Rubinho na Stock

São Paulo (palpiteiro) – Rubens Barrichello foi anunciado como novo membro da Equipe BMC Racing na Stock Car na última terça-feira, em evento no kartódromo da Granja Viana. Mas calma, ele não irá ser piloto da equipe e sim, consultor técnico.

Diretoria da BMC com Tuka, Galid, Barrichello e Ferreira no lançamento (Foto: Miguel Costa Jr/RF1)

O veterano piloto, recordista de participações na Fórmula 1 com 326 provas, fechou a parceria com a equipe da sua principal patrocinadora na Fórmula Indy e que terá como pilotos na categoria brasileira Tuka Rocha e Galid Osman. Rubinho irá passar sua experiência no automobilismo para ajudar os jovens pilotos da equipe em tudo que ele puder, mas como os calendários da Stock Car coincide em alguns momentos com o da Indy, o novo consultor só estará presente quando possível. Todavia ele deixou seu telefone para os dois fazerem um DDI a cobrar se necessário for.

Bacana a inciativa da BMC. Usa a experiência de um piloto altamente gabaritado, dá mais visibilidade à sua equipe, a Rubinho e aos dois pilotos, além de reforçar a imagem de empresa séria que veio com tudo investindo no automobilismo. E também aproveita para aproximar mais um pouco Barrichello da Stock Car, que ele mesmo admite ser uma opção para o futuro, quando estiver por parar com a carreira em monopostos.

A matéria completa está aqui, no Portal Oh!Men, do qual sou colunista/repórter/e-mais-alguma-coisa da seção de Esportes e Entretenimento. O portal é uma inciativa de amigos meus e vai indo muito bem, obrigado. Visitem lá, comentem aqui.

Rubens Barrichello, consultor técnico da BMC Racing, conversa com Tuka Rocha (Foto: Miguel Costa Jr/RF1)

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Commonwealth of Australia (3)

São Paulo (like a boss) – E a Austrália marcou a abertura dos trabalhos de 2012 da F1 com cara de GP da Austrália. Uma corrida interessantíssima do começo ao fim, e que final. Valeu ter ficado acordado na madrugada para ver essa prova.

Jenson Button, o lorde, venceu magnificamente – pela 13ª na carreira e 3ª na terra do canguru, colocou Lewis Hamilton no bolso e mostrou que a McLaren tem grandes chances de ser o carro da vez. Pulou na frente na largada e da frente não saiu até ver a bandeira quadriculada depois de 58 giros pelo circuito de Albert Park, em Melbourne. E como guia esse rapaz, dá até raiva. Raiva que ficou estampada na cara de nojinho de Lewis quando recebeu seu troféu de terceiro lugar no pódio. Agora a equipe de Ron Dennis já mostra seus dentes à  Red Bull, que vai ter trabalho para segurar os prateados

Button celebra sua vitória magistral em Albert Park

A Red Bull já não está mais com essa bola toda, parece que o carro sem degrau no bico da McLaren é melhor que o projeto de Adrian Newey e sua misteriosa entrada de ar, mas Vettel comseguiu um ótimo segundo lugar, comemorado com verdadeira alegria porque o alemãozinho sabe a importância de cada ponto quando não se tem o melhor carro. Webber, em casa, foi ensanduichado na largada e teve dificuldades ao longo da prova, mas levou seu carro a um bom 4º lugar.

A Ferrari já vai trabalhando em Maranello num novo carro, porque esse começou errado e não vai a lugar algum. Alonso é um herói por conseguir pilotar uma trapizonga horrível, levando a carcaça vermelha ao 5º lugar. Fernandito sim tem justificativas para ficar de cara amarrada. Felipe, ah, Felipe… Vinha andando honestamente, fez uma ótima largada pulando para P10 quando o a borracha acabou, aí parou e a Ferrari o mandou de volta à pista com pneus macios novamente, obrigando-o a parar de novo quando chegou na lona. Aí, no final, se enroscou com Bruno Senna e ambos foram prejudicados.

Massa quebrou alguma coisa além do bico no carro e Bruno foi para a brita com um pneu furado. Felipe abandonou logo depois e Senna também recolheu, preferindo poupar o carro que estava superaquecendo por causa das pedras no radiador do que forçar o equipamento lutando por migalhas. E o primeiro-sobrinho quase capotou na primeira curva, sendo abalroado por meio mundo. Vinha de último e fazia uma corrida de recuperação, mas minimizou o acidente, dizendo que era coisa de corrida, o que Felipe confirmou pouco depois.

