Arquivo da tag: GP da China

Zhōngguó (2)

São Paulo (Demorei!) – Queimei a língua. Nico Rosberg e sua Mercedes subiram no lugar mais alto do pódio na China, quem diria. Mas eu avisei que estava torcendo por um resultado como esse, visto que a pista em Xangai favorece os prateados alemães.

Eu não achava que a Mercedes fosse ganhar, mas ganhou. E parece que as coisas estão mudando um pouco nessa temporada. Nico, que pela primeira vez venceu na Fórmula 1, é o primeiro vencedor diferente em 3 anos, se não me engano desde Mark Webber em 2009, no GP da Alemanha. E, antes de entrarmos nos detalhes da prova, umas estatísticas dessa vitória de Rosberg: o alemão é o quinto piloto da história a ter demorado mais para ganhar sua primeira prova, que conseguiu somente após 111 GPs, atrás do australiano Mark Webber (130 GPs), do brasileiro Rubens Barrichello (124), do italiano Jarno Trulli (117) e do inglês Jenson Button (113). Para aumentar a importância do feito, Nico também é apenas o segundo filho de campeão mundial a vencer uma corrida de Fórmula 1. Seu pai, o finlandês Keke Rosberg venceu o título em 1982. O outro foi Damon Hill, filho de Graham Hill, bicampeão em 1962 e 1968.

Três corridas, três vencedores diferentes, cada um de uma equipe. Esse triunfo do time de Ross Brawn põe mais pimenta no molho da F1 neste começo de temporada. A Mercedes deve brigar por mais do que pontos e é válido pensar que pode beliscar umas vitórias, já que a Red Bull não se achou ainda e a Ferrari vai sobrevivendo como pode. E a McLaren tá lá, aparecendo em tudo que é foto com seus dois pilotos e assim lidera as duas classificações. Hamilton, terceiro na prova, assumiu a ponta com 45 pontos e nenhuma vitória (foram três terceiros lugares). Button, segundo em Xangai, vem logo atrás com 43 pontos

Fato é que Nico soube aproveitar sua pole e largou bem, parando um pouco mais tarde que os outros por ter feito poucas voltas na classificação, tendo mais borracha para gastar num carro que devora pneus com fome de glutão. E deu sorte de ter Button e Hamilton largando lá atrás, senão a disputa pelo primeiro lugar seria bem mais intensa do que a aparente folga que os 20 segundos de vantagem para Jenson apontaram. Além disso, Button teve um probleminha num dos pit stops e voltou meio atrasado para a pista. Mesmo assim, não chegaria em Nico, que fez duas paradas contra três do time de Woking.

A McLaren parece ter até agora o carro mais forte do circo, mas vai ter de lidar com a luta interna entre dois campeões e que são novamente postulantes ao título. Liberar a briga entre seus pilotos é praxe na escuderia, só que isso pode se tornar uma vantagem para Rosberg, que claramente vislumbra uma luz. Que comemore muito enquanto pode e aproveite o bom momento para pontuar o máximo que der. Talento ele tem, e agora, também tem carro.

Seu companheiro, Schumacher, poderia igualmente ter feito uma boa prova, mas perdeu a corrida num erro de box, quando foi liberado antes da roda dianteira direita estar totalmente presa e teve de abandonar. Triste. Queria ver o heptacampeão de novo no pódio.

A Red Bull está claudicante, sentiu o golpe da proibição do difusor soprado e o carro ficou instável demais na parte traseira. Nem o “novo” escapamento velho de Vettel deu resultado satisfatório. É bom lembrar que a equipe austríaca vem com um novo pacote para a temporada europeia a partir de Barcelona, mas antes tem de se virar como pode no GP do Bahrein, no próximo domingo. Sebastian largou em 11º e vinha jantando todo mundo, até ser o 2º a duas voltas do fim, mas foi sendo ultrapassado e garantiu um 5º lugar ao menos, sofrendo com o desgaste de pneus. Webber achou que seu carro tinha asas e quis voar na zebra; quase conseguiu e chegou em 4º. É importante conseguir o máximo possível de pontos nesse começo antes de tentar dar a virada na Espanha.

Boa corrida também fez Grosjean, que conseguiu completar uma prova esse ano, 6º lugar para ele. Já Kimi Raikkonen apostou numa estratégia e não deu certo. De repente, perdeu 10 posições em duas voltas. A Lotus tem um bom carro, mas é bom ficar de olho com tantas chances perdidas. Eric Boullier que o diga; está perdendo cabelos com isso.

E a ótima suspresa do GP chinês foi a Williams, que fez um carro acertadinho e que casou muito bem com o motor Renault. Bruno Senna repetiu o bom desempenho da última prova e, com ultrapassagens arrojadas e muita vontade, fez um bom 7º lugar com consistência. Só que de novo se encontrou com Felipe Massa, dessa vez na largada. Deu sorte que o pedaço da asa dianteira que quebrou não fez muita falta. De lambuja ainda chegou na frente do companheiro Pastor Maldonado e vai se firmando como escolha certa da equipe. O venezuelano chegou uma posição atrás após um ótimo duelo com Alonso e fechou a conta para o time de Grove, com os dois carros nos pontos. Sir Frank Williams deve estar sorrindo até agora.

