e mais energia. E a cabeça de alguns jogadores também pode ser guilhotinadas (o que é mais fácil), caso de Jadson, apenas razoável para estar entre os melhores futebolistas da república das bananas.

 Mas o que não vai desaparecer é esse nariz empinado. Após o jogo ninguém quis falar, o inverso de quando venceram a fraca equipe do Equador por 4 a 2 (e ainda sofreram com o ataque adversário). A atitude de não assumir a culpa e tentar sair por cima reflete a do mafioso que caga para a mídia, que desdenha das CPIs e ri de quem tenta ser honesto. Essa tranquilidade exacerbada na hora de partir para a o cobrança incomodou demais. Elano, que pouco erra, caminhou quase com desdém do goleiro, olhando de cima, e assim continou olhando, visto que sua cobrança subia sem parar… O que podemos tirar de lição nesta eliminação é que a soberba é inimiga da vitória.

Como diz Muricy Ramalho e outras tantas figuras ligadas ao esporte bretão, “a bola pune”. E puniu o Brasil. Enquanto não se mudar essa atitude do comando e dos jogadores, o time nacional continuará perdendo adeptos.

Já há algum tempo que eu me flagro vendo gols da seleção sem comemorar, apenas constatando o fato. O time não representa a paixão do brasileiro. Os atletas também já não representam mais seus clubes, logo não podem representar uma nação que torce. Talvez apenas o Lúcio tenha um pouco de fibra com a amarelinha. É pouco.

O alerta está ligado para a máquina de dinheiro da CBF. Mesmo com toda a grana que corre para os cofres administrados pelo cappo Teixeira, sem apoio popular não se sobrevive. Seleção, como o verbete define, é o ato ou efeito de escolher ou selecionar; escolha feita a partir de critérios e objetivos bem definidos. A base sim, já foi achada, mas falta algo. E como otimista que sou, ainda acredito numa mudança para melhor com essa derrota. Pra frente, Brasil. Salve a Seleção!

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Do verde-amarelo-azul, só deu branco!

SÃO PAULO (não somos máquinas) – Foi um final de semana de um certo “apagão” para o Brasil nos esportes. Futebol e vôlei, que sempre dão alegrias, deram uma amarga tristeza. Mas como estamos (mal) acostumados com uma certa hegemonia nessas modalidades, é complicado digerir a derrota.

A começar pelo time masculino na Copa América. Fred entrou, achou um gol no finzinho e salvou o pescoço de Mano, que começa a se complicar no comando do time da CBF. Sim, da CBF. Já não é seleção há um bom tempo. Detalhe: todo mundo criticou Dunga por não levar Ganso e Neymar para a África do Sul. Eles estão aí agora, mas não emplacaram ainda e parece que vão demorar a engrenar nessa equipe.

Fred entra no final, empata jogo e alivia o Brasil

Um empate com a Venezuela e mais um empate contra o Paraguai (sempre raçudo e com um nível que vem ascendente mesmo sem Cabañas) é qualquer nota! Como diz o Casagrande, o pessoal está querendo passar muito chantilly no bolo. Firulas só dão certo em poucos momentos e em pouquíssimos times quando estão afinados, caso do Barcelona. Na seleção espanhola, o meio time do Barça que lá joga não penteia tanto a bola como no clube. Não dá para o trio do Santos querer jogar com a camisa amarela como se joga no Santos. Daniel Alves teve um branco e permitiu a jogada da virada paraguaia. Neymar até agora passou em branco. Pato teve lampejos, bem como Ganso. Não basta. Não sei se esse selecionado chegará à final, mas está longe de merecer. Até agora não convenceu.

A imagem da derrota das meninas na Copa do Mundo feminina

Na seleção feminina, o branco apareceu quando não podia, bem no finalzinho. Claro, a seleção americana é como o Brasil no masculino: é o time que ganha quase tudo. As americanas, cheias de gana e sede de vencer, mesmo com uma jogadora a menos, nos minutos finais da prorrogação fizeram seu gol de cabeça, após um cruzamento longo para a área e a perigosa soma marcação equivocada + saída errada da goleira. Aí, nos pênaltis, mais um erro, agora do técnico. A zagueira Daiane, que havia feito um gol contra no jogo, foi escalada para bater um dos pênaltis.