Bruno Senna é abalroado na primeira curva

Maldonado com a outra Williams vinha fazendo uma corrida sensacional. Largou bem, deu um chega-pra-lá em Grosjean – que teve de abandonar após a batida que quebrou a suspensão dianteira – e vinha dando um calor em Alonso, lutando pela quinta posição quando na última volta colocou uma roda na grama e escapou, dando de frente no muro. Fim de prova para o venezuelano que perdeu seu melhor resultado na F1. Frank Williams vai mandar a conta para Hugo Chávez. Deve ter dado saudade de Barrichello nessa hora.

Com isso, Kamui Kobayashi herdou o sexto lugar, merecido para quem fez uma prova excelente. O MITO veio lutando contra pneus desgastados, controlando as saídas de traseira da Sauber e terminou o GP com as asas dianteira e traseira quebradas. E deu trabalho para todo mundo, vendendo caro ultrapassagens, dando “X” em Rosberg, ultrapassando com arrojo onde dava. Corridaça. E o “chico” Pérez largou em último e na sétima volta já era o 10º. Terminou em 8º, muito bom resultado. Está bem servida de pilotos a Sauber, que parece ter um carro bem melhor do que os treinos mostraram.

O 7º lugar ficou com Kimi Raikkonen, que resolveu falar por rádio tudo o que não fala nas entrevistas. Coitado do engenheiro, que vai ter de ouvir o finlandês reclamando de tudo e de todos mais 19 vezes no ano. Mas o Iceman fez uma belíssima prova em sua reestreia na categoria, nem parece que ficou dois anos fora. E deu uns pontinhos à Lotus de quebra.

Vitaly Petrov abandona sua Caterham no meio da reta

Ricciardo de Toro Rosso e Di Resta com a Force India fecharam a zona de pontos, bom para os dois, que largaram no fundão e evitaram as confusões. O australiano da Toro Rosso conseguiu ser o melhor estreante e de quebra levou dois pontinhos. E Rosberg vinha fazendo uma excelente corrida até a última volta, quando teve um pneu furado pelos destroços da Williams de Maldonado, finalizando em 12º. Schumacher abandonou com problemas de câmbio quando estava indo bem. Triste para o heptacampeão, que voltou a sorrir com o carro bem feitinho que a Mercedes deu para ele. Esperava-se mais nessa corrida. Eu inclusive apostei num pódio, mas se tudo der certo, a Mercedes será uma presença constante na frente nas próximas corridas, incomodando McLarens e Red Bulls.

E as duas Marussia conseguiram completar a prova sem muitos sustos com o bom e sub-aproveitado Glock e o estrante Charles Pic. Já são melhores que as Caterham, que ficaram pelo caminho. Primeiro com Petrov, que parou no meio da reta principal e causou a entrada do Safety Car – inclusive com um caminhão de resgate acelerando tudo na reta para rebocar o carro do russo, causando a cena engraçada do fim de semana. E depois teve Kovalainen, que também abandonou.
 

Pintou o campeão?

O que se tira desse (excelente) GP da Austrália de 2012 é que a briga do ano será entre McLaren e Red Bull, com eventualmente alguém aparecendo entre eles, mas arrisco-me a dizer que a briga pelo título dificilmente escapará dessas equipes e seus pilotos. A McLaren não tem degrau no bico nem polêmica de duto como a Mercedes e a Red Bull tem um carro bom e um piloto bicampeão, que é arrojado e competente. Vettel, inclusive, soube aproveitar muito bem a hora de parar, estava no lugar certo quando o Safety Car deu as caras. Rola um favoritismo no ar, sem dúvida, mas Melbourne costuma não mostrar 100% as tendências. Nesta temporada, o grupo de pilotos está muito forte, tem muita gente de alta qualidade.

Jenson é um lorde, inteligentíssimo e extremamente competente em corridas com sua capacidade ímpar de cuidar do desgaste dos pneus como se fossem feitos de cristal caro. Lewis terá trabalho. Jenson já conseguiu impor um castigo moral duríssimo na primeira batalha, inclusive soltando um “Welcome 2009” pelo rádio após receber a bandeirada final, indicando que veio com tudo para vencer. E Hamilton é um sujeito com psicológico frágil, que se abala facilmente. Se não andar na frente nos próximos treinos e corridas, tem grandes chances de se afundar no próprio ímpeto como aconteceu ano passado.