Por falar em Alonso e Massa, a cada dia constatamos que a vitória do espanhol foi mesmo mágica, quase um alinhamento interplanetário. A Ferrari é um Fiat 147. Não anda e quase atrapalha quem vem atrás. É de chorar. Fernando foi 9º e Felipe o 13º, o que mostra a real posição do time nesse início de campeonato. E o brasileiro ainda não pontuou. Ao menos o time acertou nas táticas de corrida (apenas duas paradas para Massa), mas o carro é imprevisível no comportamento, do dia para a noite ele muda a reação. O gato subiu no telhado para o time vermelho. Além de tudo isso, essa semana se confirmou na imprensa italiana que Sergio Pérez fará testes em Mugello no começo de maio, antes de Barcelona, na pré-temporada europeia. O óleo da fritura de Felipe vai se esquentando ao poucos…

Checo, por sua vez, merece um puxão de orelhas de Peter Sauber. Na hora que estava sendo ultrapassado por Kobayashi na reta quase jogou o companheiro pra fora da pista. O mexicando vem adando bem ultimamente, mas o segundo lugar não dá permissão para querer ser estrela da equipe. E o japonês decepcionou na corrida. Tinha gente apostando em pódio (este que vos escreve, inclusive), mas o 10º lugar pareceu muito pouco pelo que vinha sendo mostrado. A equipe tem um bom carro e uma boa dupla, mas essa instabilidade atrapalha um pouco.

De resto, a Force India foi a melhorzinha com Di Resta em 12º e Hulkenberg em 15º, corrida honesta da equipe, que mostra algum potencial para ficar à frente do resto. E o resto fez o de sempre, duas Toro Rosso, uma Caterham, duas Marussia, duas HRT e a outra Caterham.

O problema agora é ver como será o GP do Bahrein, em Sakhir. Manifestantes prometeram atuar durante a prova e nas imediações do autódromo contra a corrida. A polícia barenita já disse que não tem como garantir total segurança para o fim de semana. Os milhares de dólares recebidos por Bernie parecem ter jogado areia nos olhos da categoria, que faz vista grossa para a situação do país. Teve até mecânico que se recusou a viajar. Os pilotos não vão se manifestar, vão se comportar como cordeirinhos e correr como o chefe mandar. Bando de bundões. Poderiam ter uma consciência política aflorada, haja visto como o mundo está globalizado e não há como deixar de ver o que acontece, mas preferem se omitir. Poderiam falar um simples “não, não vamos correr e pronto”, e adiar essa prova. Mas, por negligência, vão ignorar o que está do lado de fora. A pilotaiada já foi mais ativa, mas parece que têm medo de manchar a imagem, de ficar mal na fita com o chefe, com os patrocinadores, com as TVs, com o público, fãs e toda a sorte de motivos que possam, por mais nublados e superficiais que pareçam, dizer que o melhor é ficar quieto.

O país passa por um momento delicadíssimo, desde o ano passado. São constantes as manchetes de que há condutas desrespeitosas aos direitos humanos por parte dos policiais do Reinado contra os oposicionistas xiitas. Até mesmo policiais estão sendo acuados com a violência. Bernie tenta dizer que a prova será pacífica, mas manifestantes prometem um “dia de fúria”. A equipe MRS, participante da categoria Porsche Supercup, que fará uma corrida preliminar ao GP do Bahrein de F1, anunciou nesta quarta-feira que desistiu de correr na etapa, por preocupações com as condições de segurança. É no mínimo cutucar a onça com um palito de dente. Eu torço para que nada de mais aconteça e tudo saia nos conformes, mas essa é uma mancha para a F1, como tantas outras que serão lavadas com o tempo. Mas o pano vai ficando gasto. Se o pano for o de um turbante, será triste demais saber que um simples “não” poderia evitar um possível rasgo.

E para quem se perguntou o que é Zhōngguó, é China em chinês.


Resultado Final – GP da China:

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 56 voltas em 1h36min26s929
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 20s6
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 26s0
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 27s9
5º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 30s4
6º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 31s4
7º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 34s5
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 35s6
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 37s2
10º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 38s7
11º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 41s0
12º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 42s2
13º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 42s7
14º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 50s5
15º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 51s2
16º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 51s7
17º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 1min03s1
18º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 1 volta
19º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 1 volta
20º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 1 volta
21º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), a 1 volta
22º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), a 2 voltas
23º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 3 voltas

Não completou:
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), abandonou na 12ª volta

 

Todas as fotos – © DR/ Nextgen-auto.com

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, Automobilismo Internacional, Formula 1, Política

Zhōngguó (1)

São Paulo (Demorou!) – A corrida é na China, mas só se fala do Bahrein. Tecerei algumas linhas sobre isso, mas falemos antes do treino classificatório em Xangai, que consegue ser mais poluída que São Paulo na hora do rush. E deu Rosberg, que surpresa!

