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God save the Aussie

São Paulo (Mineirinho da Austrália) – Como a coluna dessa semana ainda não entrou no portal Oh!Men, to colocando aqui mesmo. Visitem o site, mas comentem aqui.

A chuva não castigou Silverstone como de costume. Em vez disso o sol brilhou e iluminou um piloto considerado até agora um azarão. Mark Webber garantiu sua segunda vitória no ano (sim, muita gente se esquece que ele faturou o GP de Mônaco) e vai trilhando um caminho que aponta para a disputa do título, como em 2010. Num campeonato maluco como esse, qualquer pontinho é importantíssimo e o mair regular vai chegar na frente. Por enquanto, a disputa vai se desenhando entre Hamilton, Alonso, Vettel e Webber que, como um autêntico mineirinho, vem discreto, comendo pelas beiradas e se arrumando seu lugar ao sol.

 

Neste GP da Inglaterra, a escolha de pneus foi fundamental. Fernando Alonso apostou numa estratégia que parecia ser a mais certa, largando com pneus duros e deixando os macios para o último stint, quando a pista ficaria mais emborrachada. Mas Webber fez o contrário, largando de macios e deixando os compostos mais duros para o final e, após uma parada antecipada nos boxes, o australiano chegou em Alonso e passou o líder do campeonato numa manobra magistral, por fora, para garantir a vitória e o segundo lugar na classificação de pilotos.

No entanto, na Red Bull o nome da vez ainda é Vettel, que, não fosse a quebra em Valência, estaria na frente do canguru. O alemãozinho continua como protegido dos rubrotaurinos e tem mais chances de faturar o tricampeonato do que Mark ganhar o seu primeiro, muito por conta da soma talento + juventude, mas também porque Webber deixou escapar a chance dois anos atrás. Mesmo assim, essa prova continua embolando o campeonato mais eletrizante dos últimos tempos e definindo a briga entre Red Bull, Ferrari e McLaren.

A Ferrari trabalhou bem e perdeu no detalhe, mas mostra que tem carro para brigar até o final depois de um começo de temporada desastroso. Prova disso é que além de manter Alonso na liderança mesmo com o segundo lugar, Felipe Massa conseguiu uma excelente quarta colocação na prova. O brasileiro se acertou com os pneus, seu maior problema desde o início do ano, e vem se entendendo com o carro. Além disso, mostrou confiança e arrojo, coisa que há tempos não acontecia, o que, por tabela, aumenta suas chances de se manter na scuderia em 2013. Tem todo motivo para comemorar.

O outro brasileiro, Bruno Senna, também fez uma ótima corrida e chegou nos pontos, mas precisa melhorar na classificação, que tem perdido constantemente para seu companheiro de garagem Pastor Maldonado. Pelo menos tem feito bem seu trabalho e parece que por hora vai afugentando o fantasma de Valtteri Bottas, piloto reserva que usa seu carro e que pode tomar sua vaga ano que vem. E o venezuelano foi o ponto fraco da corrida. Se achou com Sergio Pérez e acabou com a corrida do mexicano da Sauber numa manobra desastrada. A vitória na Espanha foi uma exceção na caminhada, ao que parece. É um dos pilotos que mais se envolvem em confusões ao longo dessa temporada.

Falando nisso, a outra Sauber, a do mito Kobayashi, protagonizou uma cena quase trágica, mas que felizmente não rendeu mais que um susto e uns hematomas. No ímpeto de ganhar uns décimos de segundo para chegar na zona de pontos, o japonês entrou com tudo nos boxes e atropelou seus mecânicos. Freou tarde demais, o carro travou na frente e deslizou no concreto pouco aderente dos novos boxes em Silvertone. Koba-san dá uma no cravo, outra na ferradura.

E ainda nessa linha, quem se deu mal foi a McLaren. Desempenho pífio correndo em casa. Hamilton em oitavo e Button em décimo é um resultado muito fraco. Jenson sumiu. Venceu uma vez, na estreia, na Austrália, e só tem feito corridas razoáveis. Já Lewis vem se esforçando como pode e se mantém entre os primeiros, mas o desempenho do time de Woking é de fazer cair o resto dos cabelos de Ron Dennis. A Ferrari trabalhou em três turnos e deu um carro praticamente novo para seus pilotos. A Red Bull pôs desconto nas latinhas de energético e financiou as mudanças certas para sua dupla. Só os prateados que acharam que iam melhorar o cenário sem fazer esforço e deixaram os titulares descansando nos testes de meio de temporada, em Mugello. Deu no que deu.

Até a Lotus conseguiu um saltinho de qualidade. Só Raikkonen que sofreu atrás de Massa, mas o quinto lugar foi bom para equipe, que vai pontuando e garantindo o bônus em dinheiro no fim do ano. Grosjean também fez uma bela prova, mesmo com a largada ruim, só que remou muito para se recuperar e conseguiu uns pontinhos, finalizando logo atrás do finlandês. A equipe é consistente e fez um ótimo carro, mas algo atrapalha ainda, como erros de estratégia, escolha de pneus, paradas em boxes…

E a Mercedes vai indo. Schumacher fez um bom sétimo lugar, mas parece pouco pelo que prometia. Ainda mais porque Rosberg ficou em 12º. Depois do pódio do queixudo em Valência, esperava-se mais. E o resto é o resto, completando a tábua de chegada sem surpresas.

Só lembrando que apenas Alonso e Webber ganharam duas vezes, mas como o australiano é azarão, será a maior surpresa do mundo caso ele venha a conquistar o campeonato, mesmo que ele esteja mostrando que pode fazer isso com os resultados até aqui. O estilo mineirinho dele, quem sabe, pode ser seu maior trunfo.

 

GP da Inglaterra – Resultado final

1º Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1h25:11.288
2º Fernando Alonso (ESP/Ferrari) + 3.060
3º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) + 4.836
4º Felipe Massa (BRA/Ferrari) + 9.519
5º Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) + 10.314
6º Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) + 17.101
7º Michael Schumacher (ALE/Mercedes) + 29.153
8º Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) + 36.463
9º Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) + 43.347
10º Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) + 44.444
11º Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) + 45.370
12º Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) + 47.856
13º Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) + 51.241
14º Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) + 53.313
15º Nico Rosberg (ALE/Mercedes) + 57.394
16º Pastor Maldonado (VEM/Williams-Renault) + 1 volta
17º Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) + 1 volta
18º Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) + 1 volta
19º Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) + 1 volta
20º Pedro De la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) + 2 voltas
21º Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) + 2 voltas
22º Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) abandonou
23º Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) abandonou
24º Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) abandonou

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Ville de Montréal (2)

São Paulo (nunca antes na história…) – Como todo jornalista, torci para a Fórmula 1 ver seu sétimo vencedor diferente em sete provas disputadas nesta temporada, feito inédito na história. E foi o que aconteceu, para deleite de todos os profissionais de comunicação que tinham a manchete pronta desde a etapa passada, quando Webber sagrou-se vencedor em Mônaco. Hamilton, que foi ao pódio nas três primeiras etapas, apresentou sua melhor pilotagem no Canadá – palco de seu primeiro triunfo na categoria – e conquistou sua 18ª vitória, embolando de vez o campeonato. Um prêmio pela regularidade.