Alonso fez o que se espera dele e um pouco mais. Schumacher ressurgiu mas não apareceu na corrida, uma pena. E o legal disso tudo é que, na temporada que teve o maior número de campeões mundiais no grid, os três últimos subiram ao pódio, com cinco deles terminando na zona de pontos. A próxima corrida será na Malásia, dia 25, daqui a uma semana, onde teremos uma real noção do embate entre as equipes. Aí poderemos ir definindo mais um pouco quem será o homem e o carro a ser batido.

Classificação final – GP da Austrália:
1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 58 voltas (2 paradas)
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 2s1 (2)
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 4s0 (2)
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 4s5 (2)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 21s5 (2)
6º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 36s7 (2)
7º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 38s0 (2)
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 39s4 (1)
9º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 39s5 (3)
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 39s7 (2)
11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 39s8 (2)
12º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 57s6 (2)
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a uma volta (2)
14º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a uma volta (2)
15º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a cinco voltas (4)
16º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a seis voltas (4)

Não completaram:
Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 12 voltas (4)
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 20 voltas (4)
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 24 voltas (1)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 48 voltas (1)
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 57 voltas (0)
Nico Hülkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 58 voltas (0)

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And the winner is…

Nelsinho comemora sua primeira vitória na Nascar East (Foto: Getty Images)

São Paulo (barba e cabelo) – Nelsinho Piquet venceu agora à noite sua primeira corrida na Nascar East, uma das subdivisões da Stock Car norte-americana. Depois de ter saído na pole e enfrentado alguns acidentes durante as 125 voltas da prova, que foi disputada em Bristol, Piquet Jr faturou a etapa de abertura da temporada. É a primeira vitória do brasileiro nos EUA e o feito foi elogiado no site da categoria.

O brasiliense teve de segurar Ryan Blaney no finalzinho, após o americano vir babando depois da bandeira vermelha a duas voltas para o final, mas não foi páreo. A terceira posição ficou com Ryan Gifford. O acidente que acionou a bandeira vermelha foi causado por Daniel Suárez, companheiro de Nelsinho, fazendo a prova ser interrompida para a limpeza da pista, restando apenas quatro voltas para o encerramento. A equipe de Nelsinho é a X Team, que tem como um dos sócios Geraldo Rodrigues, o que pode ser considerado uma vitória realmente brasileira.

“Foi excelente: mais rápido no treino, primeira pole na Nascar, primeira vitória. Hoje foi um dia muito importante para mim. É minha primeira vitória nos Estados Unidos, a primeira com um carro fechado então claro que é uma emoção diferente. Levar a bandeira do Brasil para o victory lane é parte de um sonho conquistado e motiva muito para o resto do ano”, afirmou ele.

Bacana ver o ressurgimento de Piquet Jr depois de toda a malhação de judas que o moço recebeu após o infeliz incidente em Cingapura, naquela patacoada armada com Flavio Briatore. Ele pilota bem, tem talento de sobra e está se reerguendo aos poucos, fugindo do circo da mídia e ganhando respeito a cada dia, a cada prova, entre seus pares nos Estados Unidos. É bom demais para ele essa vitória, prova de que ele está no caminho certo, fazendo o que gosta e sendo querido na trilha que escolheu seguir. Que siga vencendo!

Nelsinho Piquet enfrentou acidentes e uma bandeira vermelha para vencer em Bristol (Foto: Divulgação)

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Commonwealth of Australia (2)

São Paulo (alargamento de pista) – A primeira classificação do ano foi qualquer nota. Mas incrível, como há tempos não via uma tão cheia de adrenalina e sem previsão do que estava por vir. Os destaques foram as escapadas de pista e Grosjean em terceiro. Isso mesmo. Muita coisa aconteceu, vamos tentar organizar tudo.

Quase todo mundo – RedBull, inclusive – deu um passeio na grama. Com todos andando no limite, até Button fritou pneus. No Q1, o que se viu foi um certo desespero na Ferrari que saiu de pneus macios para tentar escapar da degola.