Nico conquistou sua primeira pole-position na carreira na F1 e de quebra marcou a primeira pole da Mercedes em 57 anos (a última foi de Fangio). Deu uma volta só e parou, saiu do carro e sorriu, sabendo que fez um temporal na pista e ficou só esperando o cronômetro zerar para comemorar o feito. Schumacher larga em segundo e Kobayashi em terceiro – sim, o MITO larga em terceiro. Mas há uma explicação para a tábua de tempos estar diferente bem como a foto dos três primeiros.

Hamilton foi penalizado porque trocou a caixa de câmbio e perdeu 5 posições no grid, o que o deixa com um pouco menos de chances na prova, mas nada pode ser descartado. Lewis fez o segundo tempo, mas larga em 7°. Se ele conseguir se acertar com os pneus, pode beliscar um pódio ou, quem sabe, a vitória. Porque as McLaren ainda mostram que têm o melhor carro atualmente. Button, um dos favoritos a fazer a pole, ficou em 5º e culpou a estratégia de sair mais tarde e perder a boa temperatura dos pneus. Conhecendo sua técnica em corridas, é outro em que aposto para um pódio.

Schumacher ainda está vivo, mas a Mercedes anda muito bem em treino por causa de seu sistema de dutos acionados pelo DRS, o que na corrida isso não funciona tão bem. Em todo caso é ótimo ver o heptacampeão na primeira fila novamente. Mas os prateados alemães terão de fazer uma estratégia muito bem feita se quiserem ver a bandeira quadriculada entre os 3 primeiros. O carro gasta muita borracha. Vão incomodar muito, mas como eu não aposto mais muita coisa em corrida com a Mercedes, espero que Ross Brown queime minha língua e aproveite a pista chinesa, que dá potencial para seus carros e pilotos mostrarem serviço.

Peter Sauber, que não está na China, deve estar se empanturrando de queijo, vinho e um chocolatinho com o 3º lugar do japonês voador. Koba-mito conquistou o segundo melhor resultado num grid da escuderia suíça (Frentzen foi terceiro no grid no Japão em 1994 e Alesi fez dois segundos, em 1998 na Áustria e em 1999 na França). Checo Pérez, que andou muito no Q1 com pneus macios, inclusive fazendo o melhor tempo (1min36s198), achou um honestíssimo 8º lugar. Vai ser briga boa entre os ponteiros com Kobayashi indo pra cima na largada e Pérez que só vai parar para trocar pneus por decreto. Se não forem atrapalhados no começo, vão levar mais um bocado de pontos para casa.

Hamilton, Rosberg e Schumacher foram os mais rápidos no treino (Foto: Getty Images)

Raikkonen, o homem de gelo, ficou com o quinto tempo e larga em quarto. Tem carro e frieza para fazer uma boa corrida. Vai na sua tocada, quietinho, mas vai deixando sua marca. Se aparecer no pódio não será uma surpresa. Grosjean fechou o top-10. Andou bem nos treinos e nas sessões do qualifying. Se vai terminar a prova é outra história. Vamos ver se dessa vez ele completa uma corrida.

A Red Bull foi mais que discreta em Xangai. O australiano pela terceira vez em três provas vai largar na frente do companheiro de equipe, mas o 6º lugar é pouco. Newey perdeu seu trunfo de 2011, o difusor soprado, e ainda não achou a solução para manter seu projeto à frente dos outros. Vettel, acreditem, foi ceifado do Q3 por ninguém menos que Alonso, o mágico espanhol.

O alemãozinho bicampeão tem sua pior posição de largada desde o GP do Brasil de 2009, quendo foi o 15º, e está insatisfeito com o balanço do carro, mas mesmo assim, tomar 3 décimos do companheiro é estranho demais. A troca do escapamento não justifica essa diferença toda. E junto com ele ficaram Massa, Maldonado, Senna, Di Resta, Hulk e Ricciardo no Q2. Aliás, apenas 0.282s separaram os 10 primeiros pilotos no Q2, o que é a menor diferença desde 2006, quando o sistema foi adotado.

Fernandito colocou sua Ferrari na raça na última parte da classificação, mostrando que, além de talento de sobra, tem estrela, muita estrela. Só que os vermelhos vão brigar por migalhas nessa prova. Felipe diz que não tem muita explicação para o carro não render o esperado depois da semana de internato em Maranello. Cada vez mais ele se afunda na lama e parece não ter forças para sair. Se fizer uma prova mais relaxada, sem compromisso e dar sinal de vida, pode ganhar um respiro e uma folga da imprensa italiana, porém o carro não lhe dá maiores esperanças para motivá-lo psicologicamente.