Mas o resultado foi quase um roteiro de filme. Somente a sete voltas do fim que o maclariano conseguiu ultrapassar Alonso para assumir a ponta da corrida e da tabela de pontos. E o espanhol, que começou a toda, não deixando Vettel – que largara na pole position – escapar da sua alça de mira, caçando o alemão e liderando a prova numa estratégia ousada de uma parada, viu de longe o triunfo do desafeto. A Ferrari se deu mal e Fernando, de líder, em seis voltas perdeu a vantagem que tinha por causa dos pneus já na lona e ficou com o quinto lugar. Vettel, que é inteligente, viu que ia ficar penando como o espanhol se ficasse abusando dos pneus, parou, trocou os calçados e foi buscar Alonso de novo, passando o ferrarista no finalzinho. O tedesco sabe que qualquer pontinho é importante nessa temporada e tratou de se manter entre os ponteiros.

Já Massa largou bem e vinha com vontade, agressivo, mas rodou sozinho quando era 5º colocado e estava no encalço de Webber (a menos de um segundo) e acabou com suas chances. Tem certas pistas que não casam com pilotos e vice-versa. No Canadá, Felipe nunca chegou a subir no pódio, tendo um 4º lugar como melhor resultado quando ainda corria pela Sauber. Montezemolo vai ter de ter paciência de monge tantas foram as chances e palavras de ajuda para o brasileiro. Após a prova, em entrevista aos jornalistas brasileiros, admitiu: “Foi uma cagada”. Foi mesmo, mas há de se ressaltar que ele andou bem todo o fim de semana, foi aguerrido e ainda lucrou um pontinho para o time depois de tudo isso. O outro brasuca, Bruno Senna, ficou em 17º, pífio, para não dizer outra coisa. Maldonado foi menos pior, 13º, mas a Williams deu um passo para trás na ilha de Notre-Dame. Espero que seja só um lapso.

Outro apagado foi Button, que em mais uma corrida péssima, deu adeus às chances de título. Venceu no começo do ano e só. Em Montreal, contentou-se em completar a corrida. Webber, depois da vitória na última etapa, foi coadjuvante, mas andou bem. Rosberg deu trabalho pra todo mundo e fez uma prova digna. Schumacher, coitado, de sortudo nos tempos ferraristas, virou abóbora na Mercedes. Abandonou com uma asa móvel que não se movia, abriu na reta e lá ficou, paradona. É aquela coisa de equipamento de meio milhão de euros que precisa ser consertado na marreta.

Mas a surpresa da etapa foi um pódio com Grosjean e Pérez. Fantástico. Sempre é boa uma prova assim, com essas coisas inesperadas acontecendo no final. Lotus e Sauber são duas equipes que sabem cuidar da borracha maluca da Pirelli, coisa que a Ferrari não faz, destruindo os pneus. Checo e Romain, que já conheciam os compostos italianos da época de GP2, fizeram uma parada só e andaram muito rápido depois mesmo com pneus desgastados. E aí viu-se no pódio coisa que há tempos não acontecia, de pilotos comemorando muito o segundo e terceiro lugares. A festa da champanhe foi bacana de se ver.

A prova teve outras coisas legais, com umas ultrapassagens mais rebuscadas e umas disputas por segundos nos boxes, que, como são mais curtos nessa pista, não deixam perder tanto tempo para quem para. Hamilton ultrapassou Alonso assim. O espanhol não conseguiu abrir tanta vantagem depois da parada de Lewis e entrou para fazer a sua com uma janela apertada. Voltou na frente, mas de pneus frios, tomou um passão por fora do inglês. Kobayashi não foi tão mito dessa vez, mas virou a nêmesis de Schumacher. Toda prova eles se acham em algum momento não importa a ordem, mas sempre sai uma faísca boa ou ruim.

E quem diz que não tem emoção na F1, que vá assistir golfe ou pólo a cavalo. A categoria está em voga de novo porque sabe se reinventar. Prova disso é que agora o campeonato fica com todo mundo meio junto na tabela: Hamilton com 88, Alonso com 86, Vettel com 85, Webber com 79 e Rosberg com 67. E com Lotus e Sauber no pódio, aumenta a lista de possíveis vencedores nos próximos Grandes Prêmios. Mesmo assim, acho que o título vai se desenhando para os três primeiros aí em cima, salvo se alguém encaixar umas vitórias e pódios que possam mudar esse panorama. E não acredito em mais um vencedor diferente, entretanto, fica complicado fazer alguma previsão.

O próximo GP é em duas semanas nas ruas de Valência, na Espanha. É uma corrida mais legal pela paisagem que pelo circuito, mas esperemos os treinos para apontar uma ou outra luz nesse campeonato doido. Vai ser brigado até o Brasil.

 

Resultado final – GP do Canadá:

1º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 40 voltas em 1h32min29s586
2º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 2s5
3º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 5s2
4º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 7s2
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 13s4
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 13s8
7º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 15s0
8º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 15s5
9º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 24s4
10º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 25s2
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 37s6
12º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 46s2
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 47s0
14º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 1min04s4
15º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
16º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 1 volta
17º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 1 volta
18º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 1 volta
19º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 1 volta
20º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 3 voltas

Não completaram:
Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), na volta 69
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), na volta 43
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), na volta 34
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), na volta 32

Fotos: Nextgen-auto.com

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Ville de Montréal (1)

São Paulo (modo inodoro: on) – Depois de dar um sumida deste blog, consegui um tempo para rascunhar umas bobagens sobre a Fórmula 1. E com 6 vencedores em 6 corridas, está difícil de prever qualquer coisa, o que deixa mais e mais emocionante.

Eu apostei em Vettel para a pole, e deu certo. O alemãozinho, dpois de fingir estar dormindo a maior parte do tempo, conseguiu, pela 32ª largar na frente de todos em sua carreira, igualando Nigel Mansell, com um temporal de 1’13″784. E aí veio a comemoração tradicional com o dedo indicador em riste fazendo o sinal de nº 1. Vettel é um demoninho quando quer (e quando o carro permite) andar rápido na qualificação. E como ele sabe como ninguém levar uma corrida rumo a vitória quando larga de cara para o vento, é um potencialíssimo canditato a vencer essa prova. E não acredito que haja um outro vencedor diferente dos seis – e nem que Maldonado vá ganhar de novo – nesse GP.

A Red Bull foi soberba no qualifying, tirando o doce da boca da McLaren que havia dominado a sexta-feira com Hamilton. Mas Lewis também andou barbaridade e foi o segundo colocado, ótimo para ele que não pode sequer pensar em ver o alemão desgarrar. Mas o maclariano ficou encaixotado entre dois bicampeões, já que Alonso segue logo atrás, em terceiro.

O legal é que o sábado mostrou elementos que darão o tom de emoção na corrida. A começar pelo próprio circuito, com seu Muro dos Campeões sempre fazendo suas vítimas (as Williams de Senna e Pastor que o digam). Mas no Q2, de Vettel, 1º, a Senna, 16º, todos ficaram separados por apenas 1 segundo, mostrando o equilíbrio entre as equipes. Kobayashi-mito não conseguiu sua vaga por um pentelhésimo (0s008).