Isso mesmo. Em vez de lutar pela pole, os esforços foram para evitar ficar pelo caminho logo no começo. Massa e Alonso conseguiram a duras penas e o espanhol, já no Q2, saiu da pista no mesmo ponto onde Massa rodou na sexta-feira (com o atenuante de que a pista estava molhada) e onde rodaram Schumacher e Vettel. Porém, Alonso o fez no seco, causando bandeira vermelha no Q2. E a Ferrari mostra ao mundo que o carro é mal-nascido, com seus dois pilotos andando no limite e tentando tirar mais do F2012 do que ele pode oferecer. E mesmo tendo rodado, Fernando larga na frente de Felipe (12º e 16º respectivamente), num péssimo começo de temporada para o brasileiro, que tomou 1,5 segundo do asturiano. Massa reclamou de novo do aquecimento de pneus, que o carro não tem equilíbrio porque falta aderência, e tudo isso em seu último ano de contrato na scuderia. O pessoal de Maranello já deve estar preparando uma F2012_B e pensando em um piloto C. Será um longo ano para Felipe.

Kimi Raikkonen não conseguiu levar sua Lotus ao Q2, ao que parece por um problema mecânico. E ainda evitou um vexame histórico de Massa. Como havia dito no post anterior, Kimi voltou para acabar com a mesmice da pilotaiada. Quando interpelado sobre sua classificação pífia, ele soltou um “Não pensei que tinha de dar outra volta”. Gênio! Ele é um iconoclasta da F1, está se lixando para essas coisas, daqui a pouco ele arranca um pódio e vai comemorar com vodca longe da imprensa. O curioso foi o campeão de 2007 e o vice de 2008 disputando vaga no Q2.

Quem roubou a cena foi Romain Grosjean. Chutado da Renault, ficou na GP2 onde foi campeão e voltou à mesma escuderia (sob nova direção, nome etc.) mostrando que é a escolha certa. Deixou Kimi na saudade e colocou a Lotus em 3º no grid, um feito impressionante. Amanhã, na largada, ele vai olhar para o lado e enxergar apenas campeões mundiais à sua volta: Hamilton, Button e Schumacher. Grosjean mostrou não apenas a força da Lotus, mas também a maturidade adquirida em sua reestreia. Ponto para ele. Vamos ver como se comporta na largada e na corrida.

Hamilton (centro), Button (dir.) e Grosjean (esq.) serão os três primeiros do grid para o GP da Austrália 2012

A Mercedes mostrou que tem algo mais nesse carro. Schumacher conseguiu um ótimo 4º lugar. Rosberg andou na frente o tempo todo, mas errou no fim e ficou em 7º, o que ainda é bom. Para a Red Bull, que ano passado dominou tudo nos sábados, passou o cetro para a McLaren e vai sair da terceira fila, com Webber na frente. Fim de semana ruim para Vettel e sua trupe, apontando que os rubrotaurinos não estão com essa bola toda neste comecinho de temporada.

E a McLaren conseguiu sua primeira dobradinha desde Valência em 2009. Hamilton fez uma volta voadora na primeira tentativa. Button precisou de dois giros para chegar perto, mas como se sabe, ele não é tão agressivo em classificações. Ótimo para o time de Ron Dennis, confirmando as expectativas sobre seu equipamento.

Maldonado merece menção honrosa por colocar uma Williams no Q3, em 8º. Senna-sobrinho preferiu não arriscar e sai em 14º com um carro que evoluiu bem desde a pré-temporada. E as Toro Rosso foram bem também, com os estreantes Ricciardo e Vergne.

A Sauber ficou pelo caminho no Q2, deve embolar o meio do grid. A Force India arrancou um 9º com Hulkenberg, mas foi só. Fiquemos de olho no bolo do meio para trás, será mais interessante que a briga dos seis primeiros.

E o resto é aquela coisa Caterham na frente, Marussia se arrastando e HRT eliminada nos 107%.

Meu palpite: Hamilton, Button e Schumacher. Na classificação cheguei perto, vamos ver se essa eu ganho.

 

Grid de largada – GP da Austrália:

1º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min24s922
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min25s074
3º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), 1min25s302
4º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min25s336
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min25s651
6º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min25s668
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min25s686
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min25s908
9º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min26s451
10º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), sem tempo

11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min26s429
12º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min26s494
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min26s590
14º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min26s663
15º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min27s086
16º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min27s497
17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), sem tempo

18º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min27s758
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min28s679
20º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min29s018
21º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min30s923
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min31s670

Eliminados pela regra de 107%
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min33s495
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min33s643

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Commonwealth of Australia (1)

São Paulo (Está valendo!) – Nesta sexta – para nós, na quinta –  começou a temporada 2012 da Fórmula 1 com os treinos livres no circuito de Albert Park, que desde 1996 recebe a categoria. E já pintaram umas surpresinhas nas primeiras sessões.