Sebastian Vettel irá largar apenas da 11ª posição em Xangai (Foto: Steven Tee/LAT)

Só Senna-sobrinho que chegou muito perto de Maldonado, mas larga atrás do companheiro. Force India e Toro Rosso passaram despercebidas. E de resto, tudo igual e em duplinhas. A nota de corte no Q1 ficou com os mesmos de sempre: Vergne, Kovalainen, Petrov, Glock, Pic, De la Rosa e Karthikeyan. Pelo menos as Hispanias ficaram dentro do limite de tempo de 107% e vão largar dessa vez.

Nota: a Ferrari está usando a asa de 2011 ao invés da que foi concebida para esse ano, o que mostra que a situação em Maranello é delicada. O carro nasceu ruim, muito ruim.

E o que está causando polêmica ainda é que Bernie Ecclestone confirmou que vai ter corrida no Bahrein. Fato é que o chefão da F1 enfiou goela abaixo a prova barenita e todo mundo do grid. Com os conflitos rolando soltos à base de bombas e um pouco de sangue na capital Manana, a F1 vai para um lugar onde não é benquista nesse momento e nenhum piloto ou equipe teve colhões para falar um sonoro NÃO. Haverá uma reunião antes da prova com a cúpula das escuderias e Bernie, mas a FIA não está nem aí, falou que vai ter corrida e pronto.

Oxalá nada de mal aconteça, mas é vergonhoso. Que cancelassem a prova e o Bahrein e seus petrodólares que sustentam a empáfia e o mundo de aparências dos negociantes da F1 fosse esquecido, pelo menos por enquanto. Mas não estou tão certo quanto às garantias de paz e tranquilidade dessa corrida. Alguma merda deve acontecer.

Enquanto isso, vamos ver essa prova da China que promete. É daqui a pouco, às 4h.
Grid de largada – GP da China:

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min35s121
2º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min35s691
3º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min35s784
4º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min35s898
5º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s191
6º. Mark Webber (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s290
7º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s626 (*)
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min36s524
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min36s622
10º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), sem tempo

11º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s031
12º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min36s255
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min36s283
14º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min36s289
15º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min36s317
16º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min36s745
17º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), 1min36s956

18º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min37s714
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min38s463
20º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min38s677
21º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min39s282
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min39s717
23º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min40s411
24º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min41s000

(*) Perdeu cinco posições por troca de câmbio

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, Automobilismo Internacional, Formula 1

Made in China (4)

SÃO PAULO (acabou o domínio)– Depois de ver o GP da China de Fórmula 1 até o final e de ter um domingo bem ocupado, só agora achei um tempinho para escrever aqui sobre a corrida. Também teve a Stock Car de manhã, mas isso fica para depois. Vamos ao que interessa.

Para quem reclamava que a Fórmula 1 estava chata, que os GPs da Austrália e Malásia foram meio mornos mesmo com as artificialidades inventadas pela FIA, teve de engolir seco – eu incluso. A corrida em Xangai foi excelente, a melhor desse ano e melhor até que as últimas da temporada passada. E quem esperava um domínio da Red Bull com Sebastian Vettel, foi surpreendido com reviravoltas, estratégias diferentes, disputas pela primeira posição o tempo todo entre vários pilotos diferentes, drama com pneus e alternativas mil. Sensacional!

Grande parte do crédito dessa prova memorável vai para os pneus da Pirelli, aliados à dupla DRS + KERS. A borracha italiana é temperamental, uma hora ela dura bastante, outra hora acaba de uma vez. É um fator decisivo para as estratégias de corridas. E quem se deu bem nesse GP foi a McLaren com seu menino-prodígio de outrora, Lewis Hamilton, vencedor com uma vitória maiúscula na China, conquistada na gana. Vitória de encher os olhos, emocionante, uma vitória da equipe inteira.

O inglês, que quase ficou fora da prova por causa de um vazamento de combustível antes da largada, conseguiu alinhar seu carro no grid a 30 segundos do fechamento dos boxes depois da equipe suar para resolver o problema. Na largada, pulou na frente de Vettel na primeira curva junto de seu companheiro Jenson Button, deixando o alemão da Red Bull em terceiro. Sebastian novamente teve problemas com o KERS da Red Bull e deixa a escuderia austríaca em alerta para resolver este problema que lhe custou a vitória. Já são três corridas que o aparato não funciona direito. Uma quarta já começaria a ficar trágico.

Mas com uma excelente estratégia de três paradas, Hamilton ainda teve de superar Vettel a cinco voltas do fim, numa bela manobra. Mais constante o tempo todo, o inglês foi inteligente de ter economizado um jogo de pneus macios na classificação, o que deu uma vantagem a mais para sair da China com o troféu de primeiro lugar.

Foram vários os personagens dessa prova. Alguns com mais destaque, outros nem tanto. Mas um dos que protagonizaram uma bela corrida foi Mark Webber.

Ele mesmo, o australiano que largou em 18° veio jantando todo mundo, com paciência e determinação, e escalou o grid inteiro para fechar a prova na terceira posição, logo atrás de seu companheiro, Vettel, o segundo colocado.