Massa foi bem, afinal, depois da saraivada de críticas que vinha recebendo. Larga em 6º, mas mesmo assim é perto de Alonso. Parece que se achou com o novo carro que lhe deram. A Ferrari trabalhou duro e Montezemolo deu mais um voto de confiança ao brasileiro. Bom para ele, que aproveite, pois.

A prova promete e qualquer resultado é possível, mas sem apontar um favorito. Se for para continuar na onda do vencedor inédito, aposto em Hamilton. Só que as Red Bull, sem furos no assoalho, sem cubo de roda especial, sem nada ilegal, imoral ou que engorde, vai assombrar todo mundo. Em todo caso, é um programa imperdível amanhã!

Grid de largada – GP do Canadá (Montréal):

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min13s784 (16)
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min14s087 (22)
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min14s151 (23)
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min14s346 (19)
5º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min14s411 (25)
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min14s465 (24)
7º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), 1min14s645 (28)
8º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min14s705 (22)
9º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min14s812 (18)
10º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min15s182 (24)

11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min14s688 (21)
12º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min14s734 (22)
13º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min14s748 (18)
14º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), 1min15s078 (21)
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min15s156 (21)
16º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min15s170 (20)
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min15s231 (21)

18º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min16s263 (12)
19º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min16s482 (10)
20º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min16s602 (12)
21º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min17s492 (8)
22º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min17s901 (10)
23º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min18s255 (9)
24º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min18s330 (9)

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Zhōngguó (2)

São Paulo (Demorei!) – Queimei a língua. Nico Rosberg e sua Mercedes subiram no lugar mais alto do pódio na China, quem diria. Mas eu avisei que estava torcendo por um resultado como esse, visto que a pista em Xangai favorece os prateados alemães.

Eu não achava que a Mercedes fosse ganhar, mas ganhou. E parece que as coisas estão mudando um pouco nessa temporada. Nico, que pela primeira vez venceu na Fórmula 1, é o primeiro vencedor diferente em 3 anos, se não me engano desde Mark Webber em 2009, no GP da Alemanha. E, antes de entrarmos nos detalhes da prova, umas estatísticas dessa vitória de Rosberg: o alemão é o quinto piloto da história a ter demorado mais para ganhar sua primeira prova, que conseguiu somente após 111 GPs, atrás do australiano Mark Webber (130 GPs), do brasileiro Rubens Barrichello (124), do italiano Jarno Trulli (117) e do inglês Jenson Button (113). Para aumentar a importância do feito, Nico também é apenas o segundo filho de campeão mundial a vencer uma corrida de Fórmula 1. Seu pai, o finlandês Keke Rosberg venceu o título em 1982. O outro foi Damon Hill, filho de Graham Hill, bicampeão em 1962 e 1968.

Três corridas, três vencedores diferentes, cada um de uma equipe. Esse triunfo do time de Ross Brawn põe mais pimenta no molho da F1 neste começo de temporada. A Mercedes deve brigar por mais do que pontos e é válido pensar que pode beliscar umas vitórias, já que a Red Bull não se achou ainda e a Ferrari vai sobrevivendo como pode. E a McLaren tá lá, aparecendo em tudo que é foto com seus dois pilotos e assim lidera as duas classificações. Hamilton, terceiro na prova, assumiu a ponta com 45 pontos e nenhuma vitória (foram três terceiros lugares). Button, segundo em Xangai, vem logo atrás com 43 pontos

Fato é que Nico soube aproveitar sua pole e largou bem, parando um pouco mais tarde que os outros por ter feito poucas voltas na classificação, tendo mais borracha para gastar num carro que devora pneus com fome de glutão. E deu sorte de ter Button e Hamilton largando lá atrás, senão a disputa pelo primeiro lugar seria bem mais intensa do que a aparente folga que os 20 segundos de vantagem para Jenson apontaram. Além disso, Button teve um probleminha num dos pit stops e voltou meio atrasado para a pista. Mesmo assim, não chegaria em Nico, que fez duas paradas contra três do time de Woking.

A McLaren parece ter até agora o carro mais forte do circo, mas vai ter de lidar com a luta interna entre dois campeões e que são novamente postulantes ao título. Liberar a briga entre seus pilotos é praxe na escuderia, só que isso pode se tornar uma vantagem para Rosberg, que claramente vislumbra uma luz. Que comemore muito enquanto pode e aproveite o bom momento para pontuar o máximo que der. Talento ele tem, e agora, também tem carro.

Seu companheiro, Schumacher, poderia igualmente ter feito uma boa prova, mas perdeu a corrida num erro de box, quando foi liberado antes da roda dianteira direita estar totalmente presa e teve de abandonar. Triste. Queria ver o heptacampeão de novo no pódio.

A Red Bull está claudicante, sentiu o golpe da proibição do difusor soprado e o carro ficou instável demais na parte traseira. Nem o “novo” escapamento velho de Vettel deu resultado satisfatório. É bom lembrar que a equipe austríaca vem com um novo pacote para a temporada europeia a partir de Barcelona, mas antes tem de se virar como pode no GP do Bahrein, no próximo domingo. Sebastian largou em 11º e vinha jantando todo mundo, até ser o 2º a duas voltas do fim, mas foi sendo ultrapassado e garantiu um 5º lugar ao menos, sofrendo com o desgaste de pneus. Webber achou que seu carro tinha asas e quis voar na zebra; quase conseguiu e chegou em 4º. É importante conseguir o máximo possível de pontos nesse começo antes de tentar dar a virada na Espanha.

Boa corrida também fez Grosjean, que conseguiu completar uma prova esse ano, 6º lugar para ele. Já Kimi Raikkonen apostou numa estratégia e não deu certo. De repente, perdeu 10 posições em duas voltas. A Lotus tem um bom carro, mas é bom ficar de olho com tantas chances perdidas. Eric Boullier que o diga; está perdendo cabelos com isso.

E a ótima suspresa do GP chinês foi a Williams, que fez um carro acertadinho e que casou muito bem com o motor Renault. Bruno Senna repetiu o bom desempenho da última prova e, com ultrapassagens arrojadas e muita vontade, fez um bom 7º lugar com consistência. Só que de novo se encontrou com Felipe Massa, dessa vez na largada. Deu sorte que o pedaço da asa dianteira que quebrou não fez muita falta. De lambuja ainda chegou na frente do companheiro Pastor Maldonado e vai se firmando como escolha certa da equipe. O venezuelano chegou uma posição atrás após um ótimo duelo com Alonso e fechou a conta para o time de Grove, com os dois carros nos pontos. Sir Frank Williams deve estar sorrindo até agora.