A McLaren dominou a primeira leva, mas serviu mais para tirar a poeira da pista do que para ver tempos de volta. Na segunda parte do dia e após o aguaceiro que caiu em Melbourne, Schumacher teve o gostinho de andar na frente e fechar a folha de tempos no topo, depois que a pista foi secando. O que confirma umas primeiras impressões…

Uma das duas únicas equipes que não adotaram o bico “ornitorrinco”, a McLaren mostra a força de seus carros e de seus pilotos, o que pode ser um indício de que se a RedBull não estiver escondendo o jogo (como normalmente faz às sextas-feiras), vai ter trabalho para segurar os prateados na classificação. Lembrando que cinco dos últimos seis vencedores do GP da Austrália sagraram-se campeões no fim do ano, é bom ficar de olho em quem sai na frente para a corrida.

A Mercedes ao que parece fez um carro acertadinho e pode dar trabalho para McLaren e RBR, além da Ferrari, as três primeiras equipes de 2011. Mas o calvário dos italianos parece ter recomeçado. A Ferrari está mal das pernas.

Massa vai para a brita após rodar no primeiro treino livre do GP da Austrália

Depois da proibição de entrevistas para tentar esconder os erros na preparação, a scuderia não mostrou muita eficiência na pista. Massa rodou e perdeu o resto do treino, deixando uma má impressão entre todos na equipe, fácil de ver quando a TV mostrou os boxes após o erro. Alonso andou o que pôde (foi p4 nos dois treinos) e continua tentando tirar leite de pedra. Mas o terceiro treino livre fez acender a luz vermelha de vez, com Alonso terminando em P16 e Massa em P18.  Tem um cheirinho de crise no ar.

Kimi Raikkonen ficou um tempão com cara de saco cheio enquanto a Lotus tentava arrumar seu carro para o treino, mas quando saiu não fez feio, mostrando que não terá problemas de readaptação e que novamente irá quebrar a mesmice que insiste em pairar sobre a pilotaiada. E Grosjean conseguiu uma ótima P2 no terceiro treino. A Lotus ano passado também começou bem, mas depois se perdeu no meio do caminho. Pelo menos nessas primeiras provas, deve andar bem.

O "Iceman" está de volta

A Force India mostrou que tem carro para beliscar as últimas vagas da superpole com Hulkenberg e Di Resta. A Williams tem um carro ainda se acertando com o motor Renault e parece que Maldonado foi o que melhor se acertou, andando na frente de Ferrari, Lotus e Toro Rosso, impressionante. Bruno Senna ainda está “verde” e no fim do terceiro treino acabou rodando com pneus frios. A não ser que faça uma classificação de cair o queixo, corre o risco de ser coadjuvante do venezuelano no fim de semana.

Toro Rosso vai andar lá atrás, brigando com Caterham e Marussia (e possivelmente uma Williams e a Sauber). O surpreendente é a Marussia, que foi para a pista sem um teste sequer e marcou um 12° lugar na segunda sessão. A Caterham também fez um honroso 8° lugar com Kovalainen. A Sauber vai ficar ali mesmo, tentando melhorar ao longo da temporada. E a HRT fecha o grid. De La Rosa ficou vendo dos boxes o primeiro treino e demorou uma eternidade para conseguir dar uma volta no segundo. Quando saiu o carro pifou.

Após três sessões de treinos, a divisão de forças na Austrália para a classificação está mais ou menos assim:

– RedBull e McLaren brigando pela pole com Mercedes tentando colocar água nesse chope.
– Lotus, Force India e Sauber com um ou outro carro no Q3 + Alonso.
– Se a Williams entrar entre os 10, será com Maldonado, mas a disputa mesmo é com Caterham. O resto anda lá atrás.

Meus palpites para os três primeiros? Button, Vettel e Schumacher. Vamos ver se nessa eu acerto. Alguém dá mais?

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Paintbrush

Para simples conferência de como é pintada uma aeronave, num belíssimo time-lapse (dica do brother João Andrade). Isso porque esse é um dos pequenos, imaginem um A380…

Existem alguns cuidados que dá para observar nesse vídeo, como a vedação minuciosa das turbinas, janelas e apêndices – tubos de pitot, antenas e afins. São algumas centenas de quilos de tinta e verniz que têm em sua composição, em alguns tipos, silício, o que pode virar vidro se por descuido entrar numa turbina, arruinando o propulsor e o próprio aparelho voador.