Uma prova brilhante de Webber, que no pódio exibiu aquele sorriso de missão cumprida, satisfeito, e que mostrou o velho brilho nos olhos, adormecido nos últimos tempos. Arrisco dizer que mais umas 10 voltas ele estaria dividindo curva com Hamilton pele primeiro lugar.

O único abandono foi de Alguersuari (Toro Rosso), que ficou sem uma roda depois de um pit stop. Felizmente não houve nada de mais, a roda parou na grama e Jaime se arrastou com três rodas até parar. De resto umas disputas aqui e ali com alguma veemência, como Pérez e Sutil, com uns bicos e aletas voando, e Koba-san, o mito, que apareceu com meio bico quebrado, mas logo consertado.

Falando em Kobayashi, o japonês vai deixar Schumacher louco. Mais uma vez, um pequeno duelo entre eles. O heptacampeão parece ser a vítima preferida das ultrapassagens do mito. E a Sauber vai se firmando com um carro estável, que levou Koba-san ao 10° lugar, nada mau. Só Pérez que abusou demais e ficou só em 17° depois de ser punido por causar um acidente.

E a cena mais pitoresca deste GP ficou a cargo de Jenson Button. O mclariano foi fazer seu pit-stop e errou de box; entrou no da Red Bull. Vettel vinha logo atrás. Os mecânicos ficaram loucos e mandaram o inglês passar rápido. Na saída, Vettel pulou à frente de Button. No mínimo curioso. Seria interessante ver se, no ato mecânico de se fazer pi-stops ultra-rápidos, a Red Bull trocasse os pneus de Button. E o inglês assumiu a culpa: “Estava olhando para baixo e errei o lugar”, disse ele.

No fim, Button teve problemas com seus pneus e torceu para a prova acabar logo. Conhecido por saber poupar a borracha como poucos pelo seu estilo de pilotagem, eu mesmo achava que ele fosse superar Hamilton, mas o que se viu foi o contrário. Jenson sofreu com o desgaste e poderia ter terminado até mais para trás do que o 4° lugar.

Já as Renault não mantiveram o mesmo desempenho das duas provas iniciais, onde conquistaram dois terceiros lugares. Petrov e Heidfeld, após largar em 10º e 16º, chegaram em 9º e 12º, respectivamente. A Renault foi uma das equipes que adotou a estratégia de duas paradas, que não se mostrou a mais eficiente durante a corrida. E Nick ainda teve problemas com o KERS.

Na Ferrari, Massa saiu satisfeito com o 6° lugar. Felipe pilotou como há tempos não pilotava. Um ótimo desempenho, que beneficia sua posição na equipe, e dá um ânimo revigorado para a Turquia. Já na largada o brasileiro mostrou isso, dando um pulo espetacular, quase ficou em terceiro, mas Vettel conseguiu fazer a primeira volta na frente dele.

Massa andou sempre perto dos líderes na prova, ficou em segundo durante muito tempo e chegou distantes 15 segundos à frente do companheiro bicampeão, Alonso, mas a Ferrari errou em fazer duas paradas. No fim, quase sem pneus, Felipe foi ultrapassado e se contentou em pontuar.

O outro ferrarista, Alonso, mais brigou com o carro do que pilotou. Se tem um bom ritmo de corrida, a Ferrari sofre com a deficiência aerodinâmica. Os pacotes novos para o carro não estão resolvendo, vai ser difícil entrar na fase europeia do calendário assim. Que resolva logo.

Menção honrosa para Nico Rosberg e Michael Schumacher. A Mercedes andou muito bem e fechou a primeira perna asiática em 5° e 8°, respectivamente. Schumi largou de 14°. E Rosberg chegou a liderar por várias voltas, mas o consumo de combustível o fez tirar o pé no fim e matou as claras chances de pódio. Mas a equipe melhorou muito e está no caminho certo.

A Williams se perdeu esse fim de semana, nada deu certo. Barrichello ficou andando lá atrás, sem poder extrair muita coisa do carro e se limitou a completar a corrida. Maldonado sumiu. Uma corrida para esquecer. Tomara que a equipe se acerte para a Turquia, porque está ficando crítico.

Lá atrás, a Lotus pôs uma volta sobre as Virgin e as Hispania, um feito e tanto. Foi o melhor desempenho da equipe desde que estreou no ano passado. E as Hispania terminaram a prova com os dois carros, outro feito e tanto.

Por último, vou falar de Paul di Resta, que quase marcou seu terceiro ponto. Ficou meio segundo apenas atrás de Koba-mito. Esse escocês é muito bom piloto.