Por falar em Alonso e Massa, a cada dia constatamos que a vitória do espanhol foi mesmo mágica, quase um alinhamento interplanetário. A Ferrari é um Fiat 147. Não anda e quase atrapalha quem vem atrás. É de chorar. Fernando foi 9º e Felipe o 13º, o que mostra a real posição do time nesse início de campeonato. E o brasileiro ainda não pontuou. Ao menos o time acertou nas táticas de corrida (apenas duas paradas para Massa), mas o carro é imprevisível no comportamento, do dia para a noite ele muda a reação. O gato subiu no telhado para o time vermelho. Além de tudo isso, essa semana se confirmou na imprensa italiana que Sergio Pérez fará testes em Mugello no começo de maio, antes de Barcelona, na pré-temporada europeia. O óleo da fritura de Felipe vai se esquentando ao poucos…

Checo, por sua vez, merece um puxão de orelhas de Peter Sauber. Na hora que estava sendo ultrapassado por Kobayashi na reta quase jogou o companheiro pra fora da pista. O mexicando vem adando bem ultimamente, mas o segundo lugar não dá permissão para querer ser estrela da equipe. E o japonês decepcionou na corrida. Tinha gente apostando em pódio (este que vos escreve, inclusive), mas o 10º lugar pareceu muito pouco pelo que vinha sendo mostrado. A equipe tem um bom carro e uma boa dupla, mas essa instabilidade atrapalha um pouco.

De resto, a Force India foi a melhorzinha com Di Resta em 12º e Hulkenberg em 15º, corrida honesta da equipe, que mostra algum potencial para ficar à frente do resto. E o resto fez o de sempre, duas Toro Rosso, uma Caterham, duas Marussia, duas HRT e a outra Caterham.

O problema agora é ver como será o GP do Bahrein, em Sakhir. Manifestantes prometeram atuar durante a prova e nas imediações do autódromo contra a corrida. A polícia barenita já disse que não tem como garantir total segurança para o fim de semana. Os milhares de dólares recebidos por Bernie parecem ter jogado areia nos olhos da categoria, que faz vista grossa para a situação do país. Teve até mecânico que se recusou a viajar. Os pilotos não vão se manifestar, vão se comportar como cordeirinhos e correr como o chefe mandar. Bando de bundões. Poderiam ter uma consciência política aflorada, haja visto como o mundo está globalizado e não há como deixar de ver o que acontece, mas preferem se omitir. Poderiam falar um simples “não, não vamos correr e pronto”, e adiar essa prova. Mas, por negligência, vão ignorar o que está do lado de fora. A pilotaiada já foi mais ativa, mas parece que têm medo de manchar a imagem, de ficar mal na fita com o chefe, com os patrocinadores, com as TVs, com o público, fãs e toda a sorte de motivos que possam, por mais nublados e superficiais que pareçam, dizer que o melhor é ficar quieto.

O país passa por um momento delicadíssimo, desde o ano passado. São constantes as manchetes de que há condutas desrespeitosas aos direitos humanos por parte dos policiais do Reinado contra os oposicionistas xiitas. Até mesmo policiais estão sendo acuados com a violência. Bernie tenta dizer que a prova será pacífica, mas manifestantes prometem um “dia de fúria”. A equipe MRS, participante da categoria Porsche Supercup, que fará uma corrida preliminar ao GP do Bahrein de F1, anunciou nesta quarta-feira que desistiu de correr na etapa, por preocupações com as condições de segurança. É no mínimo cutucar a onça com um palito de dente. Eu torço para que nada de mais aconteça e tudo saia nos conformes, mas essa é uma mancha para a F1, como tantas outras que serão lavadas com o tempo. Mas o pano vai ficando gasto. Se o pano for o de um turbante, será triste demais saber que um simples “não” poderia evitar um possível rasgo.

E para quem se perguntou o que é Zhōngguó, é China em chinês.


Resultado Final – GP da China:

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 56 voltas em 1h36min26s929
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 20s6
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 26s0
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 27s9
5º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 30s4
6º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 31s4
7º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 34s5
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 35s6
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 37s2
10º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 38s7
11º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 41s0
12º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 42s2
13º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 42s7
14º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 50s5
15º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 51s2
16º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 51s7
17º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 1min03s1
18º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 1 volta
19º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 1 volta
20º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 1 volta
21º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), a 1 volta
22º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), a 2 voltas
23º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 3 voltas

Não completou:
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), abandonou na 12ª volta

 

Todas as fotos – © DR/ Nextgen-auto.com

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Zhōngguó (1)

São Paulo (Demorou!) – A corrida é na China, mas só se fala do Bahrein. Tecerei algumas linhas sobre isso, mas falemos antes do treino classificatório em Xangai, que consegue ser mais poluída que São Paulo na hora do rush. E deu Rosberg, que surpresa!

Nico conquistou sua primeira pole-position na carreira na F1 e de quebra marcou a primeira pole da Mercedes em 57 anos (a última foi de Fangio). Deu uma volta só e parou, saiu do carro e sorriu, sabendo que fez um temporal na pista e ficou só esperando o cronômetro zerar para comemorar o feito. Schumacher larga em segundo e Kobayashi em terceiro – sim, o MITO larga em terceiro. Mas há uma explicação para a tábua de tempos estar diferente bem como a foto dos três primeiros.

Hamilton foi penalizado porque trocou a caixa de câmbio e perdeu 5 posições no grid, o que o deixa com um pouco menos de chances na prova, mas nada pode ser descartado. Lewis fez o segundo tempo, mas larga em 7°. Se ele conseguir se acertar com os pneus, pode beliscar um pódio ou, quem sabe, a vitória. Porque as McLaren ainda mostram que têm o melhor carro atualmente. Button, um dos favoritos a fazer a pole, ficou em 5º e culpou a estratégia de sair mais tarde e perder a boa temperatura dos pneus. Conhecendo sua técnica em corridas, é outro em que aposto para um pódio.

Schumacher ainda está vivo, mas a Mercedes anda muito bem em treino por causa de seu sistema de dutos acionados pelo DRS, o que na corrida isso não funciona tão bem. Em todo caso é ótimo ver o heptacampeão na primeira fila novamente. Mas os prateados alemães terão de fazer uma estratégia muito bem feita se quiserem ver a bandeira quadriculada entre os 3 primeiros. O carro gasta muita borracha. Vão incomodar muito, mas como eu não aposto mais muita coisa em corrida com a Mercedes, espero que Ross Brown queime minha língua e aproveite a pista chinesa, que dá potencial para seus carros e pilotos mostrarem serviço.

Peter Sauber, que não está na China, deve estar se empanturrando de queijo, vinho e um chocolatinho com o 3º lugar do japonês voador. Koba-mito conquistou o segundo melhor resultado num grid da escuderia suíça (Frentzen foi terceiro no grid no Japão em 1994 e Alesi fez dois segundos, em 1998 na Áustria e em 1999 na França). Checo Pérez, que andou muito no Q1 com pneus macios, inclusive fazendo o melhor tempo (1min36s198), achou um honestíssimo 8º lugar. Vai ser briga boa entre os ponteiros com Kobayashi indo pra cima na largada e Pérez que só vai parar para trocar pneus por decreto. Se não forem atrapalhados no começo, vão levar mais um bocado de pontos para casa.