E as asas sempre são deixadas por último por causa da tinta especial, que possui reagentes para acusar qualquer vazamento mínimo que seja de combustível, uma vez que os tanques estão ali dentro. Só se pode pisar na asa de uma aeronave usando uma cobertura de tecido nos sapatos, ou no máximo de meias, mesmo. Curioso, não?

 

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Polegar opositor

São Paulo (ainda não é dessa vez) – Saiu uma notícia nada boa no globoesporte.com falando sobre Robert Kubica, o narigudo polonês que estava na Lotus quando sofreu o acidente que praticamente inutilizou seu braço direito quando corria de rali na Itália, em fevereiro do ano passado.

Segundo a nota, Jaime Alguersuari, o espanhol ex-piloto da Toro Rosso na F1 e que agora virou comentarista da rádio BBC da Inglaterra disse que Robert não consegue segurar um copo d’água sequer com o membro afetado. A recuperação está lenta demais devido à gravidade dos ferimentos. À época pensou-se inclusive na hipótese de amputação da mão direita do piloto.

Para a Fórmula 1, a carreira de Kubica acabou, o que era de se suspeitar desde o acidente. Trata-se de um piloto fantástico que veio de um país sem tradição no automobilismo, uma semente que brotou no meio das pedras e que tinha um enorme potencial de ser campeão do mundo. Era rápido e técnico, completo. É de se lamentar.

Falam que ele não deveria ter ido correr etc, mas ele sabia dos riscos, a equipe não impôs nenhuma regra e é sabido que todo piloto gosta de uma aventurazinha nas férias. Kimi Raikkonnen vive fazendo seus ralis por aí e destruiu alguns carros, Mark Webber quebrou uma perna andando de bicicleta e até Juan Pablo “El gordito” Montoya deu uma desculpa de que caiu jogando tênis para explicar um ombro deslocado quando se sabia que estava andando de moto. Acontece. Infelizmente acontece.

Carro de Robert Kubica com o guard-rail ainda atravessado por dentro

Kubica terá de ter muita força de vontade para recuperar os movimentos da mão a fim de tentar voltar a praticar seus dons em alguma categoria menos exigente que a Fórmula 1, que não demanda menos que 100% da capacidade técnica de seus pilotos.

É triste, mas acabou. Se o polegar dele voltar a segurar um volante com firmeza suficiente, será o melhor troféu que ele poderá receber nessa etapa da vida. Todos torcemos para ele possa se recobrar das sequelas e voltar a guiar alguma coisa, mas que nessa redescoberta do que fazer na vida ele possa ter calma. É complicado demais para qualquer um ter de repensar os planos, objetivos e sonhos, ainda mais sabendo que o você conseguia fazer de melhor já não é mais possível.

A maior luta agora é para consertar a cabeça. Essa sequela é a pior de todas.

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Existe amor para recomeçar

São Paulo (Essa fé que me faz otimista demais) – Com a confirmação de que Rubens Barrichello irá disputar a temporada toda da Fórmula Indy em 2012 pela KV Racing, equipe que tem como um dos pilotos seu “irmão” Tony Kanaan (o outro é E.J. Viso) e o ex-piloto Jimmy Vasser na cúpula, é mais ou menos como a galinha dos ovos de ouro que o veterano brasileiro será tratado pela Band, emissora que detém os direitos de transmissão.

A transferência de Rubens da Fórmula 1 para os carros da Indy veio em boa hora para todo mundo. A categoria precisava de uma chacoalhada para retomar a imagem arranhada, após ver seu novo projeto de ídolo Dan Wheldon falecer num trágico acidente, e o brasileiro conseguiu chamar a atenção de grande parte da mídia estadunidense com seus tempos de volta e a rápida adaptação ao carro e ao motor Chevrolet (novo também) em dois treinos – que viraram três – em fevereiro. A cúpula da equipe não teve outra alternativa a não ser encomendar à Dallara mais um carro para Barrichello, que andou muito próximo dos mais rápidos em todos os dias.

A experiência de 19 anos na F1 foi fundamental para isso num começo de ano em que todos os carros são novinhos em folha, após sete temporadas com o mesmo modelo. Por outro lado, Rubens vai ter de reaprender a andar com pneus frios e um carro mais arisco e sem ajuda eletrônica, já que na Indy não se tem cobertor aquecido de pneus e todo o mapeamento de motor e outrem que estava acostumado. Algo um tanto mais bruto e purista, mas desafiador, como ele gosta.