GP da China – Resultado da prova:

1°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 56 voltas
2°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 5s1
3°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 7s5
4°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 10s0
5°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 13s4
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 15s8
7°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 30s6
8°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 31s0
9°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 57s4
10°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1min03s2
11°. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1min08s7
12°. Nick Heidfeld (ALE/Renault), a 1min12s7
13°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 1min30s1
14°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1min30s6
15°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1 volta
16°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault), a 1 volta
17°. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1 volta
18°. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 1 volta
19°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault), a 1 volta
20°. Jérome D’Ambrosio (BEL/Virgin-Cosworth), a 2 voltas
21°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 2 voltas
22°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 2 voltas
23°. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) a 2 voltas
24°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), Abandonou

Classificação – Pilotos

1°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 68 pontos
2°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 47
3°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 38
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 37
5°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 26
6°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 24
7°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 17
8°. Nick Heidfeld (ALE/Renault), 15
9°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 10
10°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 7
11°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 6
12°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 4
13°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), 2
14°. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 2 pontos

Classificação – Equipes

1°. Red Bull-Renault, 105 pontos
2°. McLaren-Mercedes, 85
3°. Ferrari, 50
4°. Renault, 32
5°. Mercedes, 16
6°. Sauber-Ferrari, 7
7°. Toro Rosso-Ferrari, 4
8°. Force India-Mercedes, 4
9°. Lotus-Renault, 0
10°. Virgin-Cosworth, 0
11°. Williams-Cosworth, 0
12°. Hispania-Cosworth, 0

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, filmes, generalidades

Made in China (3)

SÃO PAULO (já fui melhor de palpite) -Vamos começar do começo. Ninguém esperava Webber ser degolado no Q1. Eu mesmo achei que era um jogo de cena da Red Bull para o terceiro treino, já que o australiano havia andado muito bem no primeiro treino livre. Mas largar em 18º é para deixar qualquer um possesso da vida, como ficou o piloto que saiu pisando duro e olhando feio pra todo mundo. De resto, lá atrás, tudo normal. Virgin, Hispania e Lotus fizeram seus papeis e vão escoltar uma Red Bull, estranha naquele ninho ali.

Webber saiu reclamando que a equipe não deixou que ele treinasse com pneus macios, ele usou só os duros o fim de semana todo. E também que a equipe ficou arrumando o KERS (que a Red Bull praticamente não usa) enquanto os treinos iam passando. O piloto do carro nº 2 vai chiar ainda mais, já que não vai poder usar o KERS na largada. Corre o sério risco de ser ultrapassado na primeira curva pelas “nanicas” da categoria, se não tomar um toque de graça no bolo.

Mas mesmo assim, foi surpresa geral, negativa. E isso vai dar polêmica interna nos touros vermelhos e muito pano para manga na imprensa geral até a corrida.

Outro que queimou minha língua foi Petrov. Achei que ele ia ficar entre os dez primeiros, mas o russo armou um salseiro no Q2 quando a Renault simplesmente travou no meio da pista. As marchas foram diminuindo até o carro parar de súbito, com o problema hidráulico padrão. Como já era o 10º, ele larga dessa posição. E dá-lhe bandeira vermelha.

Treino interrompido e todo mundo roendo as unhas. Com 2 minutos sobrando, foi um pega-pra-capar para os pilotos saírem dos boxes e marcar tempo para o Q3. Não me lembro de outra classificação disputada no roda-a-roda. Todo mundo saiu em fila e disputando freada para abrir a volta. Mas Schumacher e Heidfeld também queimaram minha língua. Nenhum dos dois conseguiu passar ao Q3. E Barrichello repetiu o 15º lugar da Malásia, com seu Williams que não ata nem desata.

Quem não tem nada a ver com isso é Vettel. Mais uma classificação, mais uma pole-position, a sexta nas últimas sete corridas. Sebastian sai na frente e já tem grande vantagem para levar a terceira vitória consecutiva. Acho que vou apostar nele dessa vez. A exemplo do último treino livre, o alemão saiu só uma vez, fez uma volta voadora e vai largar na frente de novo.

Do primeiro ao sexto lugar, as posições são as mesmas do terceiro treino. Vettel, Button, Hamilton, Rosberg, Alonso e Massa.

Felipe andou bem, mas ainda ficou atrás do espanhol. As Ferrari largam separadas por apenas 0s036. Mais uma chance para Massa fazer suas largadas sensacionais e ganhar umas posições na primeira volta.

Outras boas surpresas foram a presença de Alguersuari, Di Resta e Buemi entre os dez primeiros. O escocês já desponta como o melhor estreante até aqui, andando na frente de seu companheiro de equipe, o promissor Sutil, da promissora Force India. E as Toro Rosso, que continuam com a boa sina de não depender tanto da matriz para fazer seus brilharecos.

Arrisco um palpite? Sim. Vou de Vettel, Button e Massa para o pódio. Vamos ver se dá certo agora.

O GP da China de F-1 tem largada marcada para as 4 da manhã (de Brasília), com transmissão ao vivo da Rede Globo e das rádios Jovem Pan, Bandeirantes e Globo CBN.