Hamilton, Rosberg e Schumacher foram os mais rápidos no treino (Foto: Getty Images)

Raikkonen, o homem de gelo, ficou com o quinto tempo e larga em quarto. Tem carro e frieza para fazer uma boa corrida. Vai na sua tocada, quietinho, mas vai deixando sua marca. Se aparecer no pódio não será uma surpresa. Grosjean fechou o top-10. Andou bem nos treinos e nas sessões do qualifying. Se vai terminar a prova é outra história. Vamos ver se dessa vez ele completa uma corrida.

A Red Bull foi mais que discreta em Xangai. O australiano pela terceira vez em três provas vai largar na frente do companheiro de equipe, mas o 6º lugar é pouco. Newey perdeu seu trunfo de 2011, o difusor soprado, e ainda não achou a solução para manter seu projeto à frente dos outros. Vettel, acreditem, foi ceifado do Q3 por ninguém menos que Alonso, o mágico espanhol.

O alemãozinho bicampeão tem sua pior posição de largada desde o GP do Brasil de 2009, quendo foi o 15º, e está insatisfeito com o balanço do carro, mas mesmo assim, tomar 3 décimos do companheiro é estranho demais. A troca do escapamento não justifica essa diferença toda. E junto com ele ficaram Massa, Maldonado, Senna, Di Resta, Hulk e Ricciardo no Q2. Aliás, apenas 0.282s separaram os 10 primeiros pilotos no Q2, o que é a menor diferença desde 2006, quando o sistema foi adotado.

Fernandito colocou sua Ferrari na raça na última parte da classificação, mostrando que, além de talento de sobra, tem estrela, muita estrela. Só que os vermelhos vão brigar por migalhas nessa prova. Felipe diz que não tem muita explicação para o carro não render o esperado depois da semana de internato em Maranello. Cada vez mais ele se afunda na lama e parece não ter forças para sair. Se fizer uma prova mais relaxada, sem compromisso e dar sinal de vida, pode ganhar um respiro e uma folga da imprensa italiana, porém o carro não lhe dá maiores esperanças para motivá-lo psicologicamente.

Sebastian Vettel irá largar apenas da 11ª posição em Xangai (Foto: Steven Tee/LAT)

Só Senna-sobrinho que chegou muito perto de Maldonado, mas larga atrás do companheiro. Force India e Toro Rosso passaram despercebidas. E de resto, tudo igual e em duplinhas. A nota de corte no Q1 ficou com os mesmos de sempre: Vergne, Kovalainen, Petrov, Glock, Pic, De la Rosa e Karthikeyan. Pelo menos as Hispanias ficaram dentro do limite de tempo de 107% e vão largar dessa vez.

Nota: a Ferrari está usando a asa de 2011 ao invés da que foi concebida para esse ano, o que mostra que a situação em Maranello é delicada. O carro nasceu ruim, muito ruim.

E o que está causando polêmica ainda é que Bernie Ecclestone confirmou que vai ter corrida no Bahrein. Fato é que o chefão da F1 enfiou goela abaixo a prova barenita e todo mundo do grid. Com os conflitos rolando soltos à base de bombas e um pouco de sangue na capital Manana, a F1 vai para um lugar onde não é benquista nesse momento e nenhum piloto ou equipe teve colhões para falar um sonoro NÃO. Haverá uma reunião antes da prova com a cúpula das escuderias e Bernie, mas a FIA não está nem aí, falou que vai ter corrida e pronto.

Oxalá nada de mal aconteça, mas é vergonhoso. Que cancelassem a prova e o Bahrein e seus petrodólares que sustentam a empáfia e o mundo de aparências dos negociantes da F1 fosse esquecido, pelo menos por enquanto. Mas não estou tão certo quanto às garantias de paz e tranquilidade dessa corrida. Alguma merda deve acontecer.

Enquanto isso, vamos ver essa prova da China que promete. É daqui a pouco, às 4h.
Grid de largada – GP da China:

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min35s121
2º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min35s691
3º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min35s784
4º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min35s898
5º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s191
6º. Mark Webber (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s290
7º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s626 (*)
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min36s524
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min36s622
10º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), sem tempo

11º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s031
12º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min36s255
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min36s283
14º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min36s289
15º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min36s317
16º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min36s745
17º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), 1min36s956

18º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min37s714
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min38s463
20º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min38s677
21º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min39s282
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min39s717
23º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min40s411
24º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min41s000

(*) Perdeu cinco posições por troca de câmbio

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Tem kart no fim de semana

Largada da categoria Graduados nessa sexta-feira em Interlagos (Foto: Luiz Pinheiro)

São Paulo (piloto importado) – Já ia esquecendo. Duas das mais importantes competições de kart do país estarão juntinhas neste final de semana no kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos. O SKB (Super Kart Brasil) e a Copa Petrobrás Sorriso Campeão dividem a pista de um dos templos do kartismo nacional pela primeira vez.

Inédito também é o fato do SKB distribuir vagas para a Seletiva de Kart Petrobras. A competição apoiada pela petrolífera desde 1999 oferece, neste ano, 117 mil reais como prêmio ao seu vencedor, e no SKB são três vagas em jogo para a decisão – que reúne apenas 12 selecionados. As provas de classificação, que compõem a Copa Petrobras Sorriso Campeão, serão computadas somente nas duas baterias de sábado, que fecham o SKB.

Nesta sexta-feira os pilotos já foram disputar as duas primeiras baterias com uma diferença: o traçado invertido. Essa é uma tradição da primeira etapa classificatória da Seletiva de Kart Petrobras – um misto de corrida de kart e ação social há dez anos denominada Copa Petrobras Sorriso Campeão – que corre “ao contrário” na pista. A iniciativa foi resgatada no ano passado pelo Super Kart Brasil e em 2012 será mantida.

E no sábado acontecem as duas últimas baterias que definem os campeões. A competição atraiu 40 pilotos para o grid da principal categoria e recebeu dois competidores da Fórmula Renault Alps, da Europa, Felipe Fraga e Gustavo Lima, que estavam em Monza (Itália) no último final de semana disputando a rodada de abertura da categoria europeia.Fraga, inclusive, já foi campeão da segunda edição do SKB na Shifter Kart e busca o bicampeonato.

André Nicastro, atual campeão da Graduados (Foto: Luca Bassani)

Os resultados (extra-oficiais) do primeiro dia de competições do SKB estão abaixo e os resultados completos podem ser conferidos no site www.racingcrono.com.br. Descendo um pouco mais há a programação desse sábado. Corra que ainda dá tempo!