A vinda de um piloto respeitadíssimo por todos no segmento e com alta capacidade técnica é excelente para a Indy, que vai capitalizar como nunca em cima da imagem dele no Brasil. Nos últimos tempos Rubens vem gozando de uma boa imagem junto á mídia brasileira, em parte por causa de veículos e profissionais especializados defenderem o piloto, em parte por ele mesmo (méritos dele e de sua assessoria de imprensa) mudar o jeito como os outros o veem, o que dá o mote necessário para a Band comemorar como nunca esse achado para a emissora.

Novamente veremos uma idolatrização do piloto, que já tem idade e cabeça para saber o que fazer com essa mais nova exposição de sua figura. A torcida aqui já empunha bandeiras, torcendo para ele na prova que será disputada no Anhembi e a Band vai usar como nunca essa carta para hangariar fãs para a categoria mais famosa da sua grade automobilística. É uma nova chance, de ouro, que praticamente caiu do céu pelas mãos do anjo Tony. Poucos têm tal oportunidade na vida.

Barrichello mostra o macacão novo e o carro azul #8 no telão ao fundo para a temporada 2012 da Fórmula Indy (foto: Carsten Horst / Hyset.com.br)

O engraçado foi que no dia do anúncio oficial, a Globo, que sempre o deixou em evidência (às vezes negativa, é verdade), foi lá conferir a coletiva e deu alguns minutos para que ele falasse ao vivo no Globo Esporte, num bate-papo com Bruno Laurence e Thiago Leifert onde contou até como dobrou a esposa Silvana, contrária à ideia de correr em ovais. Já encerrando a conversa, Rubens dispara um apelativo “não me deixa, não. Me mostra de vez em quando”. Thiago respondeu educadamente que fariam o possível, mas a emissora não tem os direitos de transmissão. Pouco mais tarde, no Jornal Nacional, Rubens mereceu um destaque dos apresentadores que noticiaram sua ida para a Indy.

É com esse prestígio na mídia nacional (como mostra o espaço de sobra na emissora que acaba de perder um de seus trunfos para seu melhor produto de automobilismo) que a Bandeirantes vai se ancorar para promover seu novo ídolo. Na Globo, ele será lembrado se vencer ou se se acidentar. Na Band, será o novo rei. Até os integrantes do Pânico, que chegam à nova casa, devem poupá-lo de críticas negativas.

A nota triste para o jornalismo fica por conta da mesma Band, que sabia de antemão e não publicou nada, deixando equipes prontas para o anúncio oficial, num quase anti-exemplo de jornalismo. Ao invés do furo, que rege (ou deveria reger) o jornalismo, foi feito um evento arranjado, controlado pelos  interesses comerciais de quem detém o produto.

Na Band, Rubens será o melhor do melhor do mundo, haja visto que chega como o nome forte na Indy, agora sem Danica Patrick, que foi para a Nascar. Nome este, aliás, que atraiu os patrocínios necessários para viabilizar sua entrada, e até mesmo a presidência da Indy fez um esforço para facilitar a vinda do brasileiro. Com o apoio de Kanaan para fornecer o conhecimento técnico e ambientá-lo na nova empreitada, Barrichello deve sim lutar por pódios, como fez Nigel Mansell em 1993. A equipe KV Racing é uma ótima escolha para fornecer o necessário nesse objetivo.

Mesmo sem fazer uma despedida digna da Fórmula 1 como todos esperavam, após ter sido descartado (como foi Jarno Trulli) sem a menor cerimônia, Rubens conseguiu encontrar uma porta que foi aberta com obstinação, determinação e amor pelo que faz. Aos que achavam que ele estava acabado, o recado foi dado. Um recomeço aos 40 anos é digno de aplausos.

Rubens Barrichello, ao lado de Jimmy Vasser e Tony Kanaan (da esq. p/ a dir.) anuncia que irá correr na Indy pela KV Racing - foto: Carsten Horst / Hyset.com.br

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Música no carro

Sonic, GM, Chevrolet, Chevrolet Sonic, compacto, hatches, comercial, OK Go, bandaSão Paulo (Mandou bem, GM) – A cada dia surge um fenômeno na internet, seja em qual área for. No quesito “carros”, a coqueluche do momento é este comercial do Chevrolet Sonic, que deve desembarcar por aqui nos próximos meses, numa sacada sensacional da GM estadunidense, que convidou a conterrânea banda OK Go, famosa por seus clipes criativos e alternativos (vale muito dar uma olhada no canal deles no YouTube).