GP da China – Grid de largada

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min33s706
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min34s421
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min34s463
4º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min34s670
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min35s119
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min35s145
7º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), 1min36s158
8º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min36s190
9º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min36s203
10º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), sem tempo no Q3

11º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), 1min35s874
12º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min36s053
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min36s236
14º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min36s457
15º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min36s465
16º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), 1min36s611
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min36s956

18º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min36s468
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), 1min37s894
20º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), 1min38s318
21º. Jérôme D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), 1min39s119
22º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), 1min39s708
23º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), 1min40s212
24º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), 1min40s445

*107% do tempo do Q1: 1min41s941

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, Formula 1, generalidades

Made in China (2)

SÃO PAULO (óbvio) – E deu Vettel de novo no terceiro treino livre do GP da China. É bom que para a corrida a FIA instale binóculos nos carros, pois é o jeito que os outros vão ver o alemãozinho, de longe. Sebastian acelerou fundo quando precisou e consolida o primeiro lugar. Se não errar nada, dá ele na pole de novo.

Legal foi ver as Mercedes com Rosberg e Schumacher. Ambos os tedescos mostraram que a equipe está acertando o caminho. Vovô Schumi andou muito bem, deu um gás danado e mostrou que está em forma, mas fechou em 9º apenas. E o alemão mais novo chegou a  cravar a pole com 1min35s677, mas não pode comemorar muito, Button logo em seguida fez 1min35s176. Segundos depois veio Vettel para dizer que a bola é dele e se ele quiser ninguém mais joga.

O atual campeão foi o primeiro e único a virar menos de 1min35s; virou 1min34s968. Enquanto todo mundo se descabela e dá voltas e mais voltas atrás de um décimo a menos no tempo, Sebastian sai do box, dá uma volta só, crava o tempo e retorna para ver televisão. Parece fácil demais.

Button fechou o terceiro treino em Xangai com uma excelente 2ª posição e ficou à frente de Hamilton, o 3º, apenas 0s197 atrás. Bom para a McLaren, muito bom. Ainda mais porque Vettel está arriscando bastante para tentar consolidar a primeira posição. Mesmo com os pneus de borracha de caderno da Pirelli se desgastando menos em Xangai do que em Sepang, é bom Vettel segurar o ímpeto, na corrida pode ser a diferença que a McLaren precisa.

Outro ponto interessantíssimo do treino foi ver as Force India no grupo dos dez primeiros. Adrian Sutil, 8º, e Paul di Resta, 10º, vêm fazendo um trabalho dos mais honestos, levando um carro em franca evolução. São outros dois que vão dar trabalho na classificação e na corrida.

Petrov se enfiou ali no meio com seu Renault e fechou em 7º lugar, bem à frente de “Quick” Nick que depois de ter cortado grama nos treinos anteriores ainda não achou a mão, vai ter de lutar para chegar no Q3.

Felipe Massa andou bem nesta sessão e está colado em Alonso, mas ainda atrás do espanhol. Nem vou falar da asa que Fernando tem e que Felipe não tem para evitar pachequismos, mas é bom Massa tirar um coelho da cartola nessa classificação.

Webber nem andou direito e sumiu no treino, deu só 5 voltas. Terminou em 15º. Ou surpreende e faz sombra a Vettel como no primeiro treino, ou vira coadjuvante novamente na China.

E a Virgin, pelo andar da carruagem (carruagem, mesmo), está para tomar o posto da Hispania lá atrás. No começo do treino, Timo Glock levou uma eternidade para conseguir completar só uma volta, sempre dava algo errado. No final, D’Ambrosio ao bater 320 km/h foi fazer uma curva e quase que o carro explode; passou por cima de uma zebra até o fim, destruindo a asa dianteira e ralando o assoalho. Parecia uma cena de bike trial, o belga deve estar chacoalhando até agora, vai precisar de aspirina.

Mas para chacoalhar as coisas, meu palpite para o grid é Button, Vettel, Hamilton, Rosberg, Massa, Petrov, Alonso, Schumacher, Webber e Heidfeld, para fechar os dez primeiros. Vamos conferir às 3h.

Classificação – treino livre 3

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min34s968 (13)
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s208 (15)
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s405 (14)
4º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s709 (18)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s850(17)
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1s003 (15)
7º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1s130 (18)
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s157 (15)
9º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1s173 (14)
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1s402 (18)
11º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 1s436 (16)
12º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s614 (18)
13º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1s628 (17)
14º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1s749 (16)
15º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 1s928 (5)
16º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1s985 (14)
17º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s039 (20)
18º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2s336 (18)
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 3s208 (12)
20º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 3s771 (12)
21º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 4s970 (17)
22º. Jérôme D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 5s030 (16)
23º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 5s625 (17)
24º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), a 5s913 (18)

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, Formula 1

Made in China

SÃO PAULO (terceira etapa, mesmo protagonista) – Nesta madrugada aconteceram os dois primeiros treinos para o Grande Prêmio da China, terceira prova do calendário 2011 da Fórmula 1. E mais uma vez deu Vettel. O atual campeão dominou as duas sessões de treinos livres; na primeira ficou 0s615 à frente do segundo colocado, seu companheiro de equipe Mark Webber e, na segunda sessão, marcou 1min37s688 e ficou 0s166 à frente do segundo colocado, Lewis Hamilton, da McLaren.