Super Cadete

1- Gabriel Lopes, 30 pontos
2- Gabriel Paturle, 29
3- Gianluca Petecof, 22
4- João Pedro Correa, 21
5- Edgar Bueno Neto, 18

Júnior Menor
1- João Pedro Guim, 33 pontos
2- Paulo Lima, 30
3- Murilo Coletta, 29
4- Enzo Prando, 21
5- Igor Melo, 18

Júnior
1- Sérgio Câmara, 35 pontos
2- Vinícius Papareli, 25
3- Rafael Martins, 22
4- Vítor Baptista, 19
5- Leonardo Gimenes, 16

Sênior
1- Renato Turelli, 40 pontos
2- Antonio Ventre, 26
3- Diogo Zucarelli, 24
4- Marcelo Meneghel, 21
5- Adriano Pizzonia, 16

Shifter
1- André Nicastro, 29 pontos
2- Dennis Dirani, 25
3- César Ramos, 22
4- Mitsui Duzanowski, 22
5- Gaetano Di Mauro, 20

Graduados

1- André Nicastro, 40 pontos
2- Gabriel Casagrande, 30
3- Olin Galli, 20
4- Ítalo Leão, 20
5- Ariel Varella, Antonio Furlan Neto e João Vieira, 12

 

Programação – Sábado(31/3)
Tomada de tempos

Júnior Menor – 8h30
Júnior – 8h45
Graduados – 9h
Sênior – 9h15
Super Cadete – 9h30
Shifter – 9h45

3ª bateria
Júnior Menor – 11h05
Júnior – 11h30
Graduados – 11h50 – Válida pela Copa Petrobras Sorriso Campeão
Sênior – 12h10
Super Cadete – 12h30
Shifter – 12h50

4ª bateria
Júnior Menor – 14h35
Júnior – 15h
Graduados – 15h25 – Válida pela Copa Petrobras Sorriso Campeão
Sênior – 15h50
Super Cadete – 16h15
Shifter – 16h40

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In Malaysia (1)

São Paulo (replay?) – Lewis Hamilton deve ter perdido umas boas horas de sono depois do GP da Austrália, onde largou na pole e teve de ver seu companheiro de equipe estourando o champagne da vitória enquanto ele recebia o troféu no 3° degrau. Pois parece que a insônia deixou o rapaz com fome.

O grid de largada do GP da Malásia é um repeteco da primeira prova do ano, com Hamilton (sorrindo com uma certa raiva, como quem diz “olha eu aqui de novo”) e Button fazendo a dobradinha da equipe da vez, e com Schumacher em 3º. A McLaren mais uma vez mostra que virou a caça, posição da Red Bull em 2011. Embora nos treinos livres, os prateados tivessem sido superados pelos outros prateados da Mercedes com Rosberg, que larga em 7º novamente.

Vettel ficou atrás de Webber, que saem em 5º e 4º respectivamente, um pouco decepcionante para quem até há poucos meses  subjugava sem dó o resto da turma. Os bicos de ornitorrinco ainda estão apanhando dos carros lisos do time de Woking.

A Lotus andou muito bem com Kimi e Grosjean, mas o finlandês teve de trocar o câmbio e larga no meio do bolo. Não que ele esteja ligando muito, vai se divertir como sempre. E como a Red Bull ainda não achou o acerto ideal para o calor do demo que faz em Sepang, vai dar briga boa aí, no que parece ser o resumo da corrida: McLaren na frente com a Mercedes no cangote e Red Bull se virando como pode entre se defender dos ataques da Lotus e tentando atacar a Mercedes para ver se chega na dupla prateada.

Agora, as turma que sofre. Alonso novamente tira leite de pedra da Ferrari, achando um ou outro cavalo perdido em sua carroça vermelha. Larga em 8º, excelente pelo momento vivido na scuderia. Massa ainda convive com pôneis malditos. Será apenas o 12º, encaixotado entre as Williams de Maldonado e Senna, 11º e 13º. E a diversão da vez nos sábados é saber se a Ferrari passa ou não para o Q3.

É bom que Felipe abra o olho e ache um meio de fazer uma corridaça, porque seu processo de fritura na imprensa italiana já começou e de forma pesada. E como Maranello normalmente dá ouvidos aos jornais, mais um fracasso retumbante basta para Luca di Montezemolo passar a mão no telefone e mandar o brasileiro “a ‘fanculo”. Massa ganhou um novo chassi, um pouco melhor que o da Austrália, mas os pneus ainda são um problema.

As Williams evoluíram como nunca antes na história desse país. E o venezuelano aproveita melhor o carro que tem. Bruno disse que não conseguiu achar uma volta rápida. Pois que ache logo, filho, ou vai ficar vendo o vizinho na frente o tempo todo. Já a Sauber achou um 9º com o cada vez melhor Sergio Perez, surpreendente. E Kamui “mito” Kobayashi deve ter comido um sushi estragado: apenas em 17º, nada explica.

De resto, Force India e Toro Rosso que andaram bem nos treinos livres, foram lá para trás na classificação. Desempenho aquém do esperado; se terminarem a prova sem bater em ninguém, ótimo. E Caterham e Marussia fizeram seu papel, fechando o grid. Ah, e tem as HRT que incrivelmente ficaram dentro dos 107% e evitaram mais uma viagem perdida. Karthikeyan vai pegando mais quilometragem, apenas, e De La Rosa deve ligar seu iPod e ir ouvindo uma guitarra espanhola. Duas chicanes ambulantes.

Meu palpite? Button, Hamilton e Webber. Não, sei, sinto que Vettel vai ser atrapalhado com alguma coisa. E sobre Jenson chegar na frente de novo, Lewis mesmo disse que o ponto crucial desse grande prêmio será como os pilotos vão lidar com seus pneus – a prova tem previsão de pelo menos três paradas para troca da borracha. E nesse aspecto, o vizinho de box de Lewis é o supra-sumo. Enquanto Hamilton vem com fome, sede e vontade de jantar o parceiro na pista, o outro inglês é cerebral em corridas, guiando com excelência ímpar. Se der vitória de Jenson novamente, Hamilton deve dormir mal até Interlagos.

Para quem permanecer acordado, a largada é daqui a pouco, às 5 horas, na Globo.
Grid de largada – GP da Malásia:

1º.Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s219 (14 voltas)
2º.Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s368 (14)
3º.Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min36s391 (14)
4º.Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min36s461 (19)
5º.Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s634 (14)
6º.Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), 1min36s658 (14)
7º.Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min36s664 (14)
8º.Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min37s566 (16)
9º.Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min37s698 (17)
10º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min36s461 (13) (*)

11º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min37s589 (14)
12º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min37s731 (15)
13º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min37s841 (13)
14º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min37s877 (15)
15º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), 1min37s883 (14)
16º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min37s890 (13)
17º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min38s069 (12)

18º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min39s077 (7)
19º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min39s567 (6)
20º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min40s903 (8)
21º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min41s250 (8)
22º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min42s914 (4)
23º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min43s655 (6)
24º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min39s306 (9) (**)

(*) Punido com perda de cinco lugares por troca de câmbio após segundo treino livre
(**) Punido com perda de cinco lugares por ultrapassagem irregular no GP da Austrália

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Commonwealth of Australia (3)

São Paulo (like a boss) – E a Austrália marcou a abertura dos trabalhos de 2012 da F1 com cara de GP da Austrália. Uma corrida interessantíssima do começo ao fim, e que final. Valeu ter ficado acordado na madrugada para ver essa prova.