A goleira Hope Solo, dos EUA

Não se pode deixar um atleta que fez gol contra cobrar pênalti. Era visível o semblante perdido e meio apavorado da menina. Aí ficou fácil para a (belíssima) goleira Hope Solo, uma das melhores do mundo, defender a cobrança. Deu branco no time, deu branco no técnico, e passamos em branco de novo na Copa do Mundo feminina. Um adendo: Marta realmente joga muita bola, mas parece que fica sozinha em campo. O resto do time está muito abaixo do nível dela, e aí uma andorinha só não faz verão.

E voltando ao vôlei, uma frase do líbero Serginho traduziu o pensamento do time: não somos máquinas! Das últimas 10 Superligas o Brasil levou 8 para casa, somando 9 títulos até agora. Mais que excelente! O que se esquece é que se tem um outro time competente do outro lado, que também luta, transpira suor e sangue e que merece ganhar. Méritos do Brasil que chegou a mais uma final, capengando, mas chegou. E guerreou em quadra. Por alguns lapsos e poucos detalhes, não conseguiu superar a forte Rússia, que foi mais time que o Brasil e mereceu cada ponto ganho.

Brasil perde para a Rússia no vôlei

O triste é que o Brasil está passando em branco nos esportes. Na Fórmula 1, nem comento o branco de Massa e Barrichello, é de dar pena.

O que resta é o futebol masculino ainda, que tem chances de avançar na competição. Para os outros, ok, lutaram e perderam de cabeça erguida, faz parte. Mas para a seleção de Mano Menezes, falta uma corzinha aí: vermelho. De vergonha na cara!

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A camisa não desce!

SÃO PAULO (longo e tenebroso inverno) – Ressuscitando este blog, venho falar de uma quase-morte no futebol: a queda do River Plate para a série B argentina. Como corintiano que sou, conheço o sofrimento de uma queda para a segundona na pele. Dói. É triste. É inacreditável. É inimaginável. E chega-se a pensar loucuras nesses momentos.

Sim, loucuras. Pelo nosso time de futebol, às vezes fazemos sandices. Porque o torcedor é apaixonado, é amoroso, é fiel, é súdito e subserviente ao seu clube do coração. O torcedor, um ser humano como todos os outros, adota seu clube como instituição mais sagrada que quase qualquer coisa nessa vida. Troca-se de profissão, de ideia, de esposa/marido, de religião e até de sexo, mas não se troca de time!

É por esse amor exacerbado que alguns “hinchas”, como são chamados os torcedores argentinos, fiéis ao River Plate (clube que, diga-se en passant, não tenho nenhum dó), sugeriram no Facebook uma loucura: mudar as cores do uniforme para que a camisa permaneça na primeira divisão, assim jogam a segundona com outra e escrevem a história como eles desejariam que fosse escrita. Mais de 7 mil já aderiram…Camiseta "enlutada" del River

A explicação beira o desespero: assim, com uma faixa preta no lugar da tradicional vermelha, não haveriam fotos, imagens ou nada que um dia provasse que o River jogou a “B”, e as gerações futuras seriam poupadas desse vexame.

E é realmente um vexame. O sistema de ascensão e queda no campeonato argentino dá-se por uma média dos últimos três campeonatos, ou seja, para ser rebaixado é preciso que o time tenha jogado mal três temporadas seguidas. E nunca o River havia sido rebaixado, o que culminou com uma pequena guerra nas ruas de Buenos Aires. Há quem diga supersticiosamente que os patrocínios brasileiros na camisa (Petrobras e Tramontina) ajudaram na queda, mas é papo para outra hora.

A sugestão, polêmica ao extremo, não deixa de ser interessante. Eu não acredito que será feito algo nesse sentido, seria radical demais e, se por um lado essa forma de protesto (em luto) pode dar certo por não mexer ainda mais na ferida aberta poupando a camisa de aparecer em registros da segundona, por outro aumenta mais a vergonha do clube por não assumir seus erros e não erguer a cabeça para sair do atoleiro da vergonha onde se enfiou.

Veja o vídeo – que arrepia – e tire suas próprias conclusões.

“Nós temos um plano, um antídoto, uma cura. Não podemos apagar o passado, porém podemos apagar o futuro. Sim, vamos fazer com que o que vem não fique na história. Que nunca passe. Que ninguém o possa ver. Como? Muito simples: deixemos a camisa na Primera. Joguemos na B Nacional com outra. Com a banda negra, que nos cruza o peito, que mostre como nos sentimos ao não estar onde devemos estar. De luto”

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