Difícil de ser batido. O bom é que a McLaren conseguiu andar um pouco mais perto de Vettel. mas Hamilton ainda não ficou satisfeito com o acerto do carro, ficou desconfortável, segundo disse. O problema parece ser pacote de atualizações, mas um ajuste mais fino pode encher o time de Woking de esperança para a corrida em Xangai.

Button,  vencedor da corrida chinesa no ano passado, também chiou a respeito do equilíbrio do MP4-26, mas disse que o carro apresenta um rendimento melhor que os o das outras equipes quando utiliza os pneus duros. Jenson, que sabe como poucos poupar pneus, pode surpreender nessa classificação.

Já Nick “The Quick” Heidfeld (gosto desses apelidos. O último legal era do holandês Jos “The Boss” Verstappen, também conhecido como “The Flying Dutchman”) andou muito bem, mesmo rodando por duas vezes e acabando nos pneus. O alemão da Renault, que anda no lugar de Kubica enquanto o polonês se recupera do acidente de rali, admitiu a culpa pelos dois acidentes. Mesmo assim ficou otimista para a classificação, já que conseguiu um bom resultado –  5º tempo na primeira sessão – mesmo ficando fora de boa parte do treino.

Webber sumiu na segunda sessão. Depois de sair com o 2º posto na primeira, ele fechou o dia num discreto 10º lugar. Mas este guia um Red Bull, então ainda tem lenha para queimar.

No lado brazuca, Barrichello não ficou satisfeito com a estreia do novo sistema de escapamento em seu Williams e terminou a sexta-feira no 16º lugar. O carro aparentemente não melhorou e o time vai estudar até o terceiro treino livre se vai usar a novidade na corrida ou se volta à configuração de Sepang.

Já Felipe Massa andou bem e terminou no 6º lugar, bem à frente de Alonso (14º), que quase não foi para a pista por causa de problemas hidráulicos. Mas dificilmente a Ferrari vai conseguir alguma coisa melhor que isso neste final de semana. A luz amarela acendeu na scuderia italiana.

Uma boa surpresa foi a Mercedes, que marcou bons tempos com Rosberg e Schumacher. Vai brigar direto com Renault e McLaren pelas primeiras posições logo atrás dos touros vermelhos.

O destaque positivo vai para a estreia do baiano Luiz Razia em treinos livres na Fórmula 1, mesmo com a quebra da suspensão de sua Lotus. Mas ele andou bem até o problema e merece mais chances da equipe ao longo da temporada. Razia é muito técnico e sabe como poucos passar informações aos engenheiros e como tirar mais do carro em voltas rápidas.

Até a Hispania melhorou um pouco (não quebrou nada, pelo menos) e parece estar livre do fantasma dos 107% de tempo. Mas vai brigar com a Virgin, que andou mal hoje, para ver quem é o menos pior do grid. A Lotus já progrediu e saiu desse grupo, mas está longe das Sauber, das Toro Rosso e das Force India. Ponha-se Williams aí nesse bolo e temos os confrontos para o fim de semana, em três grupos distintos.

A próxima sessão de treinos livres em Xangai é na madrugada de sexta para sábado, à 0h (de Brasília), e a classificação acontece às 3h. Os resultados estão abaixo; créditos ao site Tazio. Entre parênteses, o número de voltas de cada piloto.

Classificação – treino livre 1

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min38s739 (23)
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s615 (27)
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 2s106 (21)
4º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 2s201 (22)
5º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 2s248 (5)
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 2s307 (25)
7º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2s450 (20)
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 2s483 (20)
9º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 2s492 (16)
10º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 2s589 (21)
11º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 2s622 (23)
12º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 2s695 (15)
13º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 2s755 (20)
14º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 2s840 (13)
15º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s871 (18)
16º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 3s013 (20)
17º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 3s200 (25)
18º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 3s562 (23)
19º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 5s053 (20)
20º. Jérôme D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 5s350 (20)
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 5s620 (18)
22º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 5s699 (11)
23º. Luiz Razia (BRA/Team Lotus-Renault), a 5s803 (9)
24º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), a 6s280 (23)

Classificação – treino livre 2

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min37s688 (34)
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s166 (22)
3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 0s247 (31)
4º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 0s255 (34)
5º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s417 (29)
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 0s819 (36)
7º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1s047 (35)
8º. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault), a 1s117 (26)
9º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a 1s171 (31)
10º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 1s639 (33)
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s850 (33)
12º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a 1s979 (37)
13º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 2s083 (18)
14º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 2s091 (17)
15º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 2s140 (25)
16º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a 2s237 (32)
17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2s265 (30)
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), a 2s788 (30)
19º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), a 3s794 (32)
20º. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth), a 5s214 (25)
21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a 6s162 (3)
22º. Jérôme D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), a 6s320 (35)
23º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a 7s059 (12)
24º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), sem tempo (0)

Deixe um comentário

Arquivado em automobilismo, Formula 1