A genialidade, no caso, foi juntar a divulgação da nova música da banda, “Needing/Getting”, e o carrinho da GM, usado para tocar intrumentos e outros objetos ao melhor estilo Hermeto Pascoal de ser. O vídeo levou quatro meses entre preparação e gravação – só esta durou quatro dias – em Los Angeles, com mais de mil apetrechos sonoros colocados num circuito de pouco mais de 3 Km. Além disso, o Sonic ganhou diversas traquitanas para completar a brincadeira.


Fazendo um exercício de memória, eu me lembrei deste comercial aqui da Chevrolet com o lançamento do Corsa 4 portas em 1997 (olha a idade), que me deixou de boca aberta. Até então eu nem sabia que existia um grupo chamado Stomp que fazia algumas maluquices sonoras parecidas, que inspirou essa excelente peça publicitária nacional.


Outra coisa mais ou menos nessa linha é esse francês doidão que faz música com coisas inusitadas, o Michel Lauzière, como tocar Mozart com patins usando garrafas cheias d’água. Criatividade não tem limites!

 

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O futuro a Deus pertence

 

São Paulo (é o que tem para hoje) – Cada dia que passa parece mais que o ciclo do recordista de provas disputadas na Fórmula 1 está encerrado. Rubens Barrichello também dá sinais de que está se conformando com a ideia de que após 19 anos não irá mais sentar num cockpit para disputar uma corrida, o que soa um tanto quanto estranho. Ele mesmo disse que o futuro está em aberto, se tiver uma chance ele vai sorrir para ela e continuar porque é o que ama fazer e ama estar lá.

Mas o que resta é praticamente um milagre. A Hispania é a única equipe que ainda oferece uma chance, mas correr por correr não é – nunca foi – do feitio de Rubens. Seria uma despedida mais que melancólica assinar para correr tendo grandes chances de não terminar uma prova e, se terminar, ficar minutos e voltas atrás dos líderes, brigando com um carro que parece fadado ao fracasso.

Seria melhor que Barrichello aparecesse na prova de abertura desse ano, pedisse para dar a bandeirada, entregasse o troféu ao vencedor e roubasse a cena na Austrália como ex-piloto de F1 e fosse tocar a vida. E parece que isso se encaminha para um futuro um pouco mais favorável à reputação e ao nome construído desde 1993. Essa semana, a convite do amigo de longa data Tony Kanaan, Rubens foi dar umas voltas num carro da Fórmula Indy em Sebring, na Flórida (EUA).

Rubens testa carro da equipe KV Racing em Sebring, EUA

Rubens e Tony completaram 295 milhas em teste nesta segunda-feira (30) durante o treino dacategoria. Pilotando pela primeira vez o DW12, carro da equipe KV Racing onde Kanaan corre, Barrichello percorreu 155 milhas e ganhou elogios do “irmão”, que andou 140 milhas no primeiro dia de testes. Nesta terça-feira (31), os dois voltam a pilotar os carro #5 e #11, respectivamente, das 12h às 20h (horário de Brasília).

O que pode se tirar daí é que Barrichello, no ínicio a favor da esposa Silvana – contrária ao marido correr na Indy por conta da insegurança dos circuitos ovais, vai mudando de opinião e até vislumbra uma vaga na equipe do amigo, fazendo um caminho já percorrido com enorme sucesso por Emerson Fittipaldi e até Nigel Mansell, entre outros. E para a categoria seria ótimo ter um piloo do gabarito de Rubens em seus grids, mais que o contrário.

Vendo o sorriso de Rubens, pode-se dizer que claramente ele está realmente feliz com essa possiblidade, embora os olhos e a fala ainda demonstrem que ele sente muito a falta do ambiente onde esteve por uma vida. Rubinho ainda mantém a gana e uma grande parte dos reflexos necessários para continuar andando em alto nível por algum tempo apesar da idade. A experiência pode compensar isso.

Ele ainda quer a Fórmula 1, fato mais que compreensível. Todavia, nessa fase é melhor disputar alguma coisa sorrindo do que resmungando e sabendo que o fim será inevitável. Pois que antecipe esse fim e busque um recomeço onde se possa sorrir. E o futuro pode sorrir para Barrichello em outra Fórmula. Basta ele querer sorrir de volta.

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