Jenson Button, o lorde, venceu magnificamente – pela 13ª na carreira e 3ª na terra do canguru, colocou Lewis Hamilton no bolso e mostrou que a McLaren tem grandes chances de ser o carro da vez. Pulou na frente na largada e da frente não saiu até ver a bandeira quadriculada depois de 58 giros pelo circuito de Albert Park, em Melbourne. E como guia esse rapaz, dá até raiva. Raiva que ficou estampada na cara de nojinho de Lewis quando recebeu seu troféu de terceiro lugar no pódio. Agora a equipe de Ron Dennis já mostra seus dentes à  Red Bull, que vai ter trabalho para segurar os prateados

Button celebra sua vitória magistral em Albert Park

A Red Bull já não está mais com essa bola toda, parece que o carro sem degrau no bico da McLaren é melhor que o projeto de Adrian Newey e sua misteriosa entrada de ar, mas Vettel comseguiu um ótimo segundo lugar, comemorado com verdadeira alegria porque o alemãozinho sabe a importância de cada ponto quando não se tem o melhor carro. Webber, em casa, foi ensanduichado na largada e teve dificuldades ao longo da prova, mas levou seu carro a um bom 4º lugar.

A Ferrari já vai trabalhando em Maranello num novo carro, porque esse começou errado e não vai a lugar algum. Alonso é um herói por conseguir pilotar uma trapizonga horrível, levando a carcaça vermelha ao 5º lugar. Fernandito sim tem justificativas para ficar de cara amarrada. Felipe, ah, Felipe… Vinha andando honestamente, fez uma ótima largada pulando para P10 quando o a borracha acabou, aí parou e a Ferrari o mandou de volta à pista com pneus macios novamente, obrigando-o a parar de novo quando chegou na lona. Aí, no final, se enroscou com Bruno Senna e ambos foram prejudicados.

Massa quebrou alguma coisa além do bico no carro e Bruno foi para a brita com um pneu furado. Felipe abandonou logo depois e Senna também recolheu, preferindo poupar o carro que estava superaquecendo por causa das pedras no radiador do que forçar o equipamento lutando por migalhas. E o primeiro-sobrinho quase capotou na primeira curva, sendo abalroado por meio mundo. Vinha de último e fazia uma corrida de recuperação, mas minimizou o acidente, dizendo que era coisa de corrida, o que Felipe confirmou pouco depois.

Bruno Senna é abalroado na primeira curva

Maldonado com a outra Williams vinha fazendo uma corrida sensacional. Largou bem, deu um chega-pra-lá em Grosjean – que teve de abandonar após a batida que quebrou a suspensão dianteira – e vinha dando um calor em Alonso, lutando pela quinta posição quando na última volta colocou uma roda na grama e escapou, dando de frente no muro. Fim de prova para o venezuelano que perdeu seu melhor resultado na F1. Frank Williams vai mandar a conta para Hugo Chávez. Deve ter dado saudade de Barrichello nessa hora.

Com isso, Kamui Kobayashi herdou o sexto lugar, merecido para quem fez uma prova excelente. O MITO veio lutando contra pneus desgastados, controlando as saídas de traseira da Sauber e terminou o GP com as asas dianteira e traseira quebradas. E deu trabalho para todo mundo, vendendo caro ultrapassagens, dando “X” em Rosberg, ultrapassando com arrojo onde dava. Corridaça. E o “chico” Pérez largou em último e na sétima volta já era o 10º. Terminou em 8º, muito bom resultado. Está bem servida de pilotos a Sauber, que parece ter um carro bem melhor do que os treinos mostraram.

O 7º lugar ficou com Kimi Raikkonen, que resolveu falar por rádio tudo o que não fala nas entrevistas. Coitado do engenheiro, que vai ter de ouvir o finlandês reclamando de tudo e de todos mais 19 vezes no ano. Mas o Iceman fez uma belíssima prova em sua reestreia na categoria, nem parece que ficou dois anos fora. E deu uns pontinhos à Lotus de quebra.

Vitaly Petrov abandona sua Caterham no meio da reta

Ricciardo de Toro Rosso e Di Resta com a Force India fecharam a zona de pontos, bom para os dois, que largaram no fundão e evitaram as confusões. O australiano da Toro Rosso conseguiu ser o melhor estreante e de quebra levou dois pontinhos. E Rosberg vinha fazendo uma excelente corrida até a última volta, quando teve um pneu furado pelos destroços da Williams de Maldonado, finalizando em 12º. Schumacher abandonou com problemas de câmbio quando estava indo bem. Triste para o heptacampeão, que voltou a sorrir com o carro bem feitinho que a Mercedes deu para ele. Esperava-se mais nessa corrida. Eu inclusive apostei num pódio, mas se tudo der certo, a Mercedes será uma presença constante na frente nas próximas corridas, incomodando McLarens e Red Bulls.

E as duas Marussia conseguiram completar a prova sem muitos sustos com o bom e sub-aproveitado Glock e o estrante Charles Pic. Já são melhores que as Caterham, que ficaram pelo caminho. Primeiro com Petrov, que parou no meio da reta principal e causou a entrada do Safety Car – inclusive com um caminhão de resgate acelerando tudo na reta para rebocar o carro do russo, causando a cena engraçada do fim de semana. E depois teve Kovalainen, que também abandonou.
 

Pintou o campeão?

O que se tira desse (excelente) GP da Austrália de 2012 é que a briga do ano será entre McLaren e Red Bull, com eventualmente alguém aparecendo entre eles, mas arrisco-me a dizer que a briga pelo título dificilmente escapará dessas equipes e seus pilotos. A McLaren não tem degrau no bico nem polêmica de duto como a Mercedes e a Red Bull tem um carro bom e um piloto bicampeão, que é arrojado e competente. Vettel, inclusive, soube aproveitar muito bem a hora de parar, estava no lugar certo quando o Safety Car deu as caras. Rola um favoritismo no ar, sem dúvida, mas Melbourne costuma não mostrar 100% as tendências. Nesta temporada, o grupo de pilotos está muito forte, tem muita gente de alta qualidade.

Jenson é um lorde, inteligentíssimo e extremamente competente em corridas com sua capacidade ímpar de cuidar do desgaste dos pneus como se fossem feitos de cristal caro. Lewis terá trabalho. Jenson já conseguiu impor um castigo moral duríssimo na primeira batalha, inclusive soltando um “Welcome 2009” pelo rádio após receber a bandeirada final, indicando que veio com tudo para vencer. E Hamilton é um sujeito com psicológico frágil, que se abala facilmente. Se não andar na frente nos próximos treinos e corridas, tem grandes chances de se afundar no próprio ímpeto como aconteceu ano passado.

Alonso fez o que se espera dele e um pouco mais. Schumacher ressurgiu mas não apareceu na corrida, uma pena. E o legal disso tudo é que, na temporada que teve o maior número de campeões mundiais no grid, os três últimos subiram ao pódio, com cinco deles terminando na zona de pontos. A próxima corrida será na Malásia, dia 25, daqui a uma semana, onde teremos uma real noção do embate entre as equipes. Aí poderemos ir definindo mais um pouco quem será o homem e o carro a ser batido.

Classificação final – GP da Austrália:
1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 58 voltas (2 paradas)
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 2s1 (2)
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 4s0 (2)
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 4s5 (2)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 21s5 (2)
6º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 36s7 (2)
7º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 38s0 (2)
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 39s4 (1)
9º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 39s5 (3)
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 39s7 (2)
11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 39s8 (2)
12º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 57s6 (2)
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a uma volta (2)
14º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a uma volta (2)
15º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a cinco voltas (4)
16º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a seis voltas (4)

Não completaram:
Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 12 voltas (4)
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 20 voltas (4)
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 24 voltas (1)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 48 voltas (1)
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 57 voltas (0)
Nico Hülkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 58 voltas (0)

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Commonwealth of Australia (1)

São Paulo (Está valendo!) – Nesta sexta – para nós, na quinta –  começou a temporada 2012 da Fórmula 1 com os treinos livres no circuito de Albert Park, que desde 1996 recebe a categoria. E já pintaram umas surpresinhas nas primeiras sessões.

A McLaren dominou a primeira leva, mas serviu mais para tirar a poeira da pista do que para ver tempos de volta. Na segunda parte do dia e após o aguaceiro que caiu em Melbourne, Schumacher teve o gostinho de andar na frente e fechar a folha de tempos no topo, depois que a pista foi secando. O que confirma umas primeiras impressões…

Uma das duas únicas equipes que não adotaram o bico “ornitorrinco”, a McLaren mostra a força de seus carros e de seus pilotos, o que pode ser um indício de que se a RedBull não estiver escondendo o jogo (como normalmente faz às sextas-feiras), vai ter trabalho para segurar os prateados na classificação. Lembrando que cinco dos últimos seis vencedores do GP da Austrália sagraram-se campeões no fim do ano, é bom ficar de olho em quem sai na frente para a corrida.

A Mercedes ao que parece fez um carro acertadinho e pode dar trabalho para McLaren e RBR, além da Ferrari, as três primeiras equipes de 2011. Mas o calvário dos italianos parece ter recomeçado. A Ferrari está mal das pernas.

Massa vai para a brita após rodar no primeiro treino livre do GP da Austrália

Depois da proibição de entrevistas para tentar esconder os erros na preparação, a scuderia não mostrou muita eficiência na pista. Massa rodou e perdeu o resto do treino, deixando uma má impressão entre todos na equipe, fácil de ver quando a TV mostrou os boxes após o erro. Alonso andou o que pôde (foi p4 nos dois treinos) e continua tentando tirar leite de pedra. Mas o terceiro treino livre fez acender a luz vermelha de vez, com Alonso terminando em P16 e Massa em P18.  Tem um cheirinho de crise no ar.

Kimi Raikkonen ficou um tempão com cara de saco cheio enquanto a Lotus tentava arrumar seu carro para o treino, mas quando saiu não fez feio, mostrando que não terá problemas de readaptação e que novamente irá quebrar a mesmice que insiste em pairar sobre a pilotaiada. E Grosjean conseguiu uma ótima P2 no terceiro treino. A Lotus ano passado também começou bem, mas depois se perdeu no meio do caminho. Pelo menos nessas primeiras provas, deve andar bem.

O "Iceman" está de volta

A Force India mostrou que tem carro para beliscar as últimas vagas da superpole com Hulkenberg e Di Resta. A Williams tem um carro ainda se acertando com o motor Renault e parece que Maldonado foi o que melhor se acertou, andando na frente de Ferrari, Lotus e Toro Rosso, impressionante. Bruno Senna ainda está “verde” e no fim do terceiro treino acabou rodando com pneus frios. A não ser que faça uma classificação de cair o queixo, corre o risco de ser coadjuvante do venezuelano no fim de semana.

Toro Rosso vai andar lá atrás, brigando com Caterham e Marussia (e possivelmente uma Williams e a Sauber). O surpreendente é a Marussia, que foi para a pista sem um teste sequer e marcou um 12° lugar na segunda sessão. A Caterham também fez um honroso 8° lugar com Kovalainen. A Sauber vai ficar ali mesmo, tentando melhorar ao longo da temporada. E a HRT fecha o grid. De La Rosa ficou vendo dos boxes o primeiro treino e demorou uma eternidade para conseguir dar uma volta no segundo. Quando saiu o carro pifou.

Após três sessões de treinos, a divisão de forças na Austrália para a classificação está mais ou menos assim:

– RedBull e McLaren brigando pela pole com Mercedes tentando colocar água nesse chope.
– Lotus, Force India e Sauber com um ou outro carro no Q3 + Alonso.
– Se a Williams entrar entre os 10, será com Maldonado, mas a disputa mesmo é com Caterham. O resto anda lá atrás.

Meus palpites para os três primeiros? Button, Vettel e Schumacher. Vamos ver se nessa eu acerto. Alguém dá mais?

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Polegar opositor

São Paulo (ainda não é dessa vez) – Saiu uma notícia nada boa no globoesporte.com falando sobre Robert Kubica, o narigudo polonês que estava na Lotus quando sofreu o acidente que praticamente inutilizou seu braço direito quando corria de rali na Itália, em fevereiro do ano passado.

Segundo a nota, Jaime Alguersuari, o espanhol ex-piloto da Toro Rosso na F1 e que agora virou comentarista da rádio BBC da Inglaterra disse que Robert não consegue segurar um copo d’água sequer com o membro afetado. A recuperação está lenta demais devido à gravidade dos ferimentos. À época pensou-se inclusive na hipótese de amputação da mão direita do piloto.

Para a Fórmula 1, a carreira de Kubica acabou, o que era de se suspeitar desde o acidente. Trata-se de um piloto fantástico que veio de um país sem tradição no automobilismo, uma semente que brotou no meio das pedras e que tinha um enorme potencial de ser campeão do mundo. Era rápido e técnico, completo. É de se lamentar.

Falam que ele não deveria ter ido correr etc, mas ele sabia dos riscos, a equipe não impôs nenhuma regra e é sabido que todo piloto gosta de uma aventurazinha nas férias. Kimi Raikkonnen vive fazendo seus ralis por aí e destruiu alguns carros, Mark Webber quebrou uma perna andando de bicicleta e até Juan Pablo “El gordito” Montoya deu uma desculpa de que caiu jogando tênis para explicar um ombro deslocado quando se sabia que estava andando de moto. Acontece. Infelizmente acontece.

Carro de Robert Kubica com o guard-rail ainda atravessado por dentro

Kubica terá de ter muita força de vontade para recuperar os movimentos da mão a fim de tentar voltar a praticar seus dons em alguma categoria menos exigente que a Fórmula 1, que não demanda menos que 100% da capacidade técnica de seus pilotos.

É triste, mas acabou. Se o polegar dele voltar a segurar um volante com firmeza suficiente, será o melhor troféu que ele poderá receber nessa etapa da vida. Todos torcemos para ele possa se recobrar das sequelas e voltar a guiar alguma coisa, mas que nessa redescoberta do que fazer na vida ele possa ter calma. É complicado demais para qualquer um ter de repensar os planos, objetivos e sonhos, ainda mais sabendo que o você conseguia fazer de melhor já não é mais possível.

A maior luta agora é para consertar a cabeça. Essa sequela é a pior de todas